[Resenha] Diários de um Vampiro: O Despertar, L.J. Smith #1

Despertar_Capa 02Sinopse: Um triângulo amoroso entre dois vampiros e uma bela jovem conquistou uma enorme legião de leitores nos anos 1990. ‘O Despertar’, primeiro volume da série de L. J. Smith lançado originalmente em 1991, deu origem à série de televisão Vampire Diaries, escrita e produzida por Kevin Williamson, roteirista de Dawson’s Creek. A série tem estreia confirmada no Brasil em novembro, na Warner Channel — nos Estados Unidos a estreia acontece em 10 de setembro, no canal CW, o mesmo de Gossip Girl. Irmãos e inimigos mortais, Damon e Stefan Salvatore são assombrados por um passado trágico. Vivendo nas sombras desde a Renascença italiana, eles estão condenados a uma vida solitária: são vampiros. Séculos mais tarde, o destino parece levá-los a percorrer o mesmo caminho que um dia os conduziu àquela galera-recordvida amaldiçoada e eterna. Em Fell’s Church, na Virgínia, Stefan conhece Elena Gilbert, uma adolescente bela e popular. No encalço de Stefan, Damon procura vingança, e logo Elena se verá divida entre os dois irmãos — e entre o amor e o perigo.

Romance / Sobrenatural   |   240 páginas   |   Avaliação 1/5

   Último episódio de TVD lançou e nóis tá como? shahuhs Não sei quanto a vocês, mas eu acompanhei a série por uns 6 anos e vou te contar, nada me deixou mais decepcionada que aquele final Delena ¬.¬ (porque ou você é Delena ou você não assistiu direito. Assiste de novo kkkkkkkk). Maaaas acalme seu coração, pois não é spoiler nem nada, mas todo mundo sabe que os dois acabariam juntos, só que… Foi meio sem sal. Tivemos nosso desfecho e querendo ou não é isso aí. Claro que o final não desmerece a série como um todo. Me emocionei, chorei, diverti e me apaixonei com TVD. Vai deixar saudades! E para isso, por que não ler os livros que inspiraram a mesma? (confesso que li o primeiro há bastante tempo, o seriado não era tão queridinho como ele é hoje, e agora bateu uma vontadezinha de terminar de ler a saga. Aaah, mas preciso dizer que os livros são quase que completamente diferente da série.

   Em O Despertar, primeiro volume da série, temos como foco principal em Elena Gilbert, uma garota normal que se apaixona a primeira vista por Stefan Salvatore, um vampiro sanguinário (sqn). Particularmente, história é um pouco batida. Cheio de clichês e finais previsíveis. Tanto que na época que li, nada me deixou impressionada. O que me motivou a leitura foi o tamanho sucesso de Crepúsculo (não gostei do livro pela modinha, já tinha lido há tempos antes do filme estourar). E sim, os livros são maravilhosos! Mas convenhamos que aquele último volume foi ridículo. Volteeeemos aqui agora, porque o assunto de hoje é sobre Diários do Vampiro.

diarios de um vampiro livro

“Essa chama do Poder começara, despertando coisas dentro dele que seria melhor manter adormecidas. A necessidade da caça. O anseio pela caçada, pelo cheiro do medo e o  triunfo selvagem da morte. Já fazia anos – séculos – desde que ele sentira a necessidade com tanta força. Suas veias começaram a arder como fogo. E todos os seus pensamentos ficaram vermelhos: ele não conseguia pensar em nada, a não ser no gosto acobreado e quente, na vibração primordial do sangue” (P. 65).

   Gente, é impossível não comparar O Despertar com Crepúsculo. Então já adianto que você aí que conhece a história da Bella e do Edward vai ligar vários aspectos entre uma e outra. Temos a mocinha humana que começa a se interessar por um cara misterioso. Os dois se envolvem, mas ele não acha que é suficientemente bom para ela, tenta se distanciar, mas percebe que a ama. ASSIM mesmo! E a narrativa é em prol dessa situação. A escrita é boa, mas a história não é bem fluída. Como eu disse, é batida. A gente não se impressiona mais, já sabemos o que esperar.

“A cada fica pior para mim. Sinto como se eu fosse um relógio ou coisa assim, com a corda cada vez mais apertada. Se eu não descobrir logo o que fazer, eu vou… Eu ia dizer ‘morrer'” (P. 80).

   Depois que a Elena e o Stefan se desenrolam, o livro praticamente acaba, porém com uma deixa: a chegada de Damon Salvatore! Rapaz, eles colocam o maior terror no Damon, e quando descobriram que ele chegou na cidade, ficaram enlouquecidos. E aí o livro termina. Por mais que eu não tenha gostado desse primeiro, hoje, depois de toda experiência com o seriado, sinto curiosidade de conhecer mais sobre os personagens pela visão de L.J. Smith, a criadora. Sem contar que o Damon é meu fav, deu nem pra sentir o gostinho da interação dele com a Elena 🙁

“Mas agora a imagem dele enchia sua mente, o desejando tanto que era como uma dor física em seu corpo. Ela queria Stefan, queria seus braços em volta dela, queria estar segura com ele” (P. 134).

Espero que tenham gostado da resenha. Conta sua experiência com TVD pra gente 🙂 Ia adorar ler!!

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[Lançamento Selo Jovem] O Blog Indica: Cartas Para Helen

cartas para helen

Sinopse: Ação/Aventura. “Entreguem… Entreguem para ela…”. Essas foram suas últimas palavras. Sob uma cidade destruída e abandonada, dois sobreviventes são testemunhas desse pedido. Em suas mãos, um punhado de cartas destinadas a uma mulher, e em volta, gritos anunciando o perigo. A única saída é fugir. A única maneira é se esconder. A única chance é lutar. Um mistério que os persegue até o fim, enquanto leem cada linha das cartas que carregam, que não só lhes dão uma esperança de sobreviver, como revelam a verdade por trás da catástrofe que os rodeiam.

Dê uma chance a ele, vai! É só clicar AQUI para adquirir o seu 😀

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[Resenha] Um Perfeito Cavalheiro, Julia Quinn #3

Um Perfeito Cavalheiro livroSinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois.editora-arqueiro Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível.

Romance de Época   |   304 páginas   |   Avaliação 3/5

   Nessa incrível sequência, conhecemos mais um Bridgerton: Benedict. Com um sobrenome de peso, grandiosa fortuna e dono de um incrível sorriso, o cavalheiro é um dos mais cobiçados solteirões, assim também como alvo fácil para as mães de filhas também solteiras. Entretanto, nenhuma delas o interessava tanto quanto uma bela dama que habitava em suas memórias.

   Aconteceu de Benedict avistar uma mulher em um baile de máscaras e não houve dúvidas, se apaixonou a primeira vista (tenho lá minhas dúvidas quanto a esse amor que bate e olho e BAM!, sabe? Ainda mais nessa situação, onde todos estavam com os rostos cobertos). 

“Ao longo dos últimos dois anos, a lembrança de Benedict Bridgerton havia sido a luz mais brilhante em sua vida sombria e triste” (p. 86).

   A moça era (tcha ra rammm! Acalma o coração, pois não é spoiler haha) Sophie Beckett. Fica claro para o leitor desde o início a identidade dessa nossa “Cinderela”. Dos poucos instantes que Benedict esteve com a moça, teve a certeza de que era ela A mulher. Aquela que poderia facilmente chamá-la de sua esposa. Mas como tudo não é um mar de rosas, Sophie teve de deixar o baile mais cedo e Benedict nunca mais a veria. Não teria nem como procurá-la, pois não havia visto seu rosto. Aquilo o assombra por anos.

um perfeito cavalheiro

   Passados três longos anos após o ocorrido, a vida dele e a de Sophie se cruzam, mas não como em um conto de fadas. Ela era pobre e trabalhava para uma casa de um senhor rico. Alguns homens a estava azarando em uma ala afastada durante uma social na residência, Benedict estava lá e a defendeu. Por obra do destino, convidou a moça para trabalhar para ele. Como um cavalheiro, não poderia deixá-la sofrer em mãos erradas.

   Antes de chegarem até a cidade, tiveram que parar em um chalá particular do senhor Bridgerton por conta do mal tempo. Aqueles dias foram mágicos! Sophie sabia de quem se tratava. Ele era parte de seus sonhos, a única parte de suas lembranças que trazia felicidade e conforto. Ao mesmo tempo em que ansiava em lhe dizer que ela era a moça que o conheceu no baile, lhe partia o coração pensar que Benedict nunca teria nada com ela, uma criada.

“Tratou-a como uma mulher, não como uma criada qualquer, e, até aquele exato instante, ela não se dera conta de quanto sentia falta de ser tratada como uma pessoa” (p. 142).

   Os dias no chalé foi a parte mais engraçada e divertida, no meu ponto de vista. Diferentemente dos dois volumes anteriores, os quais me pegava rindo e sorrindo a toa, Um Perfeito Cavalheiro agrega um teor mais dramático, chegando ao ponto do coração ficar apertado algumas vezes. A razão disso é justamente a trajetória de vida da garota. Quando muito nova, perdeu tudo o que tinha e foi jogada nas garras de uma madrasta que carregava puro ódio em seu coração. 

   O interessante é que, como o livro é uma releitura de Cinderela, sabemos ao certo o que esperar dele. E, obviamente, como a autora é nada mais nada menos que a nossa queridinha (<3) Julia Quinn, finais felizes são certeiros!

   Recomendo essa aventura desse irmão Bridgerton. A razão da minha nota não ter sido máxima como as que eu avaliei nos dois livros anteriores é porque gostei muito mais do clima clichezão de água com açúcar, aquelas bem humoradas que deixa a gente flutuando hahaha E, queridos leitores (baixou a Lady Whistledown agora), devo lhe dizer que esta blogueira amoleceu o coração e a culpa é totalmente, completamente, impetuosamente de Julia Quinn.

Até a próxima!

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[Resenha] The Kiss of Deception – Vol 1, Mary E. Pearson

the kiss of deception resenhaSinopse: Plante ilusões e você colherá do mundo grandes decepções. A força feminina é a grande estrela neste romance de Mary E. Pearson. Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas, menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? O primeiro
 volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma darkside logomagnífica. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo.

Distopia/Romance   |   418 páginas   |   Avaliação 4/5

Estou numa fase de ignorar esses livros de fantasia/aventura, de tanto que li e comecei a me aventurar em romances de época (coisa que eu nunca poderia imaginas, mas acabei conhecendo os Bridgertons e sabe como é, né… Aconteceu 🙂 ), mas, meu amigo, quanto bafafá que rolou acerca de The Kiss Of Deception, hein? E além do mais, tem essa capa dura maravilhosa com um mapa por dentro. AIII, Darkside, assim você me mata *.* (e me falir também hahaha).

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 A história é narrada em primeira pessoa através de Lia, a princesa do reino mais poderoso daquelas terras. A aventura começa quando ela se dá conta de que vai se casar para fortalecer alianças entre os povos. Por mais que isso acarrete sua morte, Lia seguiu em frente com seu plano e fugiu dali com a ajuda e companhia de sua amiga, Pauline.

“Durante minha vida toda sonhei com alguém me amando pelo que eu era. Por quem eu era. Não por ser a filha de um rei. Não por ser a Primeira Filha. Apenas por mim. E, com certeza, não porque um pedaço de papel ordenava isso” (p. 160).

 A partir do mapa encontrado no livro, o leitor pode se orientar pelas passagens. As duas não foram muito longe daquelas fronteiras e acabaram em uma estalagem. Ali conseguiram um emprego. Lia esperava passar sua vida tranquila, porém, cá entre nós, a filha do rei realmente espera não ser encontrada? Claro que imaginou tropas a sua procura, mas mesmo assim achou que poderia escapar deles. É claro que o que ela pensou estava errado. Seria muito fácil. Ainda mais que as duas não estavam assim tão longe de sua terra natal. É aqui que conhecemos o Príncipe e o Assassino.

“Talvez houvesse centenas de formas diferentes de se apaixonar” (p. 201). 

 Eles dois têm o mesmo objetivo: encontrar a princesa, o que difere é o que cada um vai aprontar com ela depois que a encontrasse. Os capítulos não possuem o nome de cada um, de modo que fica confuso determinar de incício quem é quem, mas não se preocupe que com o tempo vai tudo se encaixando. Basta prestar um pouquinho de atenção 😉

“Pode-se levar anos para se moldar um sonho, mas é preciso apenas uma fração de segundo para despedaçá-lo” (p. 244).

 Meus mais sinceros PARABÉNS para a Mary. Nossa, mulher, que escrita deliciosa! Em pouco tempo já tinha devorado o livro (eu achava né? hahaha Claro que demorei um pouquinho, mas quando o trem tá bom a gente que não vê o tempo passar). Fiquei muito feliz com a minha aquisição e já decidi que quero acompanhar Lia até o final!

the kiss of deception

   Os pontos que mais me incomodou foi ter me encantado com aquele mapa MARAVILHOSO e a autora não ter explorado quase nada 🙁 Como eu queria ter viajado e conhecido mais sobre os lugares ali mencionados. MAAAAS não estou tão frustrada porque esse ainda é só o primeiro da saga. Quem sabe o que mais vem por aí, né? #Ansiooooosa

   E outra coisinha: um pouco de encheção de linguiça. Gente, sério, a Lia passou um tempãããão encravada lá na estalagem. Tinha algumas situações que eu nem sabia o porquê de estar lendo. Simplesmente poderiam ter sido excluídas que não fariam diferença nenhuma. Mas tá ok. O que salvou foi a escrita gostosa dela (olha eu falando mais uma vez ahhaha) e nenhum pouco cansativa.

the kiss of deception map

   Eu não poderia finalizar sem falar sobre os crush, né? Lá vai: Team Kaden e Team Rafe. Olha, acho que é a primeira vez que não fico tão divida. Nenhum dos dois me conquistou. Deu pra conhecê-los legal durante a leitura, só que não rolou aquela preferência. Pra mim os dois tiveram sua qualidades e defeitos.

“Eu estava fazendo exatamente o que ele faria se estivesse no meu lugar: tentando sobreviver” (p. 321). 

 Ahhhh, eu amei também o fato do livro conter citações de um livro fictício que existe dentro daquele mundo. Amo, amo amo!

Até a próxima!!!!

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[Lançamento] Um Conto de Uma Classe, Vinicius Martins

um conto de uma classe   Sinopse: Poucos ambientes representam melhor uma sociedade que uma universidade. Seus frequentadores, com suas opiniões, suas vaidades, seus vícios, são os porta-vozes do pensamento da coletividade da qual fazem parte.

   Ao retratar a turma de um curso de direito e seus professores, Um conto de uma classe – romance que se divide em três volumes – acaba fornecendo um espelho da própria sociedade brasileira, com imagens ora belas, ora grotescas, ora dignas de aplausos, ora merecedoras de repúdio, apresentando um mosaico riquíssimo das mais variadas personalidades, que vai do professor arrogante ao estudante medíocre, do mestre culto ao acadêmico pedante, do docente subserviente ao aluno fanfarrão.

   Escrito com irreverência, o livro expõe o comportamento e as frustrações presentes não só no meio acadêmico jurídico, mas também na esfera universitária em geral, mostrando um dos objetivos mais lisonjeiros do ser humano – a luta para “ser alguém na vida” –, embora não deixe de apontar também os métodos nem sempre dignos utilizados para alcançá-lo.

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[Livros em Verso] A Fúria e a Aurora, de Maria Lúcia Monteiro Xavier

Olá, leitores! No Livros em Verso, os livros são apresentados aqui por meio de versos cheios de ritmo e melodia. Será como uma viagem doce e agradável dentro daquela história que você tanto gosta!

a furia e a aurora

Uma jovem de dezesseis anos
No castelo se infiltrou
Para a realização de um plano
Que ela mesmo elaborou

Tudo o que ela precisava
Era se candidatar
Sorte para ser a escolhida
Para o rei então se casar

Seu nome era Sherazade
Shasi, para os mais chegados
O que a moça ia fazer
Era muito arriscado

Mas ela não teve medo
Sua coragem foi admirável
Muito esperta e inteligente
Ela era mesmo muito incrível

De tudo o que estou contando
Vocês irão entender
É a história de um rei
Não quero nem conhecer

Tinha só dezoito anos
Tão jovem e já tão cruel
Quando morrer, com certeza
Sua alma não irá para o céu

Todos os dias Khalide se casava
Com uma moça diferente
E o que fazia com elas
Só mesmo uma mente doente

Escolhia suas vítimas
Sem nem mesmo as conhecer
Na lua de mel as degolava
Sempre em cada amanhecer

Sem um pingo de compaixão
Impiedoso e sem temor
Seu coração: duro de pedra
Homem frio, sem amor

Entre as moças que matou
Havia uma especial
Shiva casou-se com o rei
E teve uma morte, fatal

Shasi então ficou sabendo
De tristeza ela chorou
Esse monstro demoníaco
Minha amiga ele matou

Tantas moças foram mortas
Como se fossem animais
Completamente indefesas
Vão e não voltam nunca mais

Como um predador feroz
Que matou só por matar
Sem culpa e arrependimento
Só seu prazer saciar

Vou tomar uma atitude
Isso não pode continuar
Minha amiga, eu te juro
Eu hei de te vingar

As famílias desoladas
A cidade toda chocada
Moças morrem pelas mãos
De um homem psicopata

Shasi arquitetou seus planos
Com o rei ela se casou
Não termina por aqui
Seu plano ela só começou

Era sua noite de núpcias
E o que fazer agora?
Sabia que a morte era certa
Começou a contar histórias

Conseguiu agradar o rei
Mas era só por momento
cada dia que passava
Era só mais um tormento

Cada história que contava
Era mesmo muito legal
Para assegurar a sua vida
Deixava Para o dia seguinte o final

Com o tempo ela foi descobrindo
As atitudes de um jovem rei
Por quem se apaixonou
Desse mal me livrarei

Por viver assim tão só
Totalmente abandonado
Foi o que lhe transformou
Em um homem atormentado

Mas em nada justifica
Um rei é pra cuidar de seu povo
A ficha dela caiu
Não caio nessa de novo

A morte da minha amiga
Vim aqui para me vingar
Não vou perder o meu foco
Preciso me despertar

Naquele momento senti
Tristeza em eu coração
Não posso me apaixonar
Implacável traição

Preciso seguir a razão
Com o mesmo pensamento
Não vou me deixar levar
Por qualquer outro sentimento

E pra continuar vivendo
Sem correr nenhum perigo
Seu triunfo eram as histórias
Que alegravam o seu marido

O que eu quero provar?
Isso nem eu mesma sei
Vontade de ser rainha
Ou sobreviver as maldades de um rei?

Acabando uma história
O medo a percorria
Começava outra
Deixando o melhor para outro dia

Contava histórias bem longas
Assim ganhava tempo
Sabia que ele poderia
Matá-la a qualquer momento

Tariq era um rapaz
Antes de tudo isso acontecer
Queria casar-se com Shasi
Antes de sua prima morrer

Com a morte da prima Shiva
E vendo casar-se com sua amada
Não ficou de braços cruzados
Para o rei preparou uma cilada

Ele vai ter o que merece
Sem fazer nada eu não fico
Enquanto Shasi, a minha amada
Está correndo perigo

O rei perguntou a esposa:
Por que quis se casar?
Ela respondeu que falava
Mas ele devia prometer não a matar

Recusando, balançou a cabeça
Com gesto dizendo não
Os dois passaram a noite juntos
Até que o rei chamou o capitão

O homem veio logo escoltá-la
Direto para sua execução
Porém, mais uma vez foi poupada
Sem saber qual a razão

Só tem uma explicação
Meu marido foi atrás de mim
Eu sinto
Isso se chama intuição

Até quando vou viver
Com essa angústia no peito?
Um grande medo me toma
É sempre assim desse jeito

Será o tempo de meu amado
Com esse rei acabar?
Acabar com a maldição
E vir aqui me salvar?

A tracos e barrancos
Com cautela ela foi se virando
Suas histórias não pararam
A fim de agradar o rei, ela ia contando

Essa é a minha estratégia
De um jeito bem natural
Como não era nada boba
Deixava o melhor para o final

Eu preciso descobrir
O que faz com que ele queira matar
Mas sempre o rei se esquiva
Disfarça pra não me contar

De doido o mundo tá cheio
E de maldade também
Mas se estivermos firmes com Deus
Aí não tem pra ninguém

Pode passar o que for
Em qualquer situação
Quando cremos no Senhor
Ele nos dá a solução

O nosso Deus é maior
Quem cuida de todos nós
Se resistirmos ao diabo
Ele fugirá de nós

Pra matar, roubar e destruir
Foi para isso que o diabo veio ao mundo
E acabar com as famílias
Numa fração de segundo

E assim eu vou terminando
De contar mais essa história
Que o Senhor nos abençoe
E vá nos dando a vitória

A história por trás dos versos pertence ao livro A Fúria e a Aurora da autoria de Renée Ahdieh.

Escrito por:

Maria Lucia Monteiro Xavier
Maria Lúcia Monteiro Xavier

 

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