[Resenha] Eleanor e Park, Rainbow Rowell

18 jan

eleanor e parkSinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a editora-novo-seculodesaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Romance/Drama   |   328 páginas   |  Avaliação 5/5

   Esse foi meu primeiro livro de 2016 e provavelmente o mais doce de todos lidos até hoje. Eleanor e Park trata-se de um amor romântico entre um casal de adolescentes de dezesseis anos. Ela era gordinha e ruiva, enquanto ele coreano e geek. Esses dois se perdem um no outro e faz você viajar com eles. O romance se manifesta de maneira improvável, e depois dissipa todas as inviabilidades, as revertendo em algo maravilhosamente fofo. O livro é narrado pelos dois, variando por capítulo. Desta maneira, fica mais fácil refletir sobre a linha de pensamento de cada um.

   Primeiramente, apresentarei Eleanor. Descartando a aparência, ela é uma menina que emana insegurança. Tanto na sua fala quanto em seu jeito de andar. Por ela ser nova na escola e aparentemente esquisitona, sofria bullying de algumas pessoas. Em casa não era muito diferente. Seu padrasto era quem sustentava a casa, então era como uma necessidade tolerar alguns abusos do homem, que incluíam gritos, falta de respeito, ofensas e medo.

“Nunca se sentira aceita em lugar algum, exceto quando se deitava em sua cama e fingia ser outra pessoa”.

   Park não era zoado por ninguém, até era amigo dos alunos que implicavam com Eleanor. No início ele foi áspero com ela, afinal, não queria ninguém rindo dele pelas costas por ser amigo da ruivona. O que ele nunca imaginou é que seus gostos tinham mais em comum do que apenas aparentava. 

“Deslizou a fita nova lá dentro, apertou o play, e então – com cuidado – colocou os fones de ouvido por cima dos cabelos. Foi tão cuidadoso que nem chegou a tocá-la”.

   Com Eleanor e Park entendi o sentido de voltar aos dias de frio na barriga. Foi realmente apenas um segurar de mãos que os faziam andar nas nuvens.

“Entrelaçou seus dedos nos dele e tocou-lhe a palma com seu dedão.
– Tudo certo? – ela sussurrou.
Ele fez que sim, respirando fundo. Os dois olharam para suas mãos.
Puxa”.

   Foi uma quebra de clichê categórica. Park estava lá para Eleanor, cuidava dela com destreza. Para o que der e vier, ele estava lá, com unhas e dentes. É simplesmente envolvente e extremamente lindo o desenrolar da relação entre Eleanor e Park. Não há palavras para descrever o tanto que essa história vai mexer com você.

“Ele ficava fazendo com que ela se sentisse segura para sorrir”.

Obrigada pela leitura!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama