[Resenha] Juntando os Pedaços, Jennifer Niven | Vale a Pena?

26 dez

juntando-os-pedacosSinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca, mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso até o dia em que ele encontra a Libby. Ela é nova na escola. Passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla selo-seguinteimprovável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Drama  |  392 páginas  |  Avaliação  5/5

  Juntando os Pedaços é tão amorzinho que fica difícil descrevê-lo! O livro é tão doce, tão terno e delicado, que se segurado pelas mãos os dedos nem sentissem o seu peso. Ele é um misto sensações gostosas que deixam a alma  até mais leve.

Nunca sabemos o tempo que temos. Nunca garantimos o amanhã (P. 189).

   Libby Strout foi nomeada a adolescente mais gorda dos Estados Unidos. Chegou um momento em sua vida o qual tiveram que quebrar a parede de sua casa e retirar a garota dali por um guindaste. Ela passou por alguns tratamentos (terapias, dietas…) aos quais não permitiam que desfrutasse de uma vida normal, como a de qualquer outro jovem. Finalmente, depois de alguns anos cuidando de si, ela ficou pronta para enfrentar a escola. Essa etapa poderia ser um completo terror. Mas, para ela, seria subir mais um degrau, virar a página. E ninguém estragaria isso, exceto… pelo fato de que estragaram.

Tenho uma boa personalidade, ótima cabeça, sou forte e posso correr. Sou resiliente. Devo ser. Vou fazer alguma coisa com a minha vida porque acredito em mim mesma. Posso não ter decidido ainda, mas isso é só porque sou infinita. Pode dizer o mesmo de você? (P. 316).

   Um dos garotos mais populares do colégio, Jack Masselin, resolveu fazer uma brincadeira de mal gosto com ela, mas apenas porque seus amigos o pressionaram, e sabia que não o deixaria em paz até entrar no jogo. E quem ele escolheu como vítima foi, tã dã, Libby Strout. Ela revidou com um soco no queixo, que o deixou estendido no chão diante todo refeitório. Isso rendeu aos dois uma ida a diretoria e também um tempo prestando serviço comunitário

A vida é muito curta para julgar. Não é nosso trabalho dizer o que os outros sentem ou quem eles são. Ao invés disso, por que não passar o tempo se dedicando à você mesmo? (P. 316).

   juntando-os-pedacosOs dois são forçados a passarem tempo juntos. Já dá pra imaginar o que possivelmente acontece. Mas não é tão previsível assim, já que Jack sofre de uma doença neurológica chamada prosopagnosia, a qual não permite que o indivíduo memorize rostos. Diante disso, se alguém sair do campo de visão do garoto e reaparecer, a pessoa, para ele, será como qualquer outra, um estranho. Ninguém sabe de sua condição, a não ser Libby. Por algum motivo, ele a confiou o maior segredo de sua vida.

   Libby experimenta sensações pela primeira vez. Nos faz voltar no tempo em que apenas um olhar provoca borboletas no estômago e suor na palma da mão. Mas era difícil ter expectativas, pois ainda se sentia insegura com seu peso, e ainda era alvo de bullying. Entretanto, a garota se mostrou madura ao tentar lidar com essas amarras da vida. Quebrou tabus e se impôs, como qualquer ser humano em busca de liberdade. Ela é um exemplo de amor próprio <3

VOCÊ É QUERIDO. Não deixe ninguém te dizer o contrário, nem mesmo você. Especialmente você (P. 317).

  Apesar de tudo, Jack estava do lado dela. Não sentia vergonha, não a repreendia, não a ameaçava, não a criticava. Ele torcia por ela, assim como ela, ao entender as condições do amigo, o ajudou com tudo o que podia.

Torço por você.

   Não há como ser breve diante de um livro tão espetacular como este! Jennifer Niven tratou aqui claramente sobre aceitação de si mesmo. Grande, pequeno, alto, baixo, simpático, tímido, atraente, simples… Venha do jeito que é!

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“A felicidade combina deslumbrantemente com você.”

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama