[Resenha] Joyland, Stephen King

18 abr

joylandSinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecersuma de letras logo — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Drama   |   240 páginas   |   Avaliação 3/5

“As pessoas pensam que o primeiro amor é fofo e que fica ainda mais fofo depois que passa. (…) No entanto, essa primeira mágoa é sempre a mais dolorosa, a que demora mais para cicatrizar e a que deixa a cicatriz mais visível. O que há de fofo nisso?”

   Um garoto com o coração partido chamado Devin Jones é o narrador de Joyland. Ele é um aspirante a escritor e estuda na mesma universidade da garota a qual despedaçou seu coração, Wendy. Com a chegada das férias, Devin decide se candidatar a uma vaga para trabalhar no parque de diversões Joyland. A princípio, seu plano era permanecer lá somente durante as férias de verão, mas depois que Wendy terminou com ele, o garoto repensou na opção de ficar por lá no parque por mais tempo.

“No verão de 1973, a ideia de amar qualquer outra pessoa que não fosse Wendy Keegan parecia totalmente impossível para mim.”

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Não demorou muito para realmente gostar daquela rotina. Mas, no fundo, sentia que havia algo errado naquele lugar. Não era nenhum segredo que um dos brinquedos chamado Horror House era assombrado, pois haviam boatos de que o fantasma da garota que tinha sido assassinada anos atrás nesse brinquedo ainda estava por lá. Seu nome era Linda Gray. O mistério de sua morte não nunca foi descoberto. Não satisfeito com a história, Devin, com a ajuda de sua amiga, garota hollywood Erin, investiga a fundo as lacunas abertas dessa incógnita.

“Algumas pessoas escondem suas verdadeiras personalidades querido. Às vezes, dá pra perceber que estão usando máscaras, mas nem sempre. Até pessoas com intuições poderosas podem ser enganadas.”

   Joyland desata a perspectiva de que monstros ou fantasmas não são necessários para se construir o mal na história. Pode parecer que até não seja um livro do Stephen King. E pode ser que você tenha pensado a mesma coisa. A meu ver, o autor conseguiu mais uma vez nos conduzir em seu universo. Todos os capítulos têm doses perfeitas para nos deixar abismados e grudados junto ao livro até ele terminar.

Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Terror e Suspense