Categoria: 17 de junho de 2017

[Resenha] Corte de Espinhos e Rosas, Sarah J. Maas -Releitura de A Bela e a Fera

17 jun

corte de espinhos e rosas resenhaSinopse: Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um lobo gigante, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo galera-recordonde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Fantasia   |   433 páginas   |   Avaliação 5/5

   Foi muito engraçado a maneira que descobri o livro. Uma amiga (a Ingrid, do Resenha Atual) havia lido e me indicou. Foi difícil decidir comprá-lo, porque sou MUITO chata com fantasia. Meio que parei de ler, porque me decepcionava muito com o gênero. O mais legal disso tudo é que eu amei a história e indico o livro para todo mundo agora hahahah Queria que vocês entendessem a dimensão da obra, por isso vou tentar resumir dando detalhes do que achei interessante, mas o universo de Corte de Espinhos e Rosas é bem complexo, então pode ser que fique um pouco grande. 

   O mundo aqui é dividido entre as terras humanas e as Feéricas, que é onde habitam criaturas infinitamente mais fortes que os humanos, incrivelmente perigosas e bonitas. Havia um acordo entre eles que nenhum dos povos deveriam cruzar a terra do outro. Porém, um ser feérico transformado em lobo vagava pelas florestas das terras que pertenciam aos humanos. Feyre, nossa protagonista humana, vê a criatura enquanto caçava alimento e decide derrubá-la. Ela tinha duas irmãs egoístas e um pai irresponsável, que há muito já havia desistido de lutar para sobreviver. Toda responsabilidade recaía sobre a garota. Aprendera a se virar sozinha. Quando chegou com o enorme lobo, não havia como esconder a satisfação de ver sua responsabilidade sendo cumprida. 

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   Em algum momento da noite, a casa deles é invadida por uma criatura bestial, como um enorme lobo também, que dizia que, por ela ter quebrado o acordo e matado um ser feérico, deveria renunciar toda sua vida ali e ir com ele para as terras encantadas, mais precisamente para a Corte Primaveril. Se quisesse manter todos a salvo, deveria fazer isso. Então o fez.

   Os feéricos tinham fama de serem maus, então só alguém estupidamente burro se voltaria contra uma ordem ou os enfrentaria. Foi isso que Feyre fez na maior parte do tempo. Ela chegou tremendo, com receio de tudo. Como o romance tem um toque de A Bela e a Fera, muitos já devem imaginar o que acontece. A garota começou a se sentir apaixonada pelo feérico, o qual se chamava Tamlin. Sua Corte era enfeitiçada e todos usavam máscaras, ao passo que no clássico, eles eram a mobília. As cenas que se desenvolvem ali são bem gostosas de ler. Os diálogos fluem perfeitamente bem. De pouquinho a pouquinho, vamos vendo o desenvolvimento do envolvimento da garota com aquele novo povo. No que antes queria fugir e retornar para sua família, seu desejo se tornou outro: viver eternamente com Tamlin.

” Tudo se tornou um borrão de cor e som, e ele era o único objeto ali, me puxando de volta para a sanidade, para meu corpo, que brilhava e queimava em todos os lugares que Tamlin tocava” (p. 237).

   Existe uma segunda parte no livro, embora ela não seja sinalizada. É quando o prazo da maldição de Tamlin chega ao final. É a partir desse ponto que a tensão, o pico da narrativa de fato se eleva. Toda Corte é sequestrada por Amarantha. Ela é a bruxa a qual os amaldiçoara. Feyre, fraca coitada, enfia naquela cabeça dura de que pode salvar a todos da maldição. Ela sofrerá MUITO nas mãos de Amarantha. Mas devo dizer que são as melhores cenas do livro! Eu gritava, roía as unhas, faltava o ar e pulava! Fiquei tão, mas tão (absolutamente) imersa na narrativa que quando você percebe, ela já acabou. Só lembro que eu queria ler sem parar. Esse livro é desses hahahah Danadinho! E preciso destacar também a ESCRITA da autora. Que envolvente! 

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   Só pra finalizar, queria ressaltar que uma das coisas que eu adoro ler/assistir é empoderamento feminino, só que não estereotipado, estilo “machinha”, por favor! Assim como vi em The Kiss of Deception, criei um pouquinho de expectativas aqui, mas infelizmente não acontece, nem um pingo. É só uma observação, não crítica. Até porque, Feyre é de acordo com que a história pede. E ela pediu uma garota corajosa, mas também humana. Os seres mágicos das terras feéricas eram famosos pelo poder e maldade, e não seria nada inteligente enfrentá-los. Por isso ela se mostrou bem relutante e medrosa. Entretanto, conseguiu ser forte quando necessário. Estou lendo já Corte de Névoa e Fúria e, pelo amor dos marcadores de página, preciso terminá-lo! 

Até a próxima <3

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama