[Resenha] O Portal de Oriun: Os Filhos de Egoz, Aldemir ALves

6 out

o portal de oriunSinopse: O fim dos tempos é anunciado, o Ragnarök enfim teve início, o céu escurece e as estrelas sucumbem contra os planetas que são consumidos pela destruição. A fúria dos mares consome a vida na terra e os seres humanos são extintos. O Ragnarök destrói Alfheim que é engolida pelo Érebo, o equilíbrio entre os mundos é abalado. A árvore da vida, Yggdrasil, sucumbe em cinzas. Mas outros deuses sobreviveram das ruínas da batalha, um novo sol ressurgiu no céu, e Zeus (o deus grego), o pai dos homens, trouxe vida a uma nova terra que se ergueu entre os mares. Arin e Cesar, os dois únicos humanos sobreviventes, que se esconderam sob as raízes de Yggdrasil, a árvore que sustentava os nove mundos, repovoarão o mundo. Agora livre de seus males, finalmente houve um tempo de harmonia entre deuses e homens. A paz não duraria para sempre, pois se existe o bem também existe a possibilidade do ressurgimento do caos, o bem e o mal são forças fadadas a lutar pelo resto da existência divina. Um novo tirano se ergue entre as trevas, e com ele à sede pelo poder a qualquer preço. Alianças foram abaladas, vidas sacrificadas, batalhas travadas, a supremacia benéfica deixou de existir. A ganância de Zarc se alastrou infinitamente e até mesmo as crianças eram obrigadas a integrar os seus exércitos. A terceira parte de Oriun havia sido devastada completamente. Mas após quinze anos de tormenta, a esperança ressurge novamente – renasce junto aos filhos de Egoz.

Aventura/Fantasia   |   250 páginas   |   Avaliação 2/5   |   CORTESIA Selo Jovem

   Quando eu soube que receberia o livro, me animei bastante! Olha essa capa, gente! Mas me decepcionei com a escrita e o desenvolvimento da história… A sinopse dá a entender uma coisa, mas o livro apresenta muito pouco. Ouço falar MUITO bem do autor, pode ser que não dei sorte com o livro. Afinal, só pela Selo Jovem ele já publicou 4 livros!

   Conta a vida de dois garotos, Alex e Alexandre, que vivem afastados no Alasca com seus supostos “pais”. De repente, em um dia que prometia nada a mais do que o comum, um misterioso homem aparece procurando os garotos a fim de levá-los para Oriun e alegando que tal mundo sofreria grandes devastações vindas de Zarc e que precisariam treinar os meninos o quanto antes, afinal, tinham grandes poderes e um misterioso passado.

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   Conhecem várias pessoas nesse outro mundo. Quando estão lá, sofrem um ataque e pessoas queridas foram levadas. Alex, Alexandre e seus amigos (que incluem anões, elfos, príncipes…) partem em busca dessa jornada aparentemente impossível em busca do covil. Uma guerra está a caminho. Afinal, com os deuses não se brincam. Ainda mais aqueles que são do lado obscuro. E vou te contar um segredinho: a melhor parte do livro foi essa! Ação e emoção!!!

“A história ensina que não há e nunca houve exércitos invencíveis. Eles são maiores do que nós, mais fortes e robustos, mas não possuem a mesma coragem e habilidades. Eles não têm fé, e não lutam por ninguém a não ser por si mesmos” (p. 194).

“Seguidores de Loki, centenas, apinhados, acirrados e salivantes, com boa parte deles de bocas escancaradas dando ar de maldade à sua selvajaria, urrando roucamente” (p. 192).

   Não sei muito bem o que senti ao ler o livro. Sei que a editora é nova no mercado e tudo mais, mas a escrita estava amadora, a diagramação incomodava às vezes e a fala dos personagens soavam bastante mecânicas. A história foi bem bolada, só que tinham alguns encaixes de umas cenas para outras que não iam com naturalidade. Quem ler, vai claramente entender. Ah, mas falando agora da capa, eu amei!! Está linda e não há como falar o contrário hahah

   Não estou colocando aqui a editora no geral, claro que não! Já li livros da mesma em que a escrita estava maravilhosa. Na lista dos meus favs estão Farsas e Milagres, de Mauro Livio (RESENHA AQUI) e Sozinhos no Escuro, de Jessée Diniz (resenha em breve :D). Perguntei-me onde poderia estar o erro. Talvez uma melhor revisão da obra… Enfim, nunca gostei de paparicar livros, independente de quem escreveu e independente das editoras. E outra, acredito que são as críticas que nos fazem melhorar cada vez mais.

Até a próxima!

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