Categoria: Literatura

[Curiosidades] Só Sei Que Nada Sei

25 ago

Você já parou para se perguntar de onde, como e porquê essa frase se formou? Eu sempre a lia solta por aí, sem contexto. O que acha de entendê-la? Por que é que quem sabe na verdade nada sabe? Para saber, é só continuar lendo esse post 😉socrates so sei que nada sei

A frase surgiu na Grécia antiga, no tempo de Sócrates. A explicação para tal afirmação encontra-se em Apologia, que é um discurso composto por Platão em defesa de Sócrates (naquele tempo, a sociedade era ágrafa. Saiba mais clicando aqui). Vocês devem estar se perguntando o porquê que Sócrates precisava ser defendido. Bom, ele havia sido condenado à morte por ter cometido dois crimes: impiedade e corrompimento da juventude. Como o filósofo prezava mais a razão à religião e buscava cada vez mais fundamentos filosóficos, ele deixou de cultuar as divindades adoradas daquela cultura e introduzira um novo pensamento aos jovens da época. 

Em Apologia, Platão descreve um encontro que um amigo de Sócrates, Querefonte, teve com o Oráculo dos Delfos. O oráculo tinha a função de apresentar o futuro em forma de enigmas. Este disse à Querefonte que não havia ninguém mais sábio que Sócrates. Com isso, o filósofo se intrigou. Por um lado, ele sabia que não tinha tamanho conhecimento, mas por outro, sabia que o deus que falava pelo oráculo (Apolo) nunca mentia. Depois de pensar no assunto, Sócrates viu uma luz no fim do túnel. 

Logo, o filósofo compreendeu que o sábio é aquele que enxerga sua própria ignorância dos fatos, ou seja, quem reconhece que de fato não compreende todas as coisas que existem. Sendo assim, quem se declara sábio é menos flexível para aceitar e buscar mais conhecimentos, já os que declaram que nada sabem, esses sim buscam e estarão a buscar saber, explorar, estudar e observar mais.

so sei que nada sei

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  • [Curiosidades] Você Sabe Quais São os Fatores de um Texto?

    26 maio

      Explicar os fatores de um texto é o mesmo que dizer os fatores da textualidade. Agora, o que não seria considerado texto? É tudo o que não nos passa informações, sentido, entendimento etc. Se lermos uma narração de um cozinheiro fazendo um prato, temos um texto. Porém, se pegarmos o mesmo texto e misturarmos as palavras, ele se tornaria incoerente, resultando em algo que passa completamente oposto do conceito de texto.

    Exemplo: O cozinheiro mistura os ingredientes.
                  Mistura o cozinheiro ingredientes os.

      Agora que entendemos direitinho, quero apresentar à vocês os fatores da textualidade e como eles agem. São estes:

    1. Coerência;
    2. Coesão;
    3. Informatividade;
    4. Intencionalidade;
    5. Aceitabilidade;
    6. Situacionalidade;
    7. Intertextualidade.

      Os três primeiros correspondem somente ao TEXTO em si, os próximos dois dependem dos INTERLOCUTORES e os últimos do CONTEXTOVou explicar: no texto encontramos coerência, coesão e informatividade. Já a intencionalidade e a aceitabilidade são fatores determinantes pelos interlocutores. E, dependendo do contexto, notamos a situacionalidade e a intertextualidade. Leia abaixo do que se trata cada fator para que os conceitos se esclareçam.

      Quando lemos um livro e a história flui sem empacarmos durante a leitura devido a alguma informação que não bateu, o texto é coerente. Porém, se durante a leitura o mesmo apresentar uso coerente de conexões, como pronomes, conectivos, sinônimos ou conjunções, por exemplo, ele acaba por se configurar coesoJá a informatividade é o fator centrado no texto mais fácil de entender. Esse fator é a informação que se encontra. Ela pode deixar a leitura previsível ou não, exacerbada ou não, enjoativa ou não. Dependendo do grau exposto.

      Partindo para os fatores que dependem dos interlocutores, temos a intencionalidade e a aceitabilidade. Esse primeiro correlaciona com a intenção do autor ao narrar diversas cenas. Pode ser que ele use eufemismos (figura de linguagem que mascara palavras exageradas por substituições mais leves da mesma), ou talvez a intenção dele seja externar um conteúdo mais pesado e use palavras rudes, como o uso de hipérbole. Outro exemplo, de inúmeros, é quando o autor escreve textos científicos com para atrair determinado público. Ou seja, é um fator bem amplo, pois quem escreve pode externar muitas intenções. O segundo fator é a aceitação ou não de um texto por quem está lendo; se o texto lido é relevante ou não.

      Para conquistar a aceitação do leitor, existem certas regras estabelecidas por H. Paul Grice (Inglaterra, 1913-1988). Ele as chamou de Máximas Conversacionais. São Máximas de: Quantidade (expor conteúdo necessário, sem exageros), Qualidade (expor conteúdo verídico, de qualidade) , Relação  (expor somente o relevante, significativo, pertinente) e a de Modo (expor conteúdo de maneira clara, inequívoca).     

      Finalmente, chegamos aos fatores ligados ao contexto. Situacionalidade nos puxa para a palavra situação. De acordo com o contexto, o autor adéqua circunstâncias à determinadas situações. Imagine que um texto narre o verão nos Estados Unidos na mesma época que o verão no Brasil. Tal texto infringiu o fator da situacionalidade. Em intertextualidade, o prefixo inter significa entre, e textualidade diz respeito ao texto. O que significa entre/ligação/conexão dos textos. Essas ligações podem ser tato explícitas quanto implícitas.

      Espero que tenham gostado! Espero não ter infringido nenhuma máxima conversacional kkkkkkk 

    Obrigada pela leitura e tchau tchau!


    Fonte(s): 1º imagem
    Nota: O texto escrito foi feito por mim, mas as referências foram pesquisadas e estudadas. As images foram extraídas da internet.
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  • [Curiosidade] Sociedade Ágrafa? O Mundo Sem a Escrita

    8 abr

      sociedade ágrafaVocê já parou pra pensar: E se não existisse a escrita? Para muitos essa possibilidade é assustadora, mas era exatamente assim há anos e anos a.C. em que a sociedade se encontrava. Graças aos poemas Ilíada e Odisseia de Homero (Grécia, 928 a.C.), o estudioso Milman Perry (EUA, 1902) observou algumas diretrizes que apontavam que a oralidade originou a literatura, ou seja, nos leva a entender que as pessoas eram desprivilegiadas da escrita. 

      Antes de tudo, vamos saber mais sobre do que se trata esses dois poemas. O primeiro apresentado é Ilíada. Tem quase 16.000 mil versos. Narra não toda, mas uma parte de eventos que aconteceram na guerra de Troia. Já Odisseia é um pouco menor. Contém 12.000 versos e narra a volta de Odisseu para Troia, sua cidade pátria. Há quem diga que essa guerra é um fato, outros mito. Mas isso fica para depois.

      iliada-1(1)Com certeza a outra pergunta que surgiu foi: Mas como Milman chegou a essa conclusão? Bom pessoal, como dito anteriormente, foram graças aos poemas homéricos Ilíada e Odisseia. Diante disso, Parry encontrou nos versos muitas repetições de palavras, mesma métrica e fórmulas; encontrou componentes que fundamentavam essas ideias. Ademais, os poemas homéricos apresentam quatro características:

    1. Métrica
    2. Fórmulas
    3. Epítetos
    4. Símiles

      Esses versos épicos, também chamados de hexâmetro dalítico, eram geralmente recitados por aedos (cantor) em baquetes para entreter. Em quantos eventos os aedos cantavam seus poemas? Podem imaginar o tempo que eles permaneciam no local cantando as histórias? Isso nos justifica a extensão dos versos. Eles eram longos, cheios de repetições. A métrica explica isso. Sem um script a fala pode dar várias e várias voltas. Geralmente, os versos eram acompanhados de algum instrumento antigo (a lira, por exemplo) e dança.

      A métrica é um exemplo de fórmula. Elas são simplesmente mecanismos que facilitam a memorização, o entendimento e a fixação. Podemos citar aqui o ritmo de uma canção. Decoramos uma música num estalar de dedos, diferentemente de um poema de Jorge Amado, por exemplo. Dá para entender o quanto as fórmulas são cruciais para os poemas de Homero; um com 12.000 versos e o outro com 16.000!

      Os epítetos são somente palavras que caracterizam um nome. Podem ser elogiosas ou injuriosas. Já com a símile acontece uma comparação de algo real com algo figurativo. 

      Claro que, em algum momento da história, quando a escrita surgiu, alguém registrou esses poemas. odisseiaAssim como muitos mitos, fatos e muitos outros conhecimentos. Mas enganam-se quem acha que o surgimento da escrita foi visto com bons olhos por todos. Porém, esse é um assunto para outra hora.

     

    Gostaram do post? Nos dê sua opinião 🙂 Sintam-se a vontade, pois a opinião de todos é importante. 

      Beijo e tchau tchau!


    Nota: O texto foi feito por mim, e as referências pesquisadas e estudadas. As images foram extraídas da internet.

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