Categoria: Resenhas

[Resenha] A Coroa, Será Quem o Escolhido? Kiera Cass

5 jul

a coroa resenhaEm A herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Ela não acreditava que encontraria, tal como seus pais, um amor verdadeiro durante o concurso. Mas alguns candidatos conseguem abrir rachaduras nas muralhas que Eadlyn construiu em volta de si mesma, principalmente de seu coração. Aos poucos, os Selecionados se tornam seu porto seguro, ao mesmo tempo que a fazem enxergar como é a vida fora da bolha em que vive.

Distopia/Romance | 312 páginas | Avaliação 2/5

   Em A Coroa, continuamos a acompanhar Eadlyn em sua Seleção. Restam poucos candidatos, mas os que ainda permaneceram no castelo cativaram algo muito especial na princesa, dificultando, assim, corte na Elite.  

Nada te deixa mais consciente da presença de uma pessoa do que a falta dela (p. 9).

   Durante as primeiras aparições da garota em A Herdeira, suas atitudes deram a impressão de que a mesma não pensava em ninguém a não ser nela mesma e que não conhecia nada verdadeiramente além das paredes do castelo onde morava. Pois é. Embora os argumentos acima sejam verdadeiros, acredito que, como ela nasceu e cresceu usufruindo do melhor, tudo o que Eadlyn externou fora simplesmente seu jeito, moldado a partir de costumes. Por isso, particularmente, não comprei a ideia de muitos leitores que a denotavam metida e mimada, e sim, havia muita confusão em sua cabeça. Como uma princesa, não se espera que a mesma compartilhe das mesmas aquisições de pessoas de baixa renda. Porém, espera-se também que ela possa entender plenamente seu povo, aproximando-se dele e manifestando interesse e confiança, oferecendo, então, medidas cabíveis, para que assim os conquiste. Haja vista que os habitantes daquele lugar não expunham empatia por ela. Para a garota, expor sentimentos a transformava em uma pessoa fraca.

[…] mais do que qualquer outra pessoa aqui, sei que você esconde o jogo. Uma confissão como essa deve ter sido dolorosa (p. 58).

   O que muitos podem não ter destacado foi o lado sensível de Eadlyn. Apesar de externar sempre sua extrema independência e controle, se abalava pela não aceitação por parte de seu público. Aos poucos ela foi percebendo que, mesmo considerando a si mesma a pessoa mais poderosa do mundo, sentia-se isolada algumas vezes, principalmente durante a Seleção. A odiou desde o início, e não a levou tão a sério quanto deveria.

Não é que eu não saiba o que estava procurando. É que não estava preparada para procurar (p. 12).

   No fim das contas, a garota, com o convívio, percebeu que a definição de poder era muito mais do que achava que era. Foi percebendo, no dia a dia, que dentre aquele grupo da Elite existiam garotos tão bons, que um casamento deixou de ser sinônimo perda de tempo.

[…] enriqueceram a minha vida de maneiras que nem posso começar a descrever (p. 138).

   Além de toda essa tribulação no coração da princesa, sua mãe se encontra em um estado de saúde muito grave. Então, ela divide seu tempo com visitas até a ala hospitalar e encontros. Para piorar, todos os garotos da Elite proporcionavam tantos momentos inesquecíveis, que ela se via incapaz de escolher um. Ademais, um pretendente inesperado chega em sua vida bagunçando todos os seus planos.

   A Coroa pode ser considerado o livro menos interessante na série, quer dizer, não há muitas ações, apenas diálogos e mais diálogos. E também não posso deixar de falar sobre o desfecho da escolha de Eadlyn, que na minha opinião foi meio fugaz e um pouco sem sentido. A personagem fica o livro inteiro meio nem aí, e depois ela se derrete só com um olhar. Fiquei meio wtf? Deu a impressão de que não houve um desdobramento. Pareceu que do nada surgiu um cupido e lançou uma flecha e pronto. Fora isso, a leitura é tão igual quanto aos demais livros da série A Seleção. Bem fluída. Já o final da história, no âmbito geral, tenho certeza que agradará aos fãs de contos de fadas.

Obrigada pela leitura e até mais!

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  • [Resenha|Didático] Quabribol Através dos Séculos, Aprenda a Jogar! Kennilworthy Whisp

    2 jul

    quadribol através dos séculos resenhaJ. K. Rowling, atendendo aos apelos dos leitores da série Harry Potter, escreveu, sob o pseudônimo de Kennilworthy Whisp, o livro Quadribol através dos séculos, um histórico completo sobre o jogo quadribol, desde a origem até o presente século, as modificaçõeseditora rocco ocorridas no esporte, descrição do times e sua difusão pelo mundo. Quem leu as aventuras do aprendiz de feiticeiro mais famoso do mundo já deve estar familiarizado com o quadribol – esporte típico dos bruxos e tão popular para eles quanto o futebol para os não-bruxos.

    Fantasia/Didático | 64 páginas | Avaliação 3/5

    
    *Lumos*

       Só para começarmos, rotulei o livro como didático pois é um texto expositivo sobre o quadribol, por isso não pensem em praticar esse esporte por aí, a não ser que seja um bruxo (Nota: Não sei porquê escrevi isso, já que o post está protegido contra trouxas).

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       Quadribol Através dos Séculos é um exemplar cedido (com MUITO custo) pela biblioteca de Hogwarts para a Comic Relief. Em suas páginas encontramos a história da evolução do Quadribol, desde antes do esporte ser considerado como um.13555758_1111429998917558_1247730195_o

       Além disso, são introduzidos alguns times famosos, desenvolvimento de vassouras, melhoramento das regras do jogo, o processo do acréscimo de bolas, etc. 

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       Na figura B, pode ser observado um Pomorim Dourado. Esse pássaro era utilizado, anteriormente, no lugar do pomo de ouro. Assim, como o Quadribol se tornou um jogo muito popular (e também agressivo), a espécie acabou entrando em extinção e seu uso fora proibido, mas o esporte não podia parar! Por conseguinte, um bruxo criou enfim uma bola e a batizou de pomo de ouro. Esta imitava o mesmo voo e dinâmica do Pomorim.

    Quem é fã da saga não pode perder esse livro! Ele nos traz de volta aquela sensação de estarmos perto daquele mundo. Como a rainha J.K. disse:

    As histórias que mais amamos vivem em nós para sempre, então se você retornar pelas páginas ou pela tela, Hogwarts sempre estará lá para lhe dar as boas vindas.

    Obviamente, toda explicação acima foi formulada para permanecer na atmosfera mágica do mundo de Harry Potter. É claro que nada encontrado no livro é verdadeiro. (Nota: se for um bruxo, ignore esta parte), (Nota 2: Não sei porque escrevi isso de novo).

     O livro é bem fininho, pode ser lido em até uma hora. Tenho certeza que a madame Pince ficaria satisfeita ao saber que o livro estará sendo bem aproveitado. (Nota: Acho que sei porque escrevi aquilo tudo), (Nota 2: Não confio na internet, algum trouxa pode acabar lendo esse post), (Nota 3: Não faz sentido protegê-lo), (Nota 4: Esse exemplar estará sendo disponibilizado para trouxas, senão, de que outro modo eu estaria escrevendo essa resenha?).

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    *Nox*
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  • [Resenha] A Rebelde do Deserto + Novidades Sobre o Segundo Volume: O TRAIDOR AO TRONO

    24 jun

    A Rebelde do DesertoO deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

    Fantasia | 288 páginas |Avaliação 3,5/5

       Amani não suportava mais viver na tão pequena Vila da Poeira. Vivia pensando em fugir para a tão sonhadora Izman, a capital. Lá encontraria sua tia e acreditava que teria uma vida melhor. Por ser mulher, tudo piorava. Era desacreditada; não tinha voz, opinião; sentimentos. 

    Aquilo doeu. Depois de quase dois meses de confiança, bastava ser uma garota para mudar tudo (p.161).

       a rebelde do deserto resenhaEla foi contra tudo e todos provando o contrário. Cavalgou até um campeonato de tiro disfarçada de menino com a intenção de vencer para assim ganhar mais dinheiro para partir da cidade. Ninguém poderia sonhar que era uma garota, porque provavelmente seria morta. Durante o torneio, escutou seu tio em uma conversa externar o desejo que tinha de casá-la. Isso a pegou de surpresa, despertando na menina ainda mais determinação de abandonar o local. Mas, para isso, precisaria ser rápida, pois se a pegam, provavelmente teria o mesmo destino que a mãe.

       O que menos esperava era ter cruzado seu destino com um forasteiro. Ele era inteligente, sexy, bom lutador, e não parava por aí. Os dois, à princípio, necessitavam um da ajuda do outro para uma fuga, e tudo começa com apenas essa troca de ajuda. Mais tarde, Amani e Jin se veem tão fascinados um pelo outro que não apenas se atraem como um casal, mas também como parceiros de combates. 

    Eu era uma garota do deserto. Achei que soubesse o que era calor. Estava enganada (p. 104).

    A garota não precisava de um parceiro. Amani sabia o que queria, era bem determinada, cabeça firme e muito independente. E ter Jin por perto só a fez descobrir que poderia ser e alcançar muito mais. 

    […] Mais viva do que qualquer coisa deveria ser neste lugar. Toda feita de fogo e pólvora, com um dedo sempre no gatilho (p. 225).

       Não se trata de um livro de predominância romântica, embora eu tenha abordado mais esse ponto na resenha. A Rebelde do Deserto irá trazer questões como luta por ideais, proteção de povos, descobrimento pessoal e aceitação de diferenças. Além disso, muitas intrigas e combates políticos esperam por você, leitor!

       Apesar de estar um pouco cansada de livros de fantasia, esse mexeu comigo. Não soube ao certo o porquê, mas aposto que se você estiver procurando algo novo para ler, super-recomendo A Rebelde do Deserto!

    SEGUNDO VOLUME DA SÉRIE

       Foi anunciado na quinta-feira no snapchat da Editora Seguinte o nome do segundo volume da série A Rebelde do Deserto: The Traitor to The Throne. Tradução livre: O Traidor ao Trono. Tudo indica que eles já estão trabalhando para trazer esse livro para nós leitores, mas ainda sem previsão de lançamento. Segue abaixo a sinopse, traduzida livremente (fonte aqui):

    Poucos meses atrás, a pistoleira Amani Al’Hiza fugiu de sua cidade natal na parte traseira de um cavalo mítico com o misterioso forasteiro Jin, buscando apenas a sua própria liberdade. Agora ela está lutando para libertar toda a nação que vive no deserto Miraji de um sultão sanguinário que matou seu próprio pai para capturar o trono.
    Quando Amani encontra-se no epicentro do regime – no palácio do Sultão – ela está determinada derrubar o tirano do poder. Espionando sua corte, ela se desesperada para descobrir os segredos do mesmo. A garota tenta esquecer que Jin desapareceu a medida que ela se aproxima do Sultão, e também que é uma prisioneira do inimigo. Mas quanto mais tempo ela permanece, mais ela questiona se ele – o Sultão – é o vilão que ela tem acreditado que ele é, e quem realmente é o real traidor.
    Esqueça tudo o que você achava que sabia sobre Miraji, sobre a rebelião, cerca de djinni e Jin e o bandido de olhos azuis. Em The Traitor to The Throne, a única certeza é que tudo vai mudar.

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  • [Resenha] Objetos Cortantes, Sabe O Que Eles Cortam? Gillian Flynn

    17 jun

    Objetos Cortantes resenhaRecém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma intrinsecadesconhecida. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.

    Thriller  |  256 páginas  |  Avaliação 2/5

      Camille Preaker é a narradora em Objetos Cortantes. Trabalha em um Jornal em Chicago que não está indo muito bem nos negócios. Seu chefe, ao tomar consciência de que uma história sobre sequestro e assassinato de criança poderia proporcionar mais fama e alavancar as vendas, imediatamente direciona a mulher para a cidade dos crimes: Wind Gap. Apesar de relutar, o chefe, cego por sua certeza de uma matéria brilhante, a convence. O fato é que Wind Gap é a cidade na qual Camille crescera, lugar onde habitam vários segredos do passado, os quais ainda lhe causam arrepios. Voltar lá seria como abrir uma ferida já cicatrizada há tempos.

    Era o lugar onde minha irmã morrera, o lugar onde eu começara a me cortar. Uma cidade tão sufocante e pequena que todos os dias você esbarrava em pessoas que odiava (p. 79).

      Chegando lá, Camille se hospedou na casa de sua mãe, Adora. Ela morava com seu marido, Alan e a filha Amma. Amma era sua meio irmã. Os pais eram diferentes. Depois de tanto tempo sem pisar ali, percebeu que não era tão bem vinda quanto esperava ser, mas isso não a afetou. Além do mais, nunca fora tão chegada na mãe assim. Camille estava determinada a continuar suas investigações; fazer a matéria e nunca mais voltar lá.

      Não bastasse o motivo pelo qual tinha para visitar Win Gap, logo apareceu outro. Mais uma criança foi encontrada morta com as mesmas condições que a anterior. A cidade inteira se desesperou. O receio de deixar os filhos saírem de casa sozinhos aumentou. As poucas pessoas que abrira espaço para as interrogações de Camille pareciam ter fechado as portas de vez. As coisas também pioraram quando ela percebeu que seu segredinho cortante poderia ser descoberto por quem ela mais tentou esconder. 

    Confrontada com toda aquela carne macia, eu podia sentir minha pele começar a tagarelar (p. 155).

      Mais um livro da Gillian que não me atingiu do jeito que esperava. O desfecho foi um piscar de olhos que nem deu para sentir o gosto. A autora pecou nesse ponto. Deu a parecer que ela foi empurrando o final com preguiça. Vale lembrar que Objetos Cortantes é seu romance de estreia e isso, acredito eu, fez com que a dosagem de certos elementos não fosse bem calculada, entretanto não é de todo um livro ruim.

    “Dizer que esse é um romance de estreia maravilhoso é pouco. Não leio uma saga familiar tão aterrorizante há mais ou menos 30 anos.”
    Stephen King
    “Flynn tem um olhar implacável para a imperfeição humana e para o mal que nos circunda.”
    The Washington Post
    “Desde a primeira linha o leitor sabe que está nas mãos de uma escritora talentosa e completa.”
    The Boston Globe

    LEIA AQUI o primeiro capítulo de OBJETOS CORTANTES.

    Leia aqui nossa resenha de GAROTA EXEMPLAR.

  • Categorias: Resenhas, Terror e Suspense
  • [Resenha] Garota Exemplar, Gillian Flynn

    4 jun

    garota exemplar livroNa manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amyintrinseca –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?
    Thriller Psicológico  |  448 páginas |  Avaliação 3/5

      Aparentemente, Amy e Nick Dunne é um típico casal americano. Têm suas tarefas diárias, complicações, temores etc. Porém, a normalidade está longe de ser um fator particular do casal. A cumplicidade dos dois havia se esgotado há um tempo, o que acabou abrindo espaço para a apatia. Muito do que era vivido com intensidade no início do casamento se esfriou gradativamente. 

    É um tanto perturbador recordar uma lembrança calorosa e sentir-se profundamente frio (p.15).
    Minha esposa não era mais minha esposa, mas um nó enfarpado me intimidando a desfazê-lo (p.60).
    Minha antiga Amy, caramba, ela era divertida. Era engraçada. Ela me fazia rir. Eu tinha me esquecido disso. E ela ria. Do fundo da garganta (p. 61).

      Os capítulos são intercalados entre a narração de Amy em seu diário e a narração de Nick Dunne. O homem tem uma vida claramente monótona ao lado de sua esposa, isso se confirma ao lermos o diário. Amy escreve nele desde o dia em que conheceu Nick. A medida que a leitura de sucede, o leitor percebe as falhas em que o casamento se degradava dia após dia. Além de a moça tratar o marido como o “vilão” da história.

    Ele me veria do outro lado da mesa do café, comendo cereal inocentemente, e saberia que sou uma idiota, e como alguém pode respeitar uma idiota? (p. 83).
    Ele soa animado, jovial, do modo como sempre é quando fala com ela. Do modo como costumava soar comigo (p. 113).

      O livro engrena com o desaparecimento de Amy na manhã de seu 5º aniversário de casamento. Nick logo aciona a polícia, mas o que não esperava era se tornar o principal alvo de suspeitas. O homem externava total indiferença durante os interrogatórios. E também em encontros com a imprensa. O caso tomou uma tremenda repercussão porque os pais de Amy eram escritores famosos e também por a mulher ter sido a inspiração para a criação da personagem principal das histórias: Amy, a garota exemplar. Todos associavam a personagem do livro com a Amy real. Sendo assim, o desaparecimento dela provocou compaixão em todo o estado. 

    Esse homem talvez me mate (p. 369).
    Ele ainda acha que tem poder (p. 422).

      O leitor é posto de frente à uma encruzilhada. Não temos certeza de quem é o verdadeiro culpado até ler o livro inteiro. Durante os capítulos, Amy nos faz acreditar em sua história e como sofria sendo a vítima. Já Nick nos arrasta para entendermos seu lado. É como se, inconscientemente, um acusasse o outro. 

    Amigos enxergam a maioria dos defeitos um do outro. Cônjuges enxergam cada horrível pedacinho deles (p. 315).

      As pessoas me indicam esse livro há anos. Ou seja, não é de hoje que ele é um sucesso. Tanto que até um filme do mesmo já foi lançado. Garota Exemplar corresponde ao meu tipo de gênero favorito, pena que a leitura não causou tanto efeito em mim quanto esperava. Ele recebeu incontáveis críticas positivas, realmente não posso ser injusta e dizer que não é um livro bom, pelo contrário. A ideia é inteligente, mas, particularmente, deixou um pouco a desejar. 

      Essa foi minha experiência com Garota Exemplar. E vocês? O que acharam do livro? Para quem não leu, qual é a sua opinião? Deixe seu comentário 😉

    Daqui em diante contém SPOILER.  

      A razão do livro não ter me empolgado tanto foi pelo final, a parte 3. Acredito que, pelo nível de tensão causado durante tota leitura, a autora poderia ter criado um final mais tenso. Não que não tenha sido, mas senti muito desejo de mais diálogos entre Nick e Amy quando ela retorna. Nos damos conta de que ela é uma psicopata assassina, possessiva, mentirosa e capaz de qualquer coisa doentia para ter o que quer. Para mim, esse momento era o ponto máximo do livro, que todos estavam esperando. Além, claro, de descobrir quem era o verdadeiro monstro da história. Apesar de que os dois se encaixam no termo. Enfim, achei que o final poderia se desenvolver mais. 

    Odeio pensar que a resposta é tão simples, mas fui feliz minha vida inteira, e agora não era, e Andie estava ali, demorando depois da aula, fazendo perguntas sobre mim que Amy nunca fazia, não ultimamente. Fazendo com que eu me sentisse um homem de valor, não o idiota que perdera o emprego, o cretino que se esquecia de baixar o assento da privada, o desajeitado que nunca acertava, fosse o que fosse (p. 165).
    Sou um ótimo marido porque tenho muito medo que ela me mate (p. 433).
  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Pode Beijar a Noiva, Meg Cabot | NOVA CAPA

    19 maio

    pode beijar a noiva livroSinopse: Emma Van Court, dama de uma família londrina, jamais esperava ficar viúva e sem vintém na aldeia escocesa de Faires. Uma fortuna lhe foi prometida se ela tornasse a se casar. A bela professora deparou-se com um mosaico de homens solteiros lutando por sua atenção. Seus pretendentes iam desde o pastor local até um detestável barão.
      James Marbury, conde de Denham, era moderno e sofisticado e totalmente desacostumado às estradas lamacentas e aos telhados de palha da pequena Faires, para onde viajara depois de saber do falecimento de seu primo Stuart. E logo fica ansioso ao perceber que o intenso amor que sentira pela viúva Emma continuava tão forte quanto planetaantes. Diante de tantos homens solteiros que a cortejavam, James encontrou uma única solução: oferecer-se como marido temporário para Emma. Mesmo que secretamente ele desejasse fazer seus votos durarem para sempre.

    Romance de Época  |  238 páginas  |  Avaliação 2/5 

      O cenário é Londres no ano de 1833. Emma Van Court sempre se inferiorizou. Acreditava que sua baixa estatura, olhos azuis e cachos não lhe proporcionavam muita beleza. Apesar disso, a garota acabou se casando. O felizardo era Stuart, um cura, diferente de seu primo James. Este tinha outras ambições. Stuart não era tão espirituoso quanto James, tampouco ligava para as questões físicas. Todavia, a vida de casada durou muito pouco para Emma.

    A morte de Stuart poderia tê-lo abrandado, assim como, de certa maneira, enrijecera Emma. Certamente isso lhe ensinara algumas verdades dolorosas sobre si mesma (p.56).

      Os dois moravam em um vilarejo pobre e afastado chamado Faires quando o cura falecera. Ao que tudo indica, por conta da epidemia de tifo. Embora o andamento da história nos induza a acreditar nisso, está claro que há um mistério envolto em sua morte.

      pode-beijar-a-noivaAgora, a garota vive sozinha em sua casa humilde em Faires. Com o emprego de professora, ela mal ganhava para se sustentar. E então, descobre que é dona de uma gorda herança, mas só poderia recebê-la se se casasse novamente. Nessa situação, Emma assiste a constantes episódios de homens a cortejando em busca de seu sim.

      Não demora muito para James também cortejá-la. Entretanto, o primo de seu falecido marido não buscava o dinheiro, visto que já era rico. O homem sempre teve uma atração por ela. Emma, por sua vez, reprimia esses desejos, não os deixavam florir, pois nunca acreditou que um homem como James, moreno, alto e viril, fosse se interessar por ela.

    Ele, assim como ela, teria ficado surpreso pelas sensações que o abraço provocava? (p.53).

      James buscava conquistá-la, obviamente. A relutância vinha de Emma, por nunca ter aceito a ideia de que ela também era importante e que merecia algo bom. Sua resistência a ele chegava a ser cansativa, de tanta baboseira que ela expunha. Porém, como devemos tomar cuidado com o anacronismo, suas atitudes iam de encontro com a época.

    Emma, quando um homem que nunca teve nada negado em sua vida encara subitamente o fato que não pode ter o que mais deseja, dirá quase tudo para tentar convencer-se de que jamais desejou aquilo (p.233).

      Pode Beijar a Noiva é um livro curtinho, que pode ser lido bem rapidamente. Se depois dessa resenha você sentiu vontade de ler, só falo uma coisa: cuidado para não estrangular Emma Van Court e não se apaixonar por James Marbury!

      Não me sentiria bem se detonasse esse livro aqui, pois nunca apreciei romances épicos. Além disso, como dito, esse é o primeiro do gênero que li. Mesmo que a história não tenha me prendido, gostei de alguns traços que definitivamente me motivou a continuar a insistir no gênero. Você tem algum preferido? Deixa nos comentários!

      Até mais!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
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