Categoria: Resenhas

[Resenha] Garota Exemplar, Gillian Flynn

4 jun

garota exemplar livroNa manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amyintrinseca –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?
Thriller Psicológico  |  448 páginas |  Avaliação 3/5

  Aparentemente, Amy e Nick Dunne é um típico casal americano. Têm suas tarefas diárias, complicações, temores etc. Porém, a normalidade está longe de ser um fator particular do casal. A cumplicidade dos dois havia se esgotado há um tempo, o que acabou abrindo espaço para a apatia. Muito do que era vivido com intensidade no início do casamento se esfriou gradativamente. 

É um tanto perturbador recordar uma lembrança calorosa e sentir-se profundamente frio (p.15).
Minha esposa não era mais minha esposa, mas um nó enfarpado me intimidando a desfazê-lo (p.60).
Minha antiga Amy, caramba, ela era divertida. Era engraçada. Ela me fazia rir. Eu tinha me esquecido disso. E ela ria. Do fundo da garganta (p. 61).

  Os capítulos são intercalados entre a narração de Amy em seu diário e a narração de Nick Dunne. O homem tem uma vida claramente monótona ao lado de sua esposa, isso se confirma ao lermos o diário. Amy escreve nele desde o dia em que conheceu Nick. A medida que a leitura de sucede, o leitor percebe as falhas em que o casamento se degradava dia após dia. Além de a moça tratar o marido como o “vilão” da história.

Ele me veria do outro lado da mesa do café, comendo cereal inocentemente, e saberia que sou uma idiota, e como alguém pode respeitar uma idiota? (p. 83).
Ele soa animado, jovial, do modo como sempre é quando fala com ela. Do modo como costumava soar comigo (p. 113).

  O livro engrena com o desaparecimento de Amy na manhã de seu 5º aniversário de casamento. Nick logo aciona a polícia, mas o que não esperava era se tornar o principal alvo de suspeitas. O homem externava total indiferença durante os interrogatórios. E também em encontros com a imprensa. O caso tomou uma tremenda repercussão porque os pais de Amy eram escritores famosos e também por a mulher ter sido a inspiração para a criação da personagem principal das histórias: Amy, a garota exemplar. Todos associavam a personagem do livro com a Amy real. Sendo assim, o desaparecimento dela provocou compaixão em todo o estado. 

Esse homem talvez me mate (p. 369).
Ele ainda acha que tem poder (p. 422).

  O leitor é posto de frente à uma encruzilhada. Não temos certeza de quem é o verdadeiro culpado até ler o livro inteiro. Durante os capítulos, Amy nos faz acreditar em sua história e como sofria sendo a vítima. Já Nick nos arrasta para entendermos seu lado. É como se, inconscientemente, um acusasse o outro. 

Amigos enxergam a maioria dos defeitos um do outro. Cônjuges enxergam cada horrível pedacinho deles (p. 315).

  As pessoas me indicam esse livro há anos. Ou seja, não é de hoje que ele é um sucesso. Tanto que até um filme do mesmo já foi lançado. Garota Exemplar corresponde ao meu tipo de gênero favorito, pena que a leitura não causou tanto efeito em mim quanto esperava. Ele recebeu incontáveis críticas positivas, realmente não posso ser injusta e dizer que não é um livro bom, pelo contrário. A ideia é inteligente, mas, particularmente, deixou um pouco a desejar. 

  Essa foi minha experiência com Garota Exemplar. E vocês? O que acharam do livro? Para quem não leu, qual é a sua opinião? Deixe seu comentário 😉

Daqui em diante contém SPOILER.  

  A razão do livro não ter me empolgado tanto foi pelo final, a parte 3. Acredito que, pelo nível de tensão causado durante tota leitura, a autora poderia ter criado um final mais tenso. Não que não tenha sido, mas senti muito desejo de mais diálogos entre Nick e Amy quando ela retorna. Nos damos conta de que ela é uma psicopata assassina, possessiva, mentirosa e capaz de qualquer coisa doentia para ter o que quer. Para mim, esse momento era o ponto máximo do livro, que todos estavam esperando. Além, claro, de descobrir quem era o verdadeiro monstro da história. Apesar de que os dois se encaixam no termo. Enfim, achei que o final poderia se desenvolver mais. 

Odeio pensar que a resposta é tão simples, mas fui feliz minha vida inteira, e agora não era, e Andie estava ali, demorando depois da aula, fazendo perguntas sobre mim que Amy nunca fazia, não ultimamente. Fazendo com que eu me sentisse um homem de valor, não o idiota que perdera o emprego, o cretino que se esquecia de baixar o assento da privada, o desajeitado que nunca acertava, fosse o que fosse (p. 165).
Sou um ótimo marido porque tenho muito medo que ela me mate (p. 433).
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  • [Resenha] Pode Beijar a Noiva, Meg Cabot | NOVA CAPA

    19 maio

    pode beijar a noiva livroSinopse: Emma Van Court, dama de uma família londrina, jamais esperava ficar viúva e sem vintém na aldeia escocesa de Faires. Uma fortuna lhe foi prometida se ela tornasse a se casar. A bela professora deparou-se com um mosaico de homens solteiros lutando por sua atenção. Seus pretendentes iam desde o pastor local até um detestável barão.
      James Marbury, conde de Denham, era moderno e sofisticado e totalmente desacostumado às estradas lamacentas e aos telhados de palha da pequena Faires, para onde viajara depois de saber do falecimento de seu primo Stuart. E logo fica ansioso ao perceber que o intenso amor que sentira pela viúva Emma continuava tão forte quanto planetaantes. Diante de tantos homens solteiros que a cortejavam, James encontrou uma única solução: oferecer-se como marido temporário para Emma. Mesmo que secretamente ele desejasse fazer seus votos durarem para sempre.

    Romance de Época  |  238 páginas  |  Avaliação 2/5 

      O cenário é Londres no ano de 1833. Emma Van Court sempre se inferiorizou. Acreditava que sua baixa estatura, olhos azuis e cachos não lhe proporcionavam muita beleza. Apesar disso, a garota acabou se casando. O felizardo era Stuart, um cura, diferente de seu primo James. Este tinha outras ambições. Stuart não era tão espirituoso quanto James, tampouco ligava para as questões físicas. Todavia, a vida de casada durou muito pouco para Emma.

    A morte de Stuart poderia tê-lo abrandado, assim como, de certa maneira, enrijecera Emma. Certamente isso lhe ensinara algumas verdades dolorosas sobre si mesma (p.56).

      Os dois moravam em um vilarejo pobre e afastado chamado Faires quando o cura falecera. Ao que tudo indica, por conta da epidemia de tifo. Embora o andamento da história nos induza a acreditar nisso, está claro que há um mistério envolto em sua morte.

      pode-beijar-a-noivaAgora, a garota vive sozinha em sua casa humilde em Faires. Com o emprego de professora, ela mal ganhava para se sustentar. E então, descobre que é dona de uma gorda herança, mas só poderia recebê-la se se casasse novamente. Nessa situação, Emma assiste a constantes episódios de homens a cortejando em busca de seu sim.

      Não demora muito para James também cortejá-la. Entretanto, o primo de seu falecido marido não buscava o dinheiro, visto que já era rico. O homem sempre teve uma atração por ela. Emma, por sua vez, reprimia esses desejos, não os deixavam florir, pois nunca acreditou que um homem como James, moreno, alto e viril, fosse se interessar por ela.

    Ele, assim como ela, teria ficado surpreso pelas sensações que o abraço provocava? (p.53).

      James buscava conquistá-la, obviamente. A relutância vinha de Emma, por nunca ter aceito a ideia de que ela também era importante e que merecia algo bom. Sua resistência a ele chegava a ser cansativa, de tanta baboseira que ela expunha. Porém, como devemos tomar cuidado com o anacronismo, suas atitudes iam de encontro com a época.

    Emma, quando um homem que nunca teve nada negado em sua vida encara subitamente o fato que não pode ter o que mais deseja, dirá quase tudo para tentar convencer-se de que jamais desejou aquilo (p.233).

      Pode Beijar a Noiva é um livro curtinho, que pode ser lido bem rapidamente. Se depois dessa resenha você sentiu vontade de ler, só falo uma coisa: cuidado para não estrangular Emma Van Court e não se apaixonar por James Marbury!

      Não me sentiria bem se detonasse esse livro aqui, pois nunca apreciei romances épicos. Além disso, como dito, esse é o primeiro do gênero que li. Mesmo que a história não tenha me prendido, gostei de alguns traços que definitivamente me motivou a continuar a insistir no gênero. Você tem algum preferido? Deixa nos comentários!

      Até mais!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha por Mylena Machado] Melhor Que Chocolate, Laura Florand

    10 maio

    melhorquechocolateCade Corey é uma jovem executiva que cuida do negócio bilionário de chocolate da família, uma empresa popular nos Estados Unidos. Ela sonha em construir uma linha premium de seus produtos, e, como boa conhecedora do seu negócio, sabe que encontrará o chocolate perfeito em Paris. Na verdade, o chocolate perfeito está, mais especificamente, nas mãos igualmente perfeitas de Sylvain Marquis, o melhor chocolatier da cidade. O problema é que Sylvain se recusa a associar sua arte a uma grande empresa que só pensa em destruir sua técnica para reproduzi-la em grande escala. Isso para ele é um insulto, e não uma proposta! Contudo, embora o francês jure que está em paz para tocar a vida, aquela americana teimosa não lhe sai da cabeça. E Cade sente o mesmo: adoraria simplesmente fechar negócio com outro especialista parisiense, entretanto, não consegue esquecer os olhos cortantes de Sylvain e sua personalidade arrogante, porém tão viciante quanto seus doces. Paris está prestes a ficar pequena para o que existe entre eles.
    Pegue uma boa xícara de café e saboreie tudo aquilo que é melhor que chocolate.

    Romance  |  285 páginas  |  Avaliação 3/5

      Existem combinações na vida que se tornam perfeitas, das mais simples às mais complexas, e são a partir delas que damos vida à vida. Uma dessas combinações está entre o amor, Paris e chocolate.

      Laura Florand descreve essa combinação com graça, simplicidade e ardor, e podemos então deliciá-la a cada página, e ainda sentir o gosto do melhor chocolate de Paris, graças às suas saborosas palavras. 

      O prazer causado pelo chocolate nos acompanha desde a infância, e ninguém melhor que Cade Corey para nos provar isso. Ela nasceu cercada pelo chocolate e logo se tornou sua amante. Ela é dona de uma empresa popular bilionária nos EUA e sonha em expandir o negócio de sua família criando uma linha gourmet dos chocolates Corey. Já que não existe lugar melhor para isso, ela corre direto para Paris.

      O que Cade não previu era que sua proposta tinha chances de ser um fracasso. E foi isso mesmo que aconteceu. Sua ideia foi recusada pelo arrogante, sedutor e melhor chocolatier de Paris, Sylvain Marquis. Este tomou sua proposta como um insulto ao seu chocolate, à sua arte. Cade tenta fechar negócio com outro especialista parisiense e fingi não se importar com Sylvain, mas aqueles olhos cortantes e seu jeito arrogante não impediam que ela tivesse fantasias com ele e seu tão maravilhoso chocolate. O que Cade não sabia era que o chocolatier também não a tirava da cabeça.

      O que um desencadeou no outro era mais forte do que birra ou orgulho, melhor do que qualquer coisa que tinha imaginado. Excedia expectativas e se estagnava no chocolate, no tão maravilhoso chocolate feito pelas firmes, mas macias mãos de Sylvain Marquis. Paria se tornaria pequena com tudo que estava prestes a acontecer.

    Cada chocolate que fiz desde que a conheci, fiz para você.

      Melhor Que Chocolate se apresenta tão doce e delicado, sendo ao mesmo tempo sedutor e voraz. Um romance na dose certa. Ele revela o orgulho e a teimosia que existe em cada um quando o assunto é amor. Laura conseguiu transpassar muito bem os dois lados do jogo, os desejos e pensamentos femininos de Cade e a masculinidade de Sylvain que, por fim, mostrou-se não passar de um chocolate derretido. 

      A leitura nos leva diretamente para Paris e nos convida, de uma forma gentil, a saborear, juntamente das palavras, um bom e delicioso chocolate.

    Escrito por:

    Mylena

     

    Mylena Machado, 16 anos, estudante e minha prima. Será nossa resenhista de livros. Pegou mania de ler há dois anos. A primeira saga que a conquistou foi Percy Jackson e os Olimpianos.

     

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] A Extraordinária Garota Chamada Estrela, Jerry Spinelli

    23 abr

    a extraordinaria garota chamada estrela resenhaSinopse: A garota chamada Estrela. Ela é tão mágica quanto o céu do deserto. É tão estranha quanto seu rato de estimação. É tão misteriosa quanto seu próprio nome. Com um simples sorriso, ela cativa totalmente o coração de Leo Borlock. Com sua alegria, ela incendeia uma revolução por liberdade e autenticidade no espírito de sua escola. No editora gutenbergcomeço, os colegas encantam-se com ela por tudo o que a faz ser diferente. Mas isso começa a mudar, e Leo, apaixonado e apreensivo, percebe que a única coisa que pode salvá-la das críticas é a mesma que pode destruí-la: ser alguém comum.

    Romance  |  192 páginas|  Avaliação 3 / 5

      Uma amiga minha me disse que esse era seu livro favorito, e quando alguém fala isso eu fico muito MUITO curiosa. Então ela me emprestou e hoje vamos falar um pouquinho dele. Simbora!

      Quem narra a história é Leo Borlock. Ele e mais a escola inteira se impressionaram quando uma aluna nova chamada Estrela ingressou no colégio. A primeira impressão deixada por ela foi sua aparência exageradamente incomum. Usava roupas e acessórios chamativos, além de tocar um instrumento chamado ukulele, parecido com um violão.

      Além disso, Estrela tinha uma personalidade maravilhosamente cativante. Deixava as pessoas ao seu redor felizes. Sempre se mostrou prestativa, e acabou sendo chamada para o time de líderes de torcida, se tornando popular. Mas ela não se enchia disso, não inflamava seu ego.

    De todas as características incomuns de Estrela, essa para mim era mais marcante. As coisas ruins não a afetavam.

      Embora, à princípio, tenha se dado bem com as meninas da torcida, seus dias de popularidade chegaram ao fim muito depressa. Além das roupas, seu jeito de ser também desagradava as pessoas. Não que havia algo de errado, ela simplesmente era boa demais, o que resultou em muitos olhares invejosos (Mas, convenhamos, ela era bem doidinha).

    Ao mesmo tempo, nos contínhamos. Porque ela era diferente. Diferente.

      Leo e Estrela haviam se tornado bem próximos. Isso o incomodou, pois ele reparou que seus amigos da escola estavam ignorando-o com sucesso. Tudo isso porque o viram andando com a garota. Para ele, o que as pessoa pensavam a respeito dele era o mais importante.

    (…) todos desviavam de nós.

      Não bastava ser ignorada, Estrela era alvo de bullying. Ela nunca revidou. O seu interior permanecia da mesma maneira, independente da maldade dos outros alunos. Como o próprio título diz, Estrela era extraordinária.

    Eles estavam todos em é agora, apontando os dedos, avançando, gritando, estivessem com o microfone ou não”.

      Por fim, esse livro é direcionado ao público infanto juvenil, mas indico para todas as idades. A leitura é rápida, fácil e agradável. Além da mensagem, que é passada de maneira simples para o público jovem.

      Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

      Até a próxima : D

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Animais Fantásticos e Onde Habitam, Newt Scamander

    12 abr

    animais fantasticos e onde habitamA acromântula é uma aranha monstruosa de oito olhos e dotada de fala humana, foi desenvolvida pelos bruxos para guardar suas casas ou tesouros. O basilisco, também chamado de rei das cobras, é verde-vivo e pode alcançar até quinze metros de comprimento. Sua criação foi declarada ilegal, desde a época medieval. O dragão é o editora roccoanimal mais mágico do mundo; seu couro, sangue, coração, fígado e chifre têm grandes propriedades ilusionistas.

    Didático  |  64 páginas  |  Avaliação 4/5

     

       Esse livro não é exatamente uma prosa, onde há acontecimentos em ordem cronológica. Ele é existe dentro do universo de Harry Potter, e os próprios alunos de Hogwarts têm um exemplar. Este pertence a Harry Potter. Vale lembrar que o bruxinho ainda é um pré adolescente no momento em que esse livro apareceu na história; as anotações são dos primeiros anos na escola. 

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      Aqui, temos um pouco sobre quem era o autor, o prefácio escrito por Albus Dumbledore, uma pequena introdução, a descrição de um animal e um pouco sobre o quê os trouxas sabem dos animais fantásticos. Isso decorre em umas vinte páginas, e por restante encontramos todas as setenta e cinco espécies de animais fantásticos registradas no mundo bruxo. Além, também, de muitas muuuuuitas referências. Está tranquilo de associar para quem já leu a saga. haha

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    J.K. Rowling escreveu Animais Fantásticos com intuito de ajudar populações mais pobres. Todo dinheiro arrecadado é enviado para a Comic Relief

    Nesta imagem à esquerda tem mais uma referência. Apesar do livro ser de Harry, não foi ele quem escreveu. Dá para imaginar quem foi? 

    Espero que tenham gostado! Deixe um comentário. Adoraremos 🙂 Beijos e até a próxima!

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  • [Resenha] Cidade Dos Etéreos, Ransom Riggs

    21 mar

    cidade dos etéreosSinopse: Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares. 
      Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época – tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante    

    Distopia  |  384 páginas  |  Avaliação 3/5

     

      12596601_860209807423576_2065962723_o Esse é o segundo livro da série O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares. O primeiro está sendo adaptado por Tim Burton, divo das anormalidades, senhor das coisas estranhas, rei da melancolia, amante do terror e das olheiras fundas. E não era pra menos. Burton é genial! Todos os seus trabalhos têm um toque especial que, logo de cara, já nota-se que é sua criação. Sem mais, vamos para a resenha!

       Como todos já sabem, ou não, Jacob e seus amigos peculiares estão em retirada. O orfanato foi destruído, e com eles estão alguns objetos simbólicos; o que restou para se lembrar do seu lar. Além disso, eles também contam com a presença da srta. Peregrine presa em forma de uma ave. A ymbryne poderia, no máximo, permanecer por três dias nessa forma, pois corria grande risco da natureza animal neutralizar seu interior humano. Com isso, eles partem à procura de uma salvação para a srta. Peregrine.

    Durante a jornada, eles encontram muitos acólitos e etéreos, os quais tentam enclausurá-los. Jacob, nosso narrador, é um peculiar diferente do grupo; matou um etéreo. Não só por isso, mas ele deixou sua família, sua vida pra trás a fim de ajudar os peculiares do orfanato.

    cidade dos etéreos“Eu estava ali por um motivo. Havia algo que eu precisava fazer, não apenas ser; e não era fugir ou me esconder, muito menos desistir no instante em que as coisas começassem aparecer aterrorizantes ou impossíveis”. (p. 95)

    “Naquele momento, fiquei profundamente grato aos ciganos e à cumplicidade da parte animal de meu cérebro, que achava uma refeição quente, uma canção e o sorriso de uma pessoa amada suficientes para me distrair de toda escuridão, mesmo que por pouco tempo”. (p.125)

    Emma, por quem nutre um forte sentimento, o questiona várias vezes sobre insistir em ajudá-los. A garota enxergava o que Jacob abandonou, e, de fato, era tudo o que os outros peculiares sonhariam em ter.

    “(…) eu optara por mergulhar em um mundo que jamais imaginara, onde vivia entre as pessoas mais vivas que eu já tinha conhecido, onde fazia coisas que nunca tinha imaginado ser capaz de fazer e sobrevivia a coisas às quais nunca tinha sonhado sobreviver”. (p.130)

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    12499235_860209814090242_795929793_o   As partes mais importantes do livro são o início e o fim. Muitas passagens no meio foram prolongadas. Embora, as vezes, no livro haja algo de grande proporção, enquanto poderia ser menor, não o compromete. Muitos que leram também puderam perceber isso através das fotos que foram encaixadas nas cenas. São as cenas que se adequam às fotos, e não o escritor que as conduz. Foi assim que aconteceu com primeiro livro da série, como explica Ransom Riggs.

       Logo nas últimas páginas, temos uma listagem dos donos de algumas delas, além de uma entrevista exclusiva com o autor onde o mesmo explica que as fotos foram encaixadas nas cenas, e não ao contrário. Diz ele que elas tomaram papel secundário aqui.

       Ainda sobre as fotos, o livro não é tão sombrio quanto as mesmas sugerem. O ritmo me lembrou bastante Percy Jackson. Minha expectativa era de encarar um texto obscuro e apavorante. Quando não, ele chega até a ser engraçado. Não me decepcionou, só fez mais jus ao ditado: não julgue um livro pela capa. Óbvio que têm certas coisas, digamos, peculiares. De outro modo, não seria Tim Burton muito interessado.

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    Enquanto lia, imaginei a cena e dei uma risada:

    ” – Eu já era mais leve que o ar no instante em que nasci – comentou Olive, com orgulho. – Saí da barriga da minha mãe e fui flutuando para o teto do hospital! A única coisa que me impediu de sair pela janela e subir até as nuvens foi o cordão umbilical. Dizem que o médico desmaiou de choque!”. (p.139)

    perplexus   Por fim, o livro é simplesmente lindo! Postei fotos no IG  (@estranhoscomoeu) do blog também. A foto ao lado esquerdo é a da capa dura, a capa abaixo da removível.

       Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

     

     

    Obrigada pela leitura!

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