Categoria: Resenhas

[Resenha] Convergente, Veronica Roth

30 dez

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Sinopse: E se tudo em que você acreditasse fosse uma mentira? Em Convergente, o aguardado volume final da trilogia Divergente, de Veronica Roth, uma revelação que deveria ter permanecido em segredo põe em questão a existência da sociedade baseada em facções na qual a protagonista Tris Prior acreditara um dia. Um novo mundo é revelado além dos muros da Chicago distópica em que Tris nasceu e cresceu, e ela é mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

 

 

 

Convergente (Allegiant) Editora Rocco|528páginas|  ISBN 978.85.7980.186.0

Talvez se tudo fosse diferente, o agora seria diferente. Ideologias, valores, princípios e escolhas. Esta última te transforma, destrói, mas, sobretudo, define. As coisas perdem o controle para aqueles que ultrapassam as barreiras da grande cidade de Chicago. Não apenas ao derredor, mas irão descobrir que perderam controle sobre eles mesmos.

“Talvez não tivéssemos nos sentido tão reprimidos…
Talvez tivéssemos nos tornado pessoas diferentes…
Talvez ele pudesse ser um homem amável se este fosse um lugar diferente…”.

“O que aprendi nos últimos dias me fez sentir que não há nada neste lugar que valha a pena salvar”.

Aqui temos dois personagens narrandores: Tris e Tobias. Cada capítulo é alternado entre um e outro, permitindo que o leitor se envolva à narrativa em diversos cenários. Estes estão transbordando de realidades impensáveis, instigando aos personagens a pensarem em remodelar todas as coisas que acreditavam ser únicas.

“(…) ainda estou viva, mesmo que seja neste lugar estranho, onde tudo em que eu acreditava está desmoronando. Mas ainda sei de algumas coisas. Sei que não estou sozinha, que tenho amigos e que estou apaixonada. Sei de onde vim. Sei que não quero morrer, e, para mim, isso já é alguma coisa”.

Tris se mostra mais forte do que nunca. Não me refiro apenas a sua força física. Ela suportou mortes, decepções, torturas, mentiras e sacrifícios. Seu orgulho totalmente explícito nos livros anteriores finalmente se transforma em discernimento, enquanto a sensatez de Tobias parece desfalecer.

Leitor, se você quiser saber o fim desta história, meu único conselho é: seja corajoso!

O filme estreia em Março de 2016. Quase lá! Enquanto isso, assistam o trailer clicando na imagem abaixo:

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Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!
Obrigada pela leitura!

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“Será que poderei ser perdoada pelo que fiz para chegar aqui?

Quero ser.

Eu posso.

Eu acredito.”

 

  • Categorias: Ação e Aventura, Resenhas
  • [Resenha] Goosebumps: Acampamento Fantasma, R.L. Stine

    24 dez

    acampamento fantasmaSinopse: Piada sem graça! Harry e seu irmão Alex querem muito fazer amizade com o pessoal no Acampamento do Espírito da Lua. Mas o lugar tem algumas tradições estranhas: a saudação boba, o cumprimento esquisito e o jeito como os campistas mais antigos gostam de pregar peças nos recém-chegados. Pouco a pouco, as brincadeiras começam a ficar estranhas, perigosas… e bem assustadoras! Primeiro, uma menina põeeditora fundamento o braço na fogueira. Depois, um garoto enfia uma estaca no pé… Mas é tudo brincadeira! Ou será que não?

    Terror Infanto Juvenil  |  88 páginas  |  Avaliação 4 / 5

      Desde muito tempo a Editora Fundamento vem lançando os livros da coleção Goosebumps, mas somente agora estes tomaram uma proporção maior de popularidade em razão de sua adaptação cinematográfica lançada dia 22 de outubro desse ano: Goosebumps: Monstros e Arrepios. Particularmente, já conhecia os livros, no entanto só agora que tive a oportunidade de ler um. E não me decepcionei, ao contrário, me fez querer completar minha coleção!

    A História <3

      Harry e Alex são irmãos e estão a caminho do Acampamento do Espírito da Lua. Assim que chegaram lá, foram surpreendidos por um silêncio amedrontador. Até pensaram que o acampamento poderia ter esquecido da chegada dos dois. Mas logo depois os outros campistas surgiram e se divertiram fazendo uma pegadinha com os irmãos. Eles percebem que o acampamento era cheio de tradições, como por exemplo, histórias de fantasmas ao redor da fogueira e comprimentos bobos. Quanto mais tempo passavam ali, mais Alex queria ficar e Harry dar o fora. Mas o garoto percebeu que lá poderia acabar sendo divertido, só não conseguia esquecer das coisas sinistras que achava que via.

    A estaca pontuda tinha perfurado a prendido o peito do pé de Sam no chão(…). Com calma, ele puxou a estaca do pé com as duas mãos.
    Soltei um gemido, porque o meu pé doeu, acho que por solidariedade.

      Ao menos que isso fosse realmente coisa da cabeça de Harry, o garoto esqueceria sua ideia de sair dali, todavia não foi isso que aconteceu. Continuava a ver um monte de coisas macabras que acontecia com os campistas, e foi aí que descobriu de todos eram fantasmas. Harry, em desespero, correu com Alex em seu calcanhar. Mas eles não deixariam que os irmãos fugissem assim sem mais nem menos. (Disso podem ter certeza!)

    Vale a Pena?

      Todos os livros dessa coleção têm clichês típicos do gênero terror, mas é certo que não há como fugir deles. O modo como R.L. Stine mescla tais estereótipos com crianças e adolescentes faz parecer mais cômico do que aterrorizante, e isso se destaca nos livros do autor. Ele escreve terror para jovens de modo que não predomine sexo, violência intensa ou drogas. Eu mesma cheguei a dar muitas risadas com Harry.

    goosebumps__140226182419   Clique na imagem para assistir ao trailer do filme.

  • Categorias: Resenhas, Terror e Suspense
  • [Resenha] A Elite, Kiera Cass

    16 dez

    a elite Sinopse: A vida no palácio não era tão ruim quanto America imaginava. Ou melhor: com todos os mimos e privilégios que estava tendo, ela já mal se lembrava de como era pertencer à casta Cinco. Ser Um, em compensação, era fácil: suas criadas eram costureiras talentosíssimas e faziam vestidos maravilhosos; os banquetes e as festas que frequentava eram incrivelmente divertidos; e o conforto em que vivia agora seria impensável alguns meses atrás. Além de tudo, quando sentia saudade de casa, tinha Aspen por perto.
    Ele era compreensivo, companheiro e tinha decidido colocar sua vida em perigo por ela – afinal, o que aconteceria se alguém descobrisse que, além de guarda do palácio, era ex-namorado de uma das candidatas? Era com Aspen que America contava nas horas mais difíceis. Por outro lado, o príncipe Maxon era atraente, bondoso, carinhoso e – o mais importante – desejava America mais do que qualquer outra garota da Elite.

    “– É a coisa mais maravilhosa e terrível que pode acontecer com você – afirmou com simplicidade. – Você sabe que encontrou algo incrível e quer levá-lo para sempre consigo. E um segundo depois de ter aquilo, você fica com medo de perder. (…) O amor é um medo belo”.

    A Elite (The Elite) Editora Companhia das Letras (Seguinte)|360 páginas|  ISBN 978-85-65765-12-1

    “Seis garotas e uma coroa”. As coisas começam a pegar fogo na continuação de A Seleção. A competição para ficar com o príncipe se torna mais acirrada, mostrando então o lado perverso e maldoso de algumas das garotas. Sendo assim, nós vimos também que há um lado assustadoramente severo dentro do castelo.

    Há um detalhe importante a ser citado, pois de outro modo, muitos dos leitores ficariam curiosos. Embora a regra era deixar permanecer 10 garotas dentre as 35, o príncipe elimina 29, o que dá um total de 6 garotas para a Elite.

    Para iniciarmos, o nosso cenário continua a ser o palácio. A atmosfera política é tão pouco introduzida quanto no livro anterior. Estamos diante de uma trama cujo principal dilema é: America e suas escolhas. Uma lástima que suas escolhas durante a participação da Elite são nada mais que impensáveis. Contemplamos uma America (assim também como o país) claramente desorientada, tanto em aceitar a coroa, quanto em deixar para trás o amor que pensava ser para vida toda (Aspen – casta 6) e casar-se com o príncipe Maxon (casta 1).

    “Mas como decidir entre duas boas opções? Como decidir se qualquer escolha deixaria parte de mim destruída? Me consolei com o pensamento de que ainda tinha tempo. Eu ainda tinha tempo”.

    Um dos exemplos da confusão de America é se sentir feliz ao lado de Maxon, e também ao lado de Aspen. Esse garoto de casta 6 se tornou soldado do palácio e, consequentemente, sempre ajeitava um modo de se encontrar as escondidas com America. Presenciamos situações afetivas entre America e Maxon, e America e Aspen.

    Está certo que Aspen é ciente da situação de America na Seleção (o que inclui encontros com o príncipe), porém não sabe que sua amada está tão íntima dele. O desagradável é exatamente isso. Não demonstra remorso ao dar escapulidas com Aspen enquanto o príncipe viaja com seu pai para ajudar de alguma maneira a guerra que havia recrudescido na Nova Ásia, por outro lado, sente ciúmes ao ver outra candidata da Seleção com Maxon. Em um determinado momento, America cogita se o príncipe estaria pensando no momento em que a garota estava junto a Aspen em uma de suas escapulidas. Em seu inconsciente, ela sabe que tudo isso é um erro. Que deve escolher rápido.

    “Tempo. Eu vinha pedindo muito tempo ultimamente. Tinha a esperança de que, se tivesse tempo suficiente, tudo ia se resolver”.

    Como dito na introdução, neste segundo livro da série, descobrimos um lado rigoroso no palácio. Esse lado se revela no capítulo 27 quando America faz uma decisão gritante, que logo a faz se arrepender do fato.

    Por fim, não poderia dar por encerrada esta resenha sem destacar as três criadas de America: Anne, Mary e Lucy. Elas são incrivelmente prestativas e fazem os vestidos mais bonitos do castelo.

    “Nunca tinha conhecido pessoas tão organizadas quanto aquelas meninas. Com elas ao meu lado, não havia como perder”.

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha por Mylena Machado] O Teorema Katherine, John Green

    11 dez

    O Teorema Katherine_g

    Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

     

    O Teorema Katherine (An Abundance of Katherines) Editora Intrínseca|304 páginas|  ISBN 978-85-8057-315-2

    A trama descreve a história de vida de Colin Singleton, um prodígio de 17 anos, cabelo afro-judeu, pai superprotetores, 1 teorema e sonhador (de ser um gênio famoso).

    Colin Singleton nunca foi lá muito popular (o muito aqui é nada, absolutamente nada). Por ser um fugging nerd muito irritante, era constantemente alvo do abominável Homem das Neves, o que não o levava a ter amigos. Teve 19 namoradas, todas chamadas Katherine. Seus relacionamentos com as Katherines (obviamente um de cada vez) sempre foram curtos (ele levou fora de todas!). Então, vamos logo ao início do fim!

    Quando Katherine XIX (assim denominada por Colin) havia terminado com ele, o garoto se derramou na dor que sentia, sozinho no seu quarto. Em meio a esse sofrimento, Colin foi interrompido por seu melhor amigo Hassan, um gordo e hirsuto de ascendência libanesa, que teve a brilhante ideia de cair na estrada para ajudar seu amigo a se recuperar. Sem rumo, simplesmente entrar no carro e dirigir para algum lugar.

    “É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela”.

    Após convencer seus pais a sair subitamente por aí para o nada, chegam a um lugarzinho chamado Gutshot, em Tennessee. Visitaram o túmulo do arquiduque Francisco Ferdinando. Nesse instante, o rapaz teve um momento eureca, descobrindo a ideia inicial de um teorema que previa o relacionamento não só das Katherines, mas qualquer relacionamento, e partir daí não parou de trabalhar nele. Foi quando coincidentemente depararam com Lindsey (uma guia turística), Hollis, mãe de Lindsey, e seus amigos. Por algum motivo inoportuno para o momento, conhecia Colin. Ela ofereceu a ele e a Hassan um jantar. Foram convidados por Holli a se hospedarem na casa dela. Decidiram então, juntos, aceitar o convite de passar uns dias na mansão cor de rosa, e na mesma semana conseguiram um emprego.

    Por conta do emprego, Colin e Hassan passaram semanas em Gutshot. Quanto mais eles ficavam lá, menor era a vontade de ir embora. Não que a cidade era grande coisa, mas viveram algo por lá fora da realidade que viviam em Chicago. Houve riso, choro, briga, angústia… O que intensificou mais a amizade de cada um, porque há certas coisas que você vivencia com alguém que não dá para não chamá-los de amigos depois.

    Colin não esquece Katerine XIX. Chega um ponto em que acredita que seu teorema não funciona, mas recebe uma ajuda inusitada e as ideias e apoio que recebe o ajuda a continuar com sua descoberta. Colin não descansa nem um minuto, e Hassan o convence de ir dar um rolê, o que no final das contas, acaba por ser uma péssima ideia. Não obstante, o rapaz descobre um novo sentimento dentre outras coisas que nem ele mesmo imaginava descobrir.

    “Em todo o lugar o homem culpa a natureza e o destino, embora seu destino seja nada mais que o eco de seu caráter e suas paixões, seus erros e suas fraquezas”.

    O livro possui vários rodapés que particularmente adorei. Sem contar com um apêndice repleto de matemática depois do fim, explicando os detalhes do teorema. Teorema Katherine é um livro surpreendente, envolvente, interessante, crítico e humorístico. Ele mistura linguagens formais e informais. John Green soube muito bem mesclar fatos reais com Matemática, História, ironia e amor. Só não podemos nos esquecer de uma outra coisa: as Katherines.

    Escrito por:

    Mylena

     

     

     Mylena Machado, 16 anos, estudante e minha prima. Será nossa resenhista de livros. Pegou mania de ler há dois anos. A primeira saga que a conquistou foi Percy Jackson e os Olimpianos.

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Insurgente, Veronica Roth

    5 dez

    Insurgente Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a aguardada continuação da bem-sucedida série de distopia que conquistou os fãs de Jogos Vorazes e alcançou o primeiro lugar na disputada lista dos mais vendidos do The New York Times, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

     

     

    Insurgente (Insurgent)
    Editora Rocco |512páginas|ISBN 978-85-7980-155-6

    Somente avance se você é Divergente!

    Fogem-me as palavras. Com jeito majestoso, Veronica Roth nos dá uma sequência de perder a cabeça. É difícil um livro conquistar minha total atenção. Com este aqui aconteceu isso. Fiz meu tempo de leitura crescer e não me pergunte como. Eu queria ler toda hora, e descobri novas maneiras de aproveitar meu tempo que eu não havia percebido antes. O que eu quero dizer com tudo isso com toda essa enrolação haha é que a continuação chega a ser mais viciante que a primeira.
    O início de Insurgente é exatamente o ponto em que a história parou em Divergente: Tris, Quatro, Caleb, Marcus e Peter estão em um vagão de trem tentando fugir de traidores. Chegam então no complexo da Amizade, onde puderam então desfrutar de alguns momentos felizes, e até descontraídos, mas essa alegria durara pouco. Traidores da Erudição invadem o local, obrigando os nossos principais a correrem como loucos para escaparem. O que os leva a voltarem para dentro de um vagão de trem, cujo espaço era preenchido por algumas pessoas. Conseguem imaginar quem são? Ao que me concerne por hora, é que vocês saibam que tais pessoas são consideravelmente valorosas para a trama.
    Tobias e Tris seguem em direção a sede da Franqueza para buscar pistas do que quer que esteja acontecendo. Lá eles são submetidos ao soro da verdade, uma substância capaz de suscitar a verdade de quem o tomar. Ao longo de cada sessão, segredos e medos dos dois são revelados e todos os membros da Franqueza que estavam na sala assistindo Tris e Tobias escutam tudo.

    “Talvez eu não devesse sentir medo de falar nada, porque a honestidade vai fazer eu me sentir mais leve”.

    Uma particularidade de Tris que para mim é de grande relevância é seu caráter egoísta, cujas práticas provindas de seu âmago são facilmente notórias em Divergente.

    “- Eu não era boa o bastante para a Abnegação, e queria ser livre. Por isso escolhi a Audácia.
    – Por que você acha que não era boa o bastante?
    – Porque eu era egoísta”.

    Em insurgente, Tris está muito solta, viciada em adrenalina, se tornando um estereótipo de facção, aspecto que não era seu. Chega ser estupidamente impetuosa. Abriu um abismo entre ela e Tobias, fazendo a cumplicidade que existia entre eles despedaçar aos poucos. Sua postura me incomodou além da medida. Entretanto, apesar de tanto agir como uma criança imprudente, a garota faz o certo tentando ser heroína, ou melhor, ser Insurgente.

    “Ser cruel não torna uma pessoa desonesta, da mesma maneira que ser corajoso não faz ninguém gentil”.

    Antes tarde do que nunca, Jeanine, como sabem, é quem está por trás de toda essa tramóia, mas saber o que ela está escondendo é o obstáculo.

    “Eu costumava acreditar que é preciso ter malícia para ser cruel, mas isso não é verdade. Jeanine não tem o menor motivo para agir de maneira maliciosa. Mas ela é cruel porque não se importa com o que faz, desde que isso a fascine”.

    Não posso dizer que fiquei feliz com o livro, quero dizer, há muito sofrimento envolvido. Pessoas pelas quais nós daríamos votos de confiança se revelam traidores. O mundinho por dentro da cerca está desabando. Engraçado como o desalento dos personagens toma conta da gente, e quando percebemos estamos muito apegados a eles. Quanto mais lermos sem pausa, mais envolvidos ficamos. Esta saga é altamente recomendável para aqueles que conseguem extrair prazer em aventuras distópicas. Dou nota máxima para essa continuação. Minhas expectativas são altas para o desfecho em Convergente.

    estreia-insurgente-divergente-banner-cinemas-fim-de-semana-cintia-cunha-sempre-bella Clique na imagem para assistir ao trailer

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!
    Obrigada pela leitura!

  • Categorias: Ação e Aventura, Resenhas
  • [Resenha] A Garota Que Eu Quero, Markus Zusak

    20 nov

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    Sinopse: Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.

    Drama  |  176 páginas  |  Avaliação 2/5

        Nosso personagem principal e narrador é o tão sonhador Cameron Wolfe, um garoto muito solitário que fantasiava sobre garotas constantemente. Tinha uma vida tediosa. Apenas sobrevivia, como ele mesmo afirmou. Seu melhor amigo era seu irmão, Rube. Tinham quase a mesma idade. Embora os dois fossem melhores amigos, não tinham muito em comum. Rube tinha vários amigas e também inúmeras garotas com quem sair, já Cameron era o oposto. Gostava de ir a casa de seu outro irmão mais velho, Steve, para conversar. Com ele se sentia mais confortável, porque achava Rube tão genial que vez ou outra se sentia inferior, indigno. Rube, sempre namorador, a cada semana aparecia com uma garota. Cameron explicitamente não aprovava essa atitude. O que ele mais desejava era apenas uma garota com quem ele pudesse se afogar, apenas uma garota que se interessasse por ele, apenas uma mesmo. Enquanto isso não acontecia, encontrava conforto nas palavras.Muita gente não sabe, mas este é o terceiro volume de uma série que conta histórias sobre a família Wolfe. Ao manuseá-lo dentre os demais livros de uma prateleira, não é possível saber que se trata de uma trilogia, pois não há indícios na capa do livro que o correspondam. Temos O Azarão, lançado em 2012 e Bom de Briga em 2013, ambos pela Bertrand Brasil. Particularmente, não achei muito sugestiva as capas dos mesmos, mas adorei a de A Garota que Eu Quero. Infelizmente não tive a oportunidade de lê-los ainda. Estou com uma infinidade de livros na minha listinha de espera haha.

       Certo dia, Rube apareceu com uma namorada chamada Octavia Ash, Ela era artista de rua. Tocava gaita. Tinha os olhos esverdeados. Cameron sabia que era só uma questão de tempo para Rube terminar com ela. “Uma semana. Talvez duas”, como ele próprio disse.

    “Eu nunca a vira sorrir daquele jeito quando estava com o Rube, e torci para ser um sorriso que ela nunca tivesse dado a nenhum outro ser vivo”.

       Houve uma ocasião em que sua irmã mais velha, Sarah, levara um “fora” de um sujeito maltrapilho e seus irmãos, ele e Rube, queriam matá-lo por ter deixado Sarah em um estado muito desgostoso. Agora, Rube é como se estivesse no lugar desse cara e parecia não se incomodar com isso. Talvez nem seu subconsciente o fez se lembrar. Sinal de que estava muito bem.   

       Como era de se esperar (e também está claramente descrito na sinopse), Cameron se apaixona inteiramente por Octavia. Uma paixão ofuscada pelo então incansável desejo de repouso. Ela o reconfortou enquanto o menino procurava outro lugar para descanso. Ele assim a escolhera para se afogar diante de todo aquele abismo. Os dois encontraram-se um ao outro. Por um lado, foi bom para que Cameron se soltasse mais, e por outro nem tão aprazível assim, pois o que sentia por ela era quase que uma obsessão. Logo após o primeiro encontro dos dois, o garoto já havia imaginado mil coisas com ela. Mas tudo indica que Cameron havia saciado a sua fome.

      “ ‘Eu tenho fome, Steve’.
    E, depois disso, fechei a porta.
    Não a bati.
    Não se atira em um cachorro que já está morto”. 

       A Garota que Eu Quero pode ser lido tranquilamente por aqueles que não acompanharam a história desde o início. Sua escrita é de fácil compreensão e agradável. Embora o sucesso do mesmo autor, A Menina que Roubava Livros, tenha sido excepcional, o mesmo não se aplica para este. A ênfase que deve ser dada e não esquecida é como o personagem principal reage antes e depois do primeiro amor. O assunto abordado é bem rudimentar, mas ainda sim concede intromissão e adentramento nessa história. 

    Obrigada pela leitura!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
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