Categoria: Resenhas

[Resenha] Insurgente, Veronica Roth

5 dez

Insurgente Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a aguardada continuação da bem-sucedida série de distopia que conquistou os fãs de Jogos Vorazes e alcançou o primeiro lugar na disputada lista dos mais vendidos do The New York Times, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

 

 

Insurgente (Insurgent)
Editora Rocco |512páginas|ISBN 978-85-7980-155-6

Somente avance se você é Divergente!

Fogem-me as palavras. Com jeito majestoso, Veronica Roth nos dá uma sequência de perder a cabeça. É difícil um livro conquistar minha total atenção. Com este aqui aconteceu isso. Fiz meu tempo de leitura crescer e não me pergunte como. Eu queria ler toda hora, e descobri novas maneiras de aproveitar meu tempo que eu não havia percebido antes. O que eu quero dizer com tudo isso com toda essa enrolação haha é que a continuação chega a ser mais viciante que a primeira.
O início de Insurgente é exatamente o ponto em que a história parou em Divergente: Tris, Quatro, Caleb, Marcus e Peter estão em um vagão de trem tentando fugir de traidores. Chegam então no complexo da Amizade, onde puderam então desfrutar de alguns momentos felizes, e até descontraídos, mas essa alegria durara pouco. Traidores da Erudição invadem o local, obrigando os nossos principais a correrem como loucos para escaparem. O que os leva a voltarem para dentro de um vagão de trem, cujo espaço era preenchido por algumas pessoas. Conseguem imaginar quem são? Ao que me concerne por hora, é que vocês saibam que tais pessoas são consideravelmente valorosas para a trama.
Tobias e Tris seguem em direção a sede da Franqueza para buscar pistas do que quer que esteja acontecendo. Lá eles são submetidos ao soro da verdade, uma substância capaz de suscitar a verdade de quem o tomar. Ao longo de cada sessão, segredos e medos dos dois são revelados e todos os membros da Franqueza que estavam na sala assistindo Tris e Tobias escutam tudo.

“Talvez eu não devesse sentir medo de falar nada, porque a honestidade vai fazer eu me sentir mais leve”.

Uma particularidade de Tris que para mim é de grande relevância é seu caráter egoísta, cujas práticas provindas de seu âmago são facilmente notórias em Divergente.

“- Eu não era boa o bastante para a Abnegação, e queria ser livre. Por isso escolhi a Audácia.
– Por que você acha que não era boa o bastante?
– Porque eu era egoísta”.

Em insurgente, Tris está muito solta, viciada em adrenalina, se tornando um estereótipo de facção, aspecto que não era seu. Chega ser estupidamente impetuosa. Abriu um abismo entre ela e Tobias, fazendo a cumplicidade que existia entre eles despedaçar aos poucos. Sua postura me incomodou além da medida. Entretanto, apesar de tanto agir como uma criança imprudente, a garota faz o certo tentando ser heroína, ou melhor, ser Insurgente.

“Ser cruel não torna uma pessoa desonesta, da mesma maneira que ser corajoso não faz ninguém gentil”.

Antes tarde do que nunca, Jeanine, como sabem, é quem está por trás de toda essa tramóia, mas saber o que ela está escondendo é o obstáculo.

“Eu costumava acreditar que é preciso ter malícia para ser cruel, mas isso não é verdade. Jeanine não tem o menor motivo para agir de maneira maliciosa. Mas ela é cruel porque não se importa com o que faz, desde que isso a fascine”.

Não posso dizer que fiquei feliz com o livro, quero dizer, há muito sofrimento envolvido. Pessoas pelas quais nós daríamos votos de confiança se revelam traidores. O mundinho por dentro da cerca está desabando. Engraçado como o desalento dos personagens toma conta da gente, e quando percebemos estamos muito apegados a eles. Quanto mais lermos sem pausa, mais envolvidos ficamos. Esta saga é altamente recomendável para aqueles que conseguem extrair prazer em aventuras distópicas. Dou nota máxima para essa continuação. Minhas expectativas são altas para o desfecho em Convergente.

estreia-insurgente-divergente-banner-cinemas-fim-de-semana-cintia-cunha-sempre-bella Clique na imagem para assistir ao trailer

Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!
Obrigada pela leitura!

  • Categorias: Ação e Aventura, Resenhas
  • [Resenha] A Garota Que Eu Quero, Markus Zusak

    20 nov

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    Sinopse: Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.

    Drama  |  176 páginas  |  Avaliação 2/5

        Nosso personagem principal e narrador é o tão sonhador Cameron Wolfe, um garoto muito solitário que fantasiava sobre garotas constantemente. Tinha uma vida tediosa. Apenas sobrevivia, como ele mesmo afirmou. Seu melhor amigo era seu irmão, Rube. Tinham quase a mesma idade. Embora os dois fossem melhores amigos, não tinham muito em comum. Rube tinha vários amigas e também inúmeras garotas com quem sair, já Cameron era o oposto. Gostava de ir a casa de seu outro irmão mais velho, Steve, para conversar. Com ele se sentia mais confortável, porque achava Rube tão genial que vez ou outra se sentia inferior, indigno. Rube, sempre namorador, a cada semana aparecia com uma garota. Cameron explicitamente não aprovava essa atitude. O que ele mais desejava era apenas uma garota com quem ele pudesse se afogar, apenas uma garota que se interessasse por ele, apenas uma mesmo. Enquanto isso não acontecia, encontrava conforto nas palavras.Muita gente não sabe, mas este é o terceiro volume de uma série que conta histórias sobre a família Wolfe. Ao manuseá-lo dentre os demais livros de uma prateleira, não é possível saber que se trata de uma trilogia, pois não há indícios na capa do livro que o correspondam. Temos O Azarão, lançado em 2012 e Bom de Briga em 2013, ambos pela Bertrand Brasil. Particularmente, não achei muito sugestiva as capas dos mesmos, mas adorei a de A Garota que Eu Quero. Infelizmente não tive a oportunidade de lê-los ainda. Estou com uma infinidade de livros na minha listinha de espera haha.

       Certo dia, Rube apareceu com uma namorada chamada Octavia Ash, Ela era artista de rua. Tocava gaita. Tinha os olhos esverdeados. Cameron sabia que era só uma questão de tempo para Rube terminar com ela. “Uma semana. Talvez duas”, como ele próprio disse.

    “Eu nunca a vira sorrir daquele jeito quando estava com o Rube, e torci para ser um sorriso que ela nunca tivesse dado a nenhum outro ser vivo”.

       Houve uma ocasião em que sua irmã mais velha, Sarah, levara um “fora” de um sujeito maltrapilho e seus irmãos, ele e Rube, queriam matá-lo por ter deixado Sarah em um estado muito desgostoso. Agora, Rube é como se estivesse no lugar desse cara e parecia não se incomodar com isso. Talvez nem seu subconsciente o fez se lembrar. Sinal de que estava muito bem.   

       Como era de se esperar (e também está claramente descrito na sinopse), Cameron se apaixona inteiramente por Octavia. Uma paixão ofuscada pelo então incansável desejo de repouso. Ela o reconfortou enquanto o menino procurava outro lugar para descanso. Ele assim a escolhera para se afogar diante de todo aquele abismo. Os dois encontraram-se um ao outro. Por um lado, foi bom para que Cameron se soltasse mais, e por outro nem tão aprazível assim, pois o que sentia por ela era quase que uma obsessão. Logo após o primeiro encontro dos dois, o garoto já havia imaginado mil coisas com ela. Mas tudo indica que Cameron havia saciado a sua fome.

      “ ‘Eu tenho fome, Steve’.
    E, depois disso, fechei a porta.
    Não a bati.
    Não se atira em um cachorro que já está morto”. 

       A Garota que Eu Quero pode ser lido tranquilamente por aqueles que não acompanharam a história desde o início. Sua escrita é de fácil compreensão e agradável. Embora o sucesso do mesmo autor, A Menina que Roubava Livros, tenha sido excepcional, o mesmo não se aplica para este. A ênfase que deve ser dada e não esquecida é como o personagem principal reage antes e depois do primeiro amor. O assunto abordado é bem rudimentar, mas ainda sim concede intromissão e adentramento nessa história. 

    Obrigada pela leitura!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] A Seleção, Kiera Cass

    16 nov

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    Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
    Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
    Então America conhece pessoalmente o príncipe – e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.
    A Seleção (The Selection)
    Editora Seguinte|368 páginas|ISBN 978-85-65765-01-5

    A Seleção (AS) se trata de um exemplar de uma trilogia composta pelos seguintes títulos: A Seleção, A Elite e A Escolha.

    Antes de qualquer coisa, devo dizer que a trilogia é bastante comparada com a saga Jogos Vorazes, embora, deveras, a comparação para no ponto em que as duas se denotam reality shows, e pela fome e a pobreza de determinadas “castas” (são 8 no total), o que consequentemente gera certo cenário de revolução.

    As duas sagas têm valores diferentes, povos diferentes e poderes diferentes. Em Jogos Vorazes nos deparamos com um poder absolutamente centralizador, cujo presidente da então PANEM, Presidente Snow, tem o país em suas mãos e faz parecer exatamente tudo o que quiser que pareça. Já em AS, o poder amplifica-se ao rei Clarkson (o rei como poder maior, claro), na rainha Amberly e em seu filho, príncipe Maxon, assim podendo dizer que o mesmo se revela como um ser muito adorável, diferente do Presidente Snow, cujos ataques e destruições ao povo vêm de suas ordens. Em A Seleção, o terror é feito por rebeldes determinados sulistas e nortistas. Agora vamos ao que interessa! Uhul \0/

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    Para darmos início a resenha, vamos conhecer um pouco do cenário por onde se passa os acontecimentos. Estamos diante de um país chamado Iléa. Antes de ser concebido a este nome, era chamado de Estado Americano da China, porque, de acordo com o livro, os Estados Unidos ficaram em dívida com a China, por conseguinte, este determinou invadi-los. Paremos por aqui essa aulinha de história, porque A Seleção narra precipuamente a respeito da tão acirrada Seleção, o que não é um fenômeno, muito menos um acaso, e sim quase como que uma cerimônia real, não tendo uma data preestabelecida para sua ocorrência.

    O glorioso “porquê” desse fato é  captar 35 garotas dentre toda Iléa. No livro diz que acontece um sorteio para a escolha das 35, mas lógico que eles querem as mais lindas para fazer parte desse reality, pois além de apenas a inscrição de dados pessoais, eles tiram uma foto de cada garota. O objetivo é que o príncipe Maxon vá eliminando garotas com as quais ele menos tem afinidade, até sobrarem dez, para que assim essas dez garotas façam parte da Elite (assunto a ser tratado no segundo livro da série). Em vista disso, é marcado encontros, jantares e saídas. Imagine um garoto saindo com 35 garotas ao mesmo tempo. Pois é! Claro que uma garota por vez. A escolhida (assunto a ser tratado no terceiro livro da série) quem será nomeada princesa. Pode parecer um pouco óbvio, mas quem sabe as aparências não enganam?

    Voltando ao início do livro, ficamos inquietos com a empolgação da mãe de America Singer (casta 5), uma artista que canta e toca piano excelentemente bem.  A exaltação de sua mãe vem da carta que a família Singer recebera, cujo conteúdo era uma chamada para meninas entre dezesseis a vinte anos solicitando sua inscrição na Seleção (não importava de qual casta pertencia). A princípio, America estava decida não tentar a sorte. Usar a coroa, ser princesa, ter conforto e segurança (não sabia que o palácio não era tão seguro assim até ter estado lá dentro), dentre outros tratamentos reais. Sua certeza se concretizou no dia em que Aspen (namorado secreto de America por dois anos, casta 6) insistiu para que ela se inscrevesse, porque ele se sentia um obstáculo entre sua amada e a mordomia e conforto que os dois nunca ousariam pensar em ter. E então ela foi selecionada!

    “Regras demais, estrutura demais, gente demais. Eu só queria ficar sozinha com um violino”.

    Já no castelo, America se vê diante dentro de uma, como ela própria diz, jaula. Sentia-se pressionada no meio de tantas garotas finas, como se não pertencesse àquele lugar, e isso era de se esperar, levando em consideração que a garota era, vulgarmente, pobre. Lá, ela tinha aulas de história e bons modos. Achava o príncipe Maxon metido e apostava que ele não se importava tanto assim para seu povo, até conhecê-lo.

     “Quando choram, as mulheres nem sempre querem que você resolva o problema. Elas só querem ser consoladas”.

    Detalhe: Ao ser selecionada, America deixou de pertencer a casta 5 e se tornou uma Três!

    Certa noite, a senhorita Singer sai correndo porta afora de seu quarto a procura de ar. Se esbarra com os guardas na porta do palácio que não a deixa sair e (antes mesmo de ler eu já sabia) o príncipe Maxon aparece (com uma entrada triunfal!) e ordena que os guardas abram a porta. O restinho desse primeiro encontro dos dois é segredo para você que ainda não leu. Posso assegurar que não decepciona.

    “Era evidente que minha preferencia pelo outro o incomodava, mas em vez de escolher o ódio, ele demonstrou compaixão .Esse gesto me fez confiar nele”.

    Em suma, não é tão abordado o quadro político e revolucionário, o que é uma pena, porém não influencia na essência do livro, e sim o estado psicológico que a Seleção causa na vida interpessoal e sentimental da queridinha do público e do príncipe, America Singer.

    Casta 1: A nobreza e o Clero.

    Casta 2: Celebridades, modelos, atletas profissionais, políticos, atores e oficiais.

    Casta 3: A elite, educadores, filósofos, inventores, escritores, cientistas, médicos, veterinários, dentistas, arquitetos, bibliotecários, engenheiros, psicólogos, cineastas, produtores musicais e advogados.

    Casta 4: Fazendeiros, joalheiros, corretores de imóveis e de seguros, chefes de cozinha, mestres de obras, proprietários e donos de restaurantes, lojas, hotéis e trabalhadores de indústrias.

    Casta 5: Artistas, músicos, fotógrafos e dançarinos.

    Casta 6: Secretários, serventes, governantas, costureiras, balconistas, cozinheiros e motoristas.

    Casta 7: Jardineiros, pedreiros, lavradores, pessoas que limpam calhas e piscinas, e quase todos os trabalhadores braçais.

    Casta 8: Pessoas com deficiência (especialmente quando desamparadas), viciados, fugitivos, sem-tetos, bastardos e traidores (acrescentei por conta própria essa última característica). As informações acima foram extraídas do seguinte link: A Seleção – Wikipédia, a enciclopédia livre

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, Jennifer E. Smith

    6 nov

    Download-A-Probabilidade-Estatística-do-Amor-A-Primeira-Vista-Jennifer-E.-Smith-em-epub-mobi-e-pdfSinopse: Às vezes a gente tem um clic e percebe que tudo mudou. Por uma coincidência. Uma fatalidade. Ou algo trivial. Nada será como antes.  É exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. E quatro minutos podem MESMO mudar tudo.

     

     

    A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista (The Statistical Probability of Love at First Sight)
    Editora Galera Record|224 páginas|ISBN 978-85-01-09544-2

    Quem diria que quatro minutos poderia mudar tudo? Por causa de quatro minutos Hadley perde o avião para Londres onde seu pai está morando agora e irá se casar pela segunda vez. Não que não iria comparecer; ela pegaria o próximo avião. Mas mesmo se por causa do destino não chegasse a tempo, a garota não se importaria. Hadley sente mágoa por ele ter deixado ela e sua mãe e ter se mudado para o outro lado do mundo.

    Devia estar na cozinha deles em casa, vestindo as calças do pijama – as que têm um buraco no calcanhar porque são muito longas. Ou dando uma olhada nas contas no escritório, bebendo chá na caneca com a inscrição TEM POESIA?, pensando em ir lá fora para cortar grama. Na verdade, há um bom número de coisas que poderia estar fazendo neste momento, menos se casando”.

      O que a faz distrair um pouco seus pensamentos é Oliver, um garoto simpático e engraçado que conhece no aeroporto. Toda aquela ansiedade ruim de ter de comparecer no casamento de seu pai, conhecer sua nova madrasta e entrar na igreja como madrinha se amenizou quando se deu conta de que iria dos Estados Unidos até a Inglaterra sentada ao lado desse garoto pelo qual teve uma quedinha.

      Apesar da capa e sinopse bem sugestivas ao que diz respeito ao amor romântico entre adolescentes , o livro de Jennifer E. Smith aborda algo bem profundo que diz respeito entre a relação estreita de uma filha com seu pai. A garota quer que tudo volte a ser como antes, mas ao invés disso, ela se vê obrigada a aceitar aquela nova vida de seu pai. Quando chega em Londres, seu coração fica pequenininho.

    “Ela fica sem saber o que fazer com tanta alegria no olhar dele, com seu sorriso profundo. Ela congela, fica dilacerada. Parece que estão torcendo seu coração como se fosse uma toalha molhada. Sua vontade é ir embora para casa”.

      Qual seria a probabilidade estatística do amor à primeira vista? Tenho certeza que Hedley e Oliver descobriram isso juntos. Não tem como deixar a atmosfera de romance adolescente de fora.

      Assim como sua capa, o livro é muito fofo e gostoso de ler. Tudo acontece em um único dia, também podendo ser lido no mesmo tempo. Este romance é indicado para quem deseja se deliciar numa aventura delicada.

     

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Divergente, Veronica Roth

    4 nov

    Sinopse: Beatrice Prior tem 16 anos e está prestes a enfrentar o momento mais importante de sua vida, a Cerimônia de Escolha, quando decidirá à qual das cinco facções em que a sociedade é dividida irá passar o resto de seus dias: Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição ou Franqueza. A opção significa continuar com sua família ou abandoná-la para sempre, um dilema que todos os adolescentes têm de enfrentar. Quando o teste de aptidão aponta um resultado inesperado – Divergente –, Beatrice se vê forçada a encarar uma realidade para a qual talvez não esteja preparada. Mas Tris, o nome que ela assume quando se junta à Audácia, fará de tudo para sobreviver à sua nova e violenta facção.
    Divergente (Divergent)
    Editora Rocco|504 páginas|ISBN 978-85-7980-131-0

       A primeira coisa que eu preciso dizer sobre o livro é que ele é viciante. De início eu não tinha dado nada pela história. Tinha um ano já que eu vigiava o preço abaixar, e quando finalmente abaixou, comprei a trilogia: Divergente, Insurgente e Convergente. A capa é tão basiquinha que influenciou a minha vontade de não ler. Fiquei um mês com o livro na estante. Não comecei a leitura com entusiasmo, até porque não sabia absolutamente nada da saga. Nem mesmo a orelha do livro eu li. A única finalidade do interesse no livro foi pelo seu repertório de vendas.

      Vamos falar um pouquinho sobre o livro agora. Sei que já foi lançado há um tempo (temos até uma adaptação cinematográfica), todavia, livros são eternos. Também sei que há muitas resenhas sobre ele, então não vou me alongar naquilo que é óbvio que todos sabem.

      Nós temos 5 facções nessa nova cidade de Chicago: Amizade, Erudição, Abnegação, Franqueza e Audácia. São divididas assim porque cada pessoa é designada a seguir uma linha de pensamento. Essa linha de pensamento é bem limitada, de modo que, por exemplo, os integrantes da Erudição vão buscar conhecimento, entendimento, estudo, e os da Franqueza sinceridade, lealdade, verdade. Aqueles que têm seus pensamentos direcionados para vários lados são chamados Divergentes. Alguns líderes se assustam com a abrangência de decisões, sentimentos e ideias, por isso que pode ser perigoso saber da existência de algum.

      Ao completar 16 anos, o adolescente é submetido a um teste que o ajudará a escolher uma facção. A maioria escolhe a facção de seus pais, outros se deserdam e escolhem uma facção diferente do berço onde nasceu. Foi o que aconteceu com Beatrice Prior e seu irmão Caleb Prior. Os dois nasceram na facção da Abnegação, a facção que tem a responsabilidade de governar. Um detalhe importante é que o pai deles faz parte da liderança, do governo. Com esse desvio, Caleb para Erudição e Beatrice para Audácia, as pessoas começam a duvidar do modo de ensino, educação e ética da Abnegação. Caleb ter saído da Abnegação e escolhido a Erudição não é excessivamente questionável, mas uma Careta (assim que chamam os integrantes da Abnegação) escolher a Audácia é imensamente questionável. A Abnegação, uma facção altruísta, bondosa, caridosa, humanitarista e compadecida.

      O fato é que Tris não era abnegada. Não consegui perceber no filme, mas no livro ela tem uma personalidade muito forte, e é extremamente orgulhosa, porém não deixa de ser muito corajosa. Sempre aparentou ser do contra, queria ser livre e poder fazer o que quisesse, sem se preocupar em estar infringindo alguma regra da Abnegação. Quatro, seu instrutor, já a avaliou como “dura como pedra”. Seu parecer físico não se enquadra com o tamanho de seu ego.

    “O abismo serve para nos lembrar que há um limite tênue entre a coragem e a estupidez”.

      Partindo para quando Tris escolhe a Audácia. Ela segue, após a cerimônia da escolha, para o complexo da facção junto com os novos iniciandos. Foi somente a liberdade que eles emanavam que a fez se atrair pela Audácia. Ao se deparar com os testes de iniciação, é defrontada com a notícia de que se não for bem nos testes, ela seria cortada do rol dos iniciandos e se tornaria uma sem-facção. Essa não foi a pior parte. Mal sabia ela que os testes seriam brutais. Seu conceito de liberdade, coragem e proteção se deturpou ao ter que lutar até não poder mais com outros iniciandos para passar nos testes. Apesar disso, a Audácia já foi uma facção mais justa. Há seis anos, alguns líderes mudaram o método de treinamento o tornando mais competitivo e feroz. Impressiona-me como a maldade é incrivelmente distorcida com a coragem.

    “A razão humana é capaz de justificar qualquer mal; é por isso que não devemos depender dela”.

      A partir daí, o leitor é quem fica responsável pelo resto da história. Eu só tenho agora que parabenizar a autora que nos deu a oportunidade de desfrutar de uma aventura que mexe com a gente. E claro que eu não ficaria sem falar um pouquinho do Quatro. Não quero estragar a surpresa de ninguém, mas ele é maravilhoso com todas as letras. Fiquei com um pé atrás da orelha quanto ao ator que o interpretaria, porém, quando eu o vi dando vida a esse personagem, todas as minhas especulações de desconfiança se dissiparam. Eu não posso e nem conseguiria falar o quanto ele é apaixonante.

      Nunca pensei que Divergente seria tão majestoso quanto Jogos Vorazes, porque convenhamos, não é? No entanto, é indispensável deixar bem claro que as duas sagas podem ser comparadas em certos pontos, mas eu já acho que são mínimos. Não temos um triângulo amoroso, Katniss e Tris são bem diferentes, devo dizer que o cenário aqui comparado é menos “tenso” que em JV, o inimigo não é o líder político, porém tem a ver com ideais poderosos, e por assim vai. Se eu continuar a escrever, darei spoiler. A verdade é que a trilogia de Veronica Roth tem tudo para ser um grande sucesso, tanto quanto Jogos Vorazes. Afinal, não há dúvidas que se uma nova trilogia com um quadro revolucionário aparecer por aí será comparada à majestosa trilogia de Suzanne Collins.

      Por último, e não menos importante, destaco aqui que, assim como muitas adaptações, desencontramos no filme certos momentos do livro. Mas devo dizer que mesmo assim ele não perdeu sua essência, até porque o filme é 10.

      Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

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  • [Day by Day] Especial Halloween

    31 out

    Hoje é dia de horror, minha gente! É no dia 31 de outubro que é comemorado o Halloween. Apesar de suas origens pagãs, nos dias de hoje ele é caracterizado e reconhecido como um evento que permite as pessoas de se fantasiarem. Alguns vão em festas precisamente decoradas com a temática para se confraternizarem, outros, geralmente crianças, vão às ruas bater nas portas dos vizinhos pedirem doces. E quando estes não são dados, fazem uma travessura. Por isso o Doces ou Travessuras? Para esta ocasião, separei uma listinha que combina muito com o dia de hoje.

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    Tim Burton é com certeza um gênio. Pode não fazer filmes sangrentos, mas sua percepção melancólica de olhar o mundo resulta em magníficas histórias, todas com seu nítido toque especial que reflete em nós a certeza de que Burton criou um universo próprio pesado e de humor ácido.

    vincent Vicent, 1982 – curta metragem. O curta é dublado pelo próprio Vincent Price. Este, que era grande fã de Edgar Allan Poe, atuou em várias adaptações do mesmo.

    Sweeney Todd, 2008. A primeira vez que assisti, fiquei tipo “Uau!”. Há tempos não assistia um filme assim. Sou suspeita e super fã do Tim.

     

    O Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias, 2007. Este último é um livro de poema ilustrado pelo próprio Tim Burton.

     

    Agora sim, Leigh Whannell e James Wan são responsáveis por vários longas de terror que realmente botam medo e deixa a telinha mais red: Gritos Mortais, Sobrenatural, Jogos Mortais, entre outros.

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    Jogos Mortais não é apenas um terror gráfico clichê, que mostra muito sangue e pouca história. Claro que o filme tem muito gore, tem que ter estômago forte para enfrentar a maratona dos 7 filmes, mas, com tantas continuações, é notável seu sucesso. Esta franquia não é dispensável.

     

     

    Stephen King é o mestre literário do terror. Suas histórias não ficam apenas no papel, são tão boas que ao longo dos anos têm se tornado seriados e filmes.

     

    O Iluminado, 1977. É tão assustador quanto dizem ser. A leitura não é cansativa; o autor conduz o leitor em um ritmo assombroso.

     

     

    Por fim, eu super recomendo o canal do YouTube IP4NIC, administrado pelo Jukiba. O rapaz faz reviews de terror. Tem um talento incrível para revisar os filmes. O Jukiba é muito simpático e está sempre respondendo comentários de alguns fãs de horror. Se você também adora esse gênero, se inscreva no canal clicando na imagem abaixo:

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  • Categorias: Day by Day, Terror e Suspense
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