Categoria: Resenhas

[Resenha] O Tamanho do Céu, Thrity Umrigar

24 jul

o tamanho do ceuSinopse: Thrity Umrigar, autora com mais de 250 mil livros vendidos somente no Brasil entre eles o best-seller A Distância Entre Nós, apresenta em seu mais novo romance, uma história sobre, amizade, amor e ternura. Onde um casal recebe uma proposta inesperada de emprego do outro lado do mundo, na Índia, onde terão suas vidas transformadas para sempre.selo-nova-fronteira

Drama   |   384 páginas   |   Avaliação   5/5

   Fiquei perplexa com a escrita de Thrity de tão real que é a maneira que ela retrata as emoções dos personagens enquanto descreve uma cena e insere os diálogos. Tudo contribui com maestria à realidade. Todos os personagens convencem por sua essência humana muito bem articulada nos textos. São covardes, invejosos, preocupados, irados, deprimidos, mas também amam, têm compaixão. Quando comecei a ler, foi inevitável o desconforto perante uma cultura tão diferente. Porém, eu me sinto bastante curiosa quando se trata de conhecer esses costumes.

“Caso se tratasse de outra mulher competindo pelo afeto de Frank, saberia o que fazer, como competir. Mas era um menino de nove anos que roubara o coração de seu marido. E acontecera bem debaixo de seu nariz, estava acontecendo agora naquele momento, e ela não tinha como prevenir a lenta erosão de sua importância nessa lenta e nova dinâmica que havia brotado entre os três” (p. 164).

   Ben, o filho de Frank e Ellie, falecera bem novinho (não me recordo sua idade, mas era por volta dos 6 anos). Uma doença o atingiu com jeito, e nada do que foi feito fora suficiente para salvar a vida do garotinho.

“[…] ela precisou dele como nunca, e ele a abandonou para cuidar do próprio coração partido” (p. 193).

   A vida nos Estados Unidos se tornou horrível. Tudo na casa os fazia se lembrar de Ben. Como Frank era amigo de um dos nomes mais importantes da empresa, esse amigo o enviou para uma filial na Índia. Lá, eles conhecem um casal indiano que cuida da casa: Edna e Prakash, e seu filho pequeno Ramesh. Moravam no quintal. Eram muito pobres, não tinham instrução. E é agora, a partir desse ponto, que a coisa esquenta!

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   É MUITO interessante o fato de que a autora conta sobre o passado de Frank e Ellie, e também Prakash e Edna. O modo de como cada um se conheceu, até então se casarem. Ou seja, o foco se descentraliza do casal americano, o que facilita o leitor a compreender muita das reações de Prakash e Edna. Brigavam muito, aparentavam ser infelizes, mas havia certo carinho, no fundo. Tudo por conta da pobreza que passavam.

   Já Frank e Ellie estavam despedaçados por conta da perda. Mas o homem acabou suprindo um pouco dessa dor ao fazer amizade com o filho do casal indiano – Ramesh. Daí que a trama começa. Gera ciúmes em seu empregado. Prakash se sente tão diminuto, que começa a pensar nele mesmo, e quer de qualquer maneira mostrar para o americano que Ramesh é seu filho, mesmo se tiver que ser nojento e detestável. E Frank, quando não está lutando pela atenção do garoto, está se culpando inconscientemente pela morte de seu filho.

   Calminha aí se você já for defender o pai de Ramesh. Nenhum dos dois aqui está mais certo que o outro, pois eles tomam decisões erradas o tempo todo. Principalmente Frank. Essa situação o deixou cego. Ok, foi errado ele querer tomar Ramesh pra ele com a justificativade que ele teria um futuro melhor nos EUA (quer levá-lo para os Estados Unidos), Mas Prakash se mostrou um porco inúmeras vezes com o filho e a esposa. 

“Prakash olhou para Frank. Era um olhar que deixava claro que Prakash sabia o que Frank vira… que mesmo na derrota, ele triunfou. Porque Ramesh pertencia a ele. Porque os laços de sangue não podiam ser cortados tão facilmente quanto os fios de um computador” (p. 309).

   Eu não sei como descrever a proporção desse livro! É dramático? É! Mas é tão envolvente! Faz-nos lembrar de valorizar a nossa família e a respeitar as diferenças. É um livro que o fará pensar e encaixar as coisas. O desfecho é pra lá de surpreendente! Além de ter uma escrita maravilhosa (te prende) que, SEM BRINCADEIRA, eu cheguei a sentir um pouco da dor de Ellie em uma cena específica. O livro também é surpreendente no seu desenrolar e desfecho.

   É isso, pessoal! Indico esse livro. É difícil um livro me convencer pelo critério escrita, porque eu sou chata hahah E essa Thrity é maravilhosa quando o quesito é esse. Sem mais!! Espero que leiam um dia! Apesar do livro ser de 2009, ele vale MUITO a pena! Não leiam só lançamentos, por favor, galera haha

Até a próxima! 

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Em Seus Passos O Que Faria Jesus?

    3 jul

    em seus passos o que faria jesusSinopse: Narra as profundas mudanças ocorridas quando um pastor desafia sua comunidade a praticar a fé em Jesus Cristo. À medida que aceita o desafio, coisas incríveis acontecem em sua vida e na vida dos que o rodeiam. A pergunta ‘o que Jesus faria em meu lugar?’ passa a orientar todas as ações desse grupo, causando uma reviravolta sem precedentes. Escrito por Charles M. Sheldon e publicado pela primeira vez em 1896, Em Seus Passos O Quelogo mundo cristao Faria Jesus? tornou-se rapidamente um best-seller mundial. Estima-se que, apenas em inglês, suas vendas superaram os 50 milhões de exemplares. Leitores de todo o mundo continuam a surpreender-se com o desafio proposto há mais de um século.

    Cristão   |   288 páginas   |   Avaliação 3 / 5

       Demorei bastante para ler o livro. Ganhei de aniversário em 2012! Mas não foi a sinopse que me desanimou. Eu já tinha assistido ao filme, e por estar sempre com a estante cheia, ele acabou sendo deixado de lado, mas o que importa é que eu li e vou falar um pouquinho dele aqui.

       A história gira em torno de uma igreja específica, a igreja do pastor Henry Maxwell. Durante um culto, um mendigo surpreende a igreja indo lá para frente, desenvolvendo um discurso tocante e verdadeiro, e logo cai desacordado. Acabou falecendo. Tal manifestação faz o reverendo se indagar sobre o que mais nós cristãos podemos fazer para Jesus. Diante disso, ele propõe para a igreja, dentro de um ano, usar a frase “Em seus passos o que faria Jesus?” em todos os aspectos de suas vidas. As pessoas, de início, se assustam, mas acabam caindo em si e aderem a ideia do pastor. 

    “Será que todos cumpririam a promessa feita, ou alguns desistiriam quando a cruz ficasse pesada demais?” (p. 89).

       O autor, então, cria personagens e seus dramas pessoais ao passo que cada um deles são confrontados por si mesmos a partir da hipótese do que Jesus faria se estivesse em seus lugares. É basicamente assim que o livro vai correndo.

    “Antes de imitá-lo, precisamos conhecê-lo” (p. 160).

       O título, como o enredo, é bastante interessante. Somos despertados pelas inúmeras situações as quais os membros da igreja evangélica estavam sujeitos a passar e, de algum modo, pensamos que poderíamos nos identificar, mas a maioria dos fatos são bem particulares e acredito ser difícil enquadrar na vida dos leitores. O interessante é que cada um levou a “missão” bastante a sério, o que garantiu à risca resultados abençoadores na vida de cada um dos fiéis.

    em seus passos o que faria jesus

       O livro nos passa uma mensagem bem direta. É claro que as adversidades surgirão, mas aí é que está. Devemos passar pelas provas com o coração agradecido e cheio da certeza de que Deus sabe o que faz e que para tudo há um propósito. 

       A proposta de Em Seus Passos O Que Faria Jesus? é inovadora, porém um ponto que achei que ficou pouco desenvolvido foi no desenrolar nos cenários pessoais dos personagens. A narrativa é repetitiva, parece que a história não sai do lugar. O autor poderia ter simplesmente finalizado o livro em muito menos de 288 páginas. Acredito que é para o leitor simplesmente não engolir com rapidez a história, obrigando-o a meditar mais sobre o assunto. Só que, a meu ver, poderia ter sido mais interessante. Não descarto a possibilidade de indicá-lo, mesmo notando que, em alguns momentos, os diálogos pareciam um pouco forçados. Eu indico pelo título, que é o pontapé inicial da história. Indico pela mensagem que fica ao finalizá-lo.

       Até a próxima! 

     

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] O Silêncio das Montanhas, Khaled Hosseini

    23 jun

    o silencio das montanhasSinopse: O romance traz como protagonistas os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens. Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim, como em O caçador de pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes. É um globo altlivro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

    Drama   |   352   páginas   |   Avaliação 3 / 5

       A motivação para ler O Silêncio das Montanhas (com certeza absoluta) foi o ENORME impacto que o livro A Cidade do Sol, do mesmo autor, causou em mim. O Caçador de Pipas também fez um sucesso estrondoso, mas nem se compara a A Cidade do Sol (não sei nem descrever o quanto esse livro é MARAVILHOSO e merece ser lido e relido).

       O Silêncio das Montanhas é o livro mais recente do autor lançado no Brasil. A carga emocional é tão forte quanto a de suas obras anteriores. Hosseini vai tratar de um assunto delicado: a separação. Pari e Abdullah são irmãos que moravam em uma aldeia próxima a Cabul. Pari era bem novinha quando foi vendida, não era capaz de compreender a crueldade e os sacrifícios dentro da sociedade a qual vivia. Foi um baque forte na vida de Abdullah, pois o irmão era muito apegado à caçula. É comum algo como tal ocorrer no oriente médio. À primeira vista, tudo o que conseguimos pensar é, no caso de Pari, por que isso? Mas não é difícil captar o que anda acontecendo por ali. 

    o silencio das montanhas

    “Posso resumir numa palavra: guerra. Ou melhor, guerras. Não uma, nem duas, mas muitas guerras, tanto grandes como pequenas, justas e injustas, guerras entre diversas castas de supostos heróis e vilões, e cada herói nos fazendo sentir mais saudade do antigo vilão” (p. 110).

       O livro tem a capacidade de nos mostrar o impacto que essa separação cria. Não só pela visão de Abdullah, mas também a partir de outros personagens e grande significância na trama. Ele vai fazer jogadas entre o passado e o presente, além de nos levar ao Afeganistão, França Grécia e Estados Unidos.

     “… Não havia como esquecer. Pari insistia em pairar nos limites do campo visual de Abdullah onde quer que ele fosse. Era como o pó que se apegava à sua camisa. Estava nos silêncios que se tornaram tão frequentes na casa, silêncios que intumesciam entre as palavras trocadas, às vezes frios e vazios, às vezes prenhes de coisas que não eram ditas, como uma nuvem cheia de uma chuva que jamais caía…” (p. 52).

       Khaled Hosseini me deixou despedaçada com essa história. Enquanto eu lia, torcia por tanta coisa… Não sei nem como explicar o quanto o desfecho me tocou. Não só isso, mas me deixou sem chão. Você treme e descabela, mas não tem para onde ir. Só a opção de virar as páginas, seguindo em frente. Não só por ele ter falado, mas a gente realmente sente o quanto o autor se coloca em seus livros, dá o máximo de si a fim de transpassar a dor e a esperança que viveu em seu país de origem.
    Até a próxima!
  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Corte de Espinhos e Rosas, Sarah J. Maas -Releitura de A Bela e a Fera

    17 jun

    corte de espinhos e rosas resenhaSinopse: Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um lobo gigante, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo galera-recordonde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

    Fantasia   |   433 páginas   |   Avaliação 5/5

       Foi muito engraçado a maneira que descobri o livro. Uma amiga (a Ingrid, do Resenha Atual) havia lido e me indicou. Foi difícil decidir comprá-lo, porque sou MUITO chata com fantasia. Meio que parei de ler, porque me decepcionava muito com o gênero. O mais legal disso tudo é que eu amei a história e indico o livro para todo mundo agora hahahah Queria que vocês entendessem a dimensão da obra, por isso vou tentar resumir dando detalhes do que achei interessante, mas o universo de Corte de Espinhos e Rosas é bem complexo, então pode ser que fique um pouco grande. 

       O mundo aqui é dividido entre as terras humanas e as Feéricas, que é onde habitam criaturas infinitamente mais fortes que os humanos, incrivelmente perigosas e bonitas. Havia um acordo entre eles que nenhum dos povos deveriam cruzar a terra do outro. Porém, um ser feérico transformado em lobo vagava pelas florestas das terras que pertenciam aos humanos. Feyre, nossa protagonista humana, vê a criatura enquanto caçava alimento e decide derrubá-la. Ela tinha duas irmãs egoístas e um pai irresponsável, que há muito já havia desistido de lutar para sobreviver. Toda responsabilidade recaía sobre a garota. Aprendera a se virar sozinha. Quando chegou com o enorme lobo, não havia como esconder a satisfação de ver sua responsabilidade sendo cumprida. 

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       Em algum momento da noite, a casa deles é invadida por uma criatura bestial, como um enorme lobo também, que dizia que, por ela ter quebrado o acordo e matado um ser feérico, deveria renunciar toda sua vida ali e ir com ele para as terras encantadas, mais precisamente para a Corte Primaveril. Se quisesse manter todos a salvo, deveria fazer isso. Então o fez.

       Os feéricos tinham fama de serem maus, então só alguém estupidamente burro se voltaria contra uma ordem ou os enfrentaria. Foi isso que Feyre fez na maior parte do tempo. Ela chegou tremendo, com receio de tudo. Como o romance tem um toque de A Bela e a Fera, muitos já devem imaginar o que acontece. A garota começou a se sentir apaixonada pelo feérico, o qual se chamava Tamlin. Sua Corte era enfeitiçada e todos usavam máscaras, ao passo que no clássico, eles eram a mobília. As cenas que se desenvolvem ali são bem gostosas de ler. Os diálogos fluem perfeitamente bem. De pouquinho a pouquinho, vamos vendo o desenvolvimento do envolvimento da garota com aquele novo povo. No que antes queria fugir e retornar para sua família, seu desejo se tornou outro: viver eternamente com Tamlin.

    ” Tudo se tornou um borrão de cor e som, e ele era o único objeto ali, me puxando de volta para a sanidade, para meu corpo, que brilhava e queimava em todos os lugares que Tamlin tocava” (p. 237).

       Existe uma segunda parte no livro, embora ela não seja sinalizada. É quando o prazo da maldição de Tamlin chega ao final. É a partir desse ponto que a tensão, o pico da narrativa de fato se eleva. Toda Corte é sequestrada por Amarantha. Ela é a bruxa a qual os amaldiçoara. Feyre, fraca coitada, enfia naquela cabeça dura de que pode salvar a todos da maldição. Ela sofrerá MUITO nas mãos de Amarantha. Mas devo dizer que são as melhores cenas do livro! Eu gritava, roía as unhas, faltava o ar e pulava! Fiquei tão, mas tão (absolutamente) imersa na narrativa que quando você percebe, ela já acabou. Só lembro que eu queria ler sem parar. Esse livro é desses hahahah Danadinho! E preciso destacar também a ESCRITA da autora. Que envolvente! 

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       Só pra finalizar, queria ressaltar que uma das coisas que eu adoro ler/assistir é empoderamento feminino, só que não estereotipado, estilo “machinha”, por favor! Assim como vi em The Kiss of Deception, criei um pouquinho de expectativas aqui, mas infelizmente não acontece, nem um pingo. É só uma observação, não crítica. Até porque, Feyre é de acordo com que a história pede. E ela pediu uma garota corajosa, mas também humana. Os seres mágicos das terras feéricas eram famosos pelo poder e maldade, e não seria nada inteligente enfrentá-los. Por isso ela se mostrou bem relutante e medrosa. Entretanto, conseguiu ser forte quando necessário. Estou lendo já Corte de Névoa e Fúria e, pelo amor dos marcadores de página, preciso terminá-lo! 

    Até a próxima <3

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  • [Resenha + SORTEIO] Meu Nome é Albert, Ronaldo Viana S.

    3 jun

    meu_nome_albert_capa_em_baixaSinopse: Pessoas são diferentes. Pessoas são únicas. Pessoas têm nome e, neste livro, o nome Albert poderia ser substituído por John, Dimitri, Sarah, Giulia, poderia até ser Kurt ou qualquer outro. Poderia ser o seu, poderia ser o meu. Lendo este livro, é possível que você ria com Albert, que chore com ele. E é bem possível que você o ame. Talvez você se veja nesse garoto e queira entrar nas páginas desta obra e defendê-lo – ou defender-se – de seus agressores. Meu nome é Albert! é uma obra baseada em fatos reais. Nela o autor reviveu aeditora-novo-seculo própria história e a de milhares de pessoas ao redor do mundo, talvez até a sua. Uma história que é vivida por muitos, mas que não deveria pertencer a ninguém.

       Drama   |   256 páginas   |   Avaliação 5 / 5

       meu nome e albert ronaldoO autor vai nos levar a meditar acerca do bullying, fazendo pensar em como podemos prestar mais atenção às pessoas ao nosso redor. Além disso, vemos como que é difícil tanto a autoaceitação de quem está sob violência física e psicológica, quanto a aceitação daqueles que praticam (os bulliers). Devemos ter pena ou dar o troco nos igualando à eles? Qual é a vantagem em não revidar? Está certo sofrer calado? E quando não temos força ou vontade de pedir ajuda? E se o buller for alguém da própria família?

       O ano é 1974 e o cenário é uma pequena cidade na Alemanha. O pequeno alemão, Albert é o caçula da família. Com apenas 11 anos, já passava por situações preocupantes, as quais acarretava ao garoto dias carregados. Seus irmãos, Carol e Tom, sempre o tratavam com desprezo. Na escola, era alvo de zombarias. Pra piorar, até uma professora o fazia de chacota. Tudo isso por ter nascido com somente três dedos nas mãos. Essa fase de desenvolvimento é a que mais deixa marcas em alguém, e fico preocupada em como crianças crescem passando por isso. Nenhuma deveria.

    “Bella realmente estava muito preocupada com Albert e achava que estava perdendo o filho para um mundo desconhecido, solitário e, pior, talvez sem volta” (p. 22).

    meu nome é albert

       Os momentos de paz que ele tinha era quando passava o tempo no jardim de sua casa. Lá, ele conversava com seu melhor amigo (imaginário), Kurt. Sua mãe, preocupada com a solidão dele, buscou ajuda com a igreja, a escola e um médico psicólogo. Demorou muito tempo até, enfim, se dar conta que seu filho sofria bullying na escola e, infelizmente, até dentro de casa, pela própria família.

    “Aquele jardim era o refúgio de Albert e o seu esconderijo seguro, ao passo que Kurt era o amigo que o mantinha vivo e acalentava a esperança de dias melhores” (p. 27).

       Um fato interessante é que alguns acontecidos com Albert foram inspirados na própria vida do autor, Ronaldo Viana S.  Ele escreveu uma história que pode ajudar a compreender e a obter soluções sobre o bullying tanto no ambiente escolar quanto familiar. 

    “- Eles colocam apelidos feios em mim, implicam todo dia comigo e me agridem. Como vou amar essas pessoas?
    – Mas não são essas pessoas que precisam de amor, Albert?” (p. 44).

    meu nome e albert

       Meu Nome é Albert me fez refletir diversas coisas. Para apresentá-lo, vou logo dizendo para não se assustarem, pois, apesar do gênero dramático e o enredo aparentemente pesado, a narrativa se desenvolve de maneira delicada, a fim de não provocar aquela energia densa. É o mesmo sentimento que fluiu em mim ao ler Juntando os Pedaços, de Jennifer Niven. A história externa tal sensibilidade ao explorar o assunto, o que nos faz simpatizar com Albert e, de certa maneira, nos vemos nele. Albert é só mais um garoto oprimido. Mas poderia ser qualquer outra pessoa. Poderia ser você. Poderia ser eu.

       Nesse livro, você vai encontrar todas as respostas para as perguntas apontadas na introdução. Não deixe para amanhã para descobrir como termina a história de Albert (e também a sua, a nossa).

    SORTEIO

       Está rolando no nosso IG. Acesse a foto oficial clicando abaixo para ser direcionado até a página do sorteio. Basta curtir a foto, marcar três amigos e seguir!! Boa sorte aos participantes!

    sorteio de livro

    Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Goosebumps: Um Dia No Parque do Terror, R.L. Stine

    29 maio

    um dia no parque do terrorSinopse: A família de Lizzi queria ir ao Jardim Zoológico, mas acabou se perdendo. A sorte foi ter encontrado um outro parque de diversões superlegal: o Parque do Terror. As atrações são bem assustadoras. Um brinquedo mais amedrontador que o outro.editora fundamento Mas, de repente, coisas bizarras começam a acontecer, e o que era diversão se torna real demais…

    Terror Infanto Juvenil   |   96 páginas   |   Avaliação 4/5

       Lizzy, nossa narradora, embarca em uma viagem de carro com seus pais, seu irmão mais novo, Luke, e um amigo do irmão, Clay. O caminho até o Zoológico estava árduo. Se encontraram em uma estrada de terra onde não se via nada, para nenhum dos lados. Para surpresa de todos, uma placa revelando um parque de terror apareceu bem à vista de todos, e as crianças acabam convencendo seus pais a darem uma paradinha e depois continuar viagem.

    “Eu também achava que o Parque do Terror podia ser um lugar legal. Eu adorava lugares assustadores” (p.10). 

       Tudo era MESMO muito assustador. Além de brinquedos sinistros, haviam animais ariscos e funcionários mascarados e apavorantes. Os três se separaram de seus pais para curtir do jeito que quisesse o parque. A cada atração que iam, mais assustado ficavam. Luke estava determinado a não demonstrar medo, então fingia achar graça depois que todo mundo já tinha gritado. Mas Lizzy sabia que havia algo errado. Os brinquedos poderiam não ser uma brincadeira.

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    VIAGEM NO CAIXÃO. UM RELAXANTE PASSEIO PARA O TÚMULO.

    QUEDA LIVRE. O ÚNICO BUNGEE JUMP SEM CORDA.

    MUSEU DA GUILHOTINA. POR FAVOR, CUIDE DA SUA CABEÇA. 

    QUEBRADO. QUER DAR UMA VOLTA MESMO ASSIM?

       O leitor pode esperar por uma diversão completa (ou não). Como avisado na capa, só entre se tiver coragem. R.L. Stine traz mais uma história para juvenis de arrepiar! A série Goosebumps é uma boa pedida quando se trata de o conteúdo não ser tão forte, explícito e maquiavélico como os quais encontramos em outros do gênero. 

       A leitura se passa com rapidez. As páginas são curtinhas, então, dependendo da sua paciência (hahaha), dá para finalizá-lo no mesmo dia. Só posso dizer que desfrutei do livro. Gosto quando o gênero mistura adolescentes e passeios hehe (conheça JOGOS MACABROS, do mesmo autor. Tem essa misturinha também *.*) Pode acontecer qualquer coisa!

    Até mais!

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