Categoria: Resenhas

[Resenha] A Nova República, Lionel Shriver

20 maio

a nova republicaSinopse: Há anos um grupo separatista da região de Barba, em Portugal, explode bombas ao redor do mundo como estratégia para conseguir a sua independência. A comunidade internacional vive aterrorizada e a autodeterminação de Barba é um dos temas centrais da política mundial. A capital, Cinzeiro, abriga jornalistas de toda parte, entre eles o recém chegado Edgar Kellogg – advogado bem-sucedido que trocou a carreira em Nova York pelo entusiasmo e a imprevisibilidade do jornalismo. Hostilizado na infância por ser gordo, construiu uma_Intrínseca idolatria por personagens magnificentes. Quando lhe oferecem uma vaga de correspondente em Barba, península ficcional de Portugal onde surgiu um movimento terrorista, Edgar não hesita. Enviado para substituir o excepcional repórter desaparecido Barrington Saddler, o novato reconhece nesse homem grandioso a figura que deseja imitar. 

Ficção   |   384 páginas   |   Avaliação 5/5

   Esse, dentre os seis livros lançados no Brasil da autora, é o mais recente. Não por ordem de escrita, e sim por lançamento. Originalmente, A Nova República foi concluído em 1998, mas não publicado, pois, por abordar um assunto tão intrincado na época como terrorismo, a autora não conseguiu seduzir o público. Ainda mais depois dos atentados de 11 de setembro. O romance teve que ficar mais alguns anos na gaveta até, enfim, ser publicado em 2012. No Brasil, em 2015.

   O livro flui com a presença de Edgar Kellogg narrando em terceira pessoa. O homem estava em seus quarenta e poucos, tinha uma vida tranquila financeiramente trabalhando no ramo da advocacia e uma namorada. Ganhava muito bem, porém isso não era seu objetivo na vida. Queria ter emoção, viver uma aventura, se tornar admirado. Para isso, nem ao menos se importou em colocar na balança o que perderia se largasse tudo em busca de seu sonho. Logo, entrou em contato com um amigo da época da faculdade e este o indicou pra uma entrevista em um jornal, National Records. Aceitou por uma merreca o emprego de correspondente substituto. E sua primeira parada seria em Barba, uma península fictícia de Portugal onde a população é pobre, ingrata e alvo de atentados terroristas. As pessoas queriam mais era sair do lugar do que de fato irem para lá.

 “Não existe nenhuma “verdade” global lá fora. Só um punhado de pequenos fatos banais, dissociados” (p. 25).

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   Edgar foi obeso em sua juventude. Em um misto de raiva e frustração, obteve sucesso na perda de peso, entretanto, o trauma fora tanto que deixou algumas cicatrizes profundas em sua alma. Ele se criticava. Sua auto estima era tão diminuto, que qualquer pessoa era melhor do que ele. Por esse motivo, teve algumas fantasias onde, em sua cabeça, idolatrava um amigo da faculdade como se fosse seu ídolo. Qualquer um que aparentasse ser mais seguro que Kellog, era melhor que Kellog.

“Provavelmente, era mais interessante adorar que ser adorado, mais arrebatador, mais cativante e, de um modo ou de outro, muito menos assustador” (p. 375).

“Edgar reconheceu sua vida como um ato ininterrupto de redução” (p. 373).

   Chegando em Barba, conheceu seus companheiros de trabalho. Foi inundado por enaltecimentos dos colegas por Barrington. Tal homem era adorado ali. Bear, como era chamado, estava no cargo antes de Edgar cobrindo o movimento terrorista, e sumiu do nada. Ninguém sabe se havia fugido, sido estripado, assassinado… Acontece que Bear era endeusado aparentemente por (quase) todos ali. Com isso, Edgar sentiu o tamanho da influência que o homem exercia, e sem ao menos conhecê-lo, o invejou. Durante toda sua estadia, ele foi assombrado por seu fantasma. Até sua alucinação o intimidava.  

 “[…] se Barrington não o fizesse, parecia uma coisa sem graça” (p. 274).

   A casa em que hospedou era a mesma que Barrington havia ficado. Ali descobriu muita coisa, coisas as quais teria sido melhor se permanecessem escondidas. Fez Edgar tomar rumos que certamente se arrependeria mais tarde. O peso da culpa o encobriria, sem haver a possibilidade de voltar atrás. Péssimo para ele, mas excitante para os moradores de Barba.

 “Edgar saiu forta afora. Vum, o vento esbofetou no rosto, com o conhecimento certeiro de que, ao passar por aquela soleira, ele também havia cruzado um limite para o qual poderia ser difícil voltar” (p. 228).

“Naquela noite, muitos seriam os barbenses entediados que se alegrariam em segredo por estar finalmente acontecendo alguma coisa naquele lixo de Cinzeiro” (p. 356).

   Agora, o que eu achei? Pelo tamanho da resenha já deu pra perceber que gostei pouco hahah Quando a gente gosta, não tem como mesmo… Mais uma vez Lionel Shriver me intrigou. SEMPRE me descabelo enquanto leio seus livros. Esse foi o que teve a pegada mais leve, apesar do tema parecer “chato” e duvidoso. Sei que o assunto pode aparentar um tanto redundante para os fãs de leitura que preferem levar como hobbie, mas deem uma chance para a autora. Seus livros nos permite pensar. Não é uma escrita simples, mas também não é tão rebuscada. 

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   Imagino aqui comigo como posso convencer vocês de lerem… Ela é a autora de Precisamos Falar Sobre o Kevin, livro aclamado pela crítica. Até foi feito uma adaptação cinematográfica. Seu jeito inteligente de organizar pensamentos na escrita é de deixar a gente de boca aberta. Em todo livro ela faz sacadas geniais e os desfechos SEMPRE impressionam. Podem ter certeza de que o final nunca vai ser algo que vocês esperam.

Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha]: As Provações de Apolo – O Oráculo Oculto #1, Rick Riordan

    16 maio

    o oraculo ocultoSinopse: Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York. Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus. O problema é que isso não vai ser tão fácil. Apolo tem inimigos para todos os gostos: deuses_Intrínseca, monstros e até mortais. Com a ajuda de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha, e Percy Jackson, ele chega ao Acampamento Meio-Sangue em busca de ajuda, mas acaba se deparando com ainda mais problemas. 

    Fantasia/Aventura   |   320 páginas   |   Avaliação 5 / 5

     

       Essa, sem sombra de dúvidas, foi minha melhor leitura do ano de 2017! (por enquanto hahaha). Espero me impressionar muito ainda com os próximos que estão na minha TBR.

       Bom, para começar, vou logo dizendo que acompanho a saga de Percy desde O Ladrão de Raios, e tenho lido todos os lançamentos que se sucederam dentro desse universo. As Provações de Apolo é a terceira série de livros que diz respeito aos nossos queridos heróis, tanto gregos quanto romanos. O mais legal é que não precisa acompanhar desde o início para compreender o contexto. Imagina ter que ler os 10 (!!!!) livros anteriores para poder ler As Provações de Apolo? Se bem que eu acho que vocês iriam curtir. Sei que a quantidade assusta, mas os livros são tão empolgantes que valem a pena! Além disso, é muito legal a questão das referências entre um livro e outro. Vamos falar sobre Apolo agora porque é isso que interessa hahah Vocês irão entender o porquê dele ter sido uma das melhores leituras. O que merece destaque nesse livro é essa narrativa fluída que o tio Rick, mais uma vez, criou e não decepcionou! O humor, que não vai te deixar na mão, e também a transformação do deus. Tiro o chapéu. Foi incrível!

       Quem acompanha a saga de Percy desde o início conhece a fama do deus Apolo. É um dos mais lindos, mas também o mais irritante, mesquinho, narcisista, fresco , orgulhoso, entre outras características semelhantes. Chega até a parecer inocente diante de tanta cegueira acerca de si mesmo; de que é maravilhoso e todos o devam adorá-lo. Enfim, em O Sangue do Olimpo (o que antecede O Oráculo Oculto, da série Os Heróis do Olimpo), aconteceu uma guerra entre os heróis grego e romanos contra Gaia e seus titãs. Apolo levou culpa por ter ajudado Gaia em seu renascimento, então Zeus, como castigo, transformou o deus na coisa que ele mais abominava, na figura mais imperfeita de todas: o de ser humano. Com isso, Apolo terá que passar por várias provações a fim de demonstrar a Zeus que é digno de ser um deus, para então seu pai conceder-lhe a forma divina novamente. 

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       ” Mas de uma coisa eu tinha certeza: minha punição fora injusta. Zeus precisava botar a culpa em alguém, e claro que escolheria o deus mais bonito, talentoso e popular do Panteão: eu ” (p. 10).

       Com isso, é assim que as coisas começam a ficar engraçadas. Como eu disse, Apolo é um bocado narcisista, o que o fará entrar em contradição com suas condições humanas. Suas reclamações não são chatas (um pouquinho), são hilárias! De tanto que é fresco, ele solta cada pérola que não tem outro jeito a não ser rir dele. O livro ainda quebra a 3º parede (o que faz o narrador se comunica com o leitor). Tinha hora que eu parava e pensava “Menos, Apolo. Beeeem menos” hahaha

    ” Por algum motivo, os biscoitos eram azuis, e o cheiro era divino. Posso dizer isso porque eu sou divino ” (p. 45).

       As citações também com celebridades, filmes ou livros famosos vai te deixar com saudades do Apolo recém transformado em humano porque, inegavelmente, toda livro pede um crescimento, tanto da narrativa quando dos personagens, e isso vai acontecer com Apolo. A transformação dele, lá do início da obra, para quando o deus está sendo provado em sua primeira missão (indo para a conclusão do livro) é incrível! Seu amadurecimento acontece tão naturalmente… Você consegue perceber que não tem um tipo de quebra na narrativa, tudo é bem espontâneo, fluído. Impossível o leitor acompanhar esse desenvolvimento e não ficar de boca aberta. Lester Papadopoulos, nome humano de Apolo, se tornará um garoto incrivelmente astuto e, apesar de todas as pulgas atrás da orelha que eu tinha, ele se mostrará preocupado com o bem do próximo e não medirá esforços para salvar a vida de quem ele ama.

       “ – As coisas nem sempre precisam terminar da mesma maneira, Apolo. Essa é a parte doa de ser humano. Nós só temos uma vida, mas podemos escolher que tipo de história queremos ter” (p. 291).

       Espero que eu tenha conseguido transmitir um pouco do tantão que gostei do livro. É uma fantasia com toques de humor e drama recheado com personagens que adoramos. Se você gosta tanto de Percy como eu e se apaixonou também pela legião de heróis gregos e romanos, essa nova saga de Rick Riordan vai te fazer matar a saudade. Ainda teremos mais quatro lançamentos confirmados pela frente. Neste aqui, por mais que o foco tenha sido em Apolo e as aparições dos outros personagens tenham sido curtas, existem várias deixas que indicarão que haverá interações MUITO em breve com todo esse pessoal que a gente não consegue desapegar <3

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    Até a próxima!

  • Categorias: Ação e Aventura, Resenhas
  • [Resenha|ATUALIZAÇÃO 11/08/17] Leia Online ou Baixe 79 Park Avenue, Harold Robbins

    8 maio

    79 park avenue resenhaSinopse: Uma investigação sobre a elegante agência de modelos na Park Avenue, em Nova York, revela que por trás daquela fachada, lindas jovens eram levadas à prostituição e exploradas por um sindicato de gangsters. Na direção da agência está Maryann Flood, a inesquecível call-girl com um código de ética que a violência do padrasto, o reformatório e a vida na prostituição não haviam transformado num ser humano de segunda classe. Levada aologo nova cultural banco dos réus no Tribunal do Júri, Maryann vive uma estranha contradição: deseja sucesso à acusação, pois Mike Keyes, o Promotor, foi o único homem a quem amou em toda vida.

     

    Drama/Romance   |   310 páginas   |   Avaliação   2 / 5

       Minha mãe leu esse livro em 1987 e desde então ele ficou guardado. Enquanto estava organizando meus livros, o encontrei e resolvi que um dia leria. Ela disse que se parecia muito com Sidney Sheldon, e até achei algumas resenhas onde as pessoas diziam a mesma coisa. Acontece que, na minha humilde opinião, 79 Park Avenue poderia ter ficado na gaveta.

       Li que esse livro tinha um quê de Sheldon só que mais ousado, e gente, isso não faz sentido algum. Por mais que a sinopse seja instigante e provocadora devido a seus temas polêmicos, o considero bem fraco. Os diálogos não form sujos, agressivos ou marcantes, não teve nenhuma cena de sexo e tampouco um andamento na proposta do livro. Essas são umas das marcas nas obras de Sidney Sheldon. 

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       A proposta que a trama fundamenta é a expectativa de uma audiência a qual Maryann Flood está sendo acusada de orquestrar e proteger um esquema de prostituição de jovens garotas. Acontece que, para ela ter chegado até ali, ocorreram inúmeros fatores em sua vida, então o autor  volta desde sua adolescência a fim de explicar toda sua trajetória dentro do mundo da prostituição. O curioso é que o leitor vai descobrir que não foi escolha dela estar na direção de todo esquema, o que até provocará um leve sentimento de comiseração em relação a Maryann.

       O julgamento já está a caminho, mas o mesmo não tem desenvolvimento. Durante o livro inteiro nós somos guiados ao passado da mulher. Quando garota, Maryann só tinha sua mãe e um padrasto canalha. Ela o provocava bastante, pois somente a sua mãe trabalhava para poder sustentar os três. A garota era descrita como extremamente bela, o que a possibilitou de tirar certas vantagens de homens ricos. Diante de todos os olhares que ela tinha, só um a interessava: o de Mike Keyes. Desde que se conheceram, ele fora o primeiro homem que a enxergou como quem verdadeiramente era. Uma mulher que desejava o mesmo que qualquer outra. Família, lar e tranquilidade. A viu desprovida de todo luxo que a encobertava. Viu seu coração. O mais doloroso era que o homem exercia a profissão de advocacia e era ele quem a acusava.

    “Sentia, porém, que precisara mais de mim nessa época do que em qualquer outra de sua vida. E minha conclusão única era de que eu lhe havia falhado” (P. 150).

       Entretanto, o romance entre eles sempre fora muito conturbado. Ross, um amigo de longa data, tinha uma paixão louca por Maryann, o que causou grandes problemas para ela, pois, por mais que quisesse seguir seus caminhos, o homem a perseguia. Não vou defende-la também. Ela fez muitas coisas idiotas e poderia ter trilhado caminhos diferentes, mas para tudo tem uma escolha e suas escolhas não foram tão louváveis, por mais que seu passado tenha realmente sido difícil.

    ” – Você é o tipo de problema que eu gosto” (P. 193).

       Nenhum personagem me deixou realmente entusiasmada. Só o Mike, que foi a melhor pessoa do livro. Uma pena que as cenas em que ele aparecia foram poucas. Nas demais, eram sempre com Maryann. Os capítulos não são tão longos, fluem bem rápidos, apesar de não germinar aquela inquietação que faz nós leitores nos animarmos de abrir um livro. No mais, o considero bem fraco mesmo. Quando o autor termina de expor a caminhada da vida da mulher até o momento em que ela se encontra como réu, o livro basicamente termina. Ou seja, temos uma conclusão acerca de seu julgamento, mas o tempo todinho que percorre a obra é o passado. Então, basicamente, o porquê da obra é assimilar os fatos passados para entender a razão de Maryann Flood ter sido presa. Não espere um mistério astuto.

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       Estava procurando na net mais sobre o livro e percebi que o mesmo não estava disponível nos sites de compras online e busquei essa outra opção. No link acima você pode BAIXAR ou ler ONLINE mesmo. Espero ter ajudado!

    Até a próxima <3

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • Opinando Sobre: Os Segredos de Colin Bridgerton, Julia Quinn #4

    1 maio

    os segredos de colin bridgerton capaSinopse: Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso deeditora-arqueiro humor afiado e de uma beleza incomum. Quando fica sabendo que ela também guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.

    Romance de época   |   336 páginas   |   Avaliação 4 / 5

    Vale a Pena? 

       Mais um romance de Julia Quinn que diz respeito a uma das famílias mais amadas dos últimos tempos: os Bridgertons! Quem hoje não conhece esses irmãos, não sabe o que está perdendo! Eles me fizeram amar o romance de época, ter outra visão acerca do gênero. Como experiência pessoal, devo dizer que, se você quer dar espaço a novos tipos de leitura e não sabe por onde começar, comece pelos Bridgertons. Para uma amante de terror/drama, a série impressiona fácil! Quando você menos esperar, já vai estar completando a coleção! E claro, não é enjoativo ler um atrás do outro, afinal, são 9 livros no total. Mas, para dar aquela quebrada, é legal intercalar outros livros dentro do rumo de leitura dos 9 queridinhos rsrs. 

       Com Os Segredos de Colin Bridgerton não foi diferente. Ele é o quarto livro e ainda não me cansei dessa família (oh god!!). É isso, gente. Não sei se tem como enjoar. Eles são tão amáveis e tem cada personalidade… Nesse volume, nós conhecemos mais sobre a vida de Colin e, claro, Penelope. A gordinha apagada a qual ninguém se interessava. É óbvio que aqui ela tem seus destaques e, como todo “viveram felizes para sempre“, ela encontra seu cavalheiro encantado. Vocês nem imaginam quem seja, não é? hahah 

    “No fundo, ela sabia quem era: uma garota inteligente, generosa e muitas vezes até mesmo engraçada, mas, de alguma forma, sua personalidade sempre se perdia em algum lugar a caminho da boca e ela acabava dizendo a coisa errada ou – o que era mais comum – nada” (p. 12).

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       Não estou me aprofundando porque não há uma pessoa que já não tenha lido sobre a série e imagino que devam estar um pouco cansados de baterem na mesma tecla. Mas gente, o que não posso deixar de falar é que esse quarto volume está tão maravilhoso quanto os outros, só não dei nota máxima porque meu favorito continua sendo o segundo livro, O Visconde Que Me Amava <3

       Se você já leu, não está perdendo nada haha Mas se você ainda não leu, dê uma chance a Julia Quinn, independente do seu estilo favorito de leitura. Está a fim de se impressionar? Levar um tapa na cara e um “nunca te falaram pra não julgarem pelas aparências?”. Então, meio que foi isso que aconteceu comigo. Não dava nada para romances de época, e a autora me mudou. Sou bem mais receptiva hoje em relação ao gênero. 

       Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • Em Algum Lugar nas Estrelas, Clare Vanderpool – Vale a Pena?

    25 abr

    em algum lugar nas estrelasSinopse: É um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de suadarkside logo genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

    Fantasia/Aventura   |   288 páginas   |   Avaliação 3 / 5

       Jack é um menino assombrado pela dor da perda de sua mãe. A mulher era seu universo, e vê-la partir causou vários danos em seu coração. Seu pai, quem não tinha muito contato, acabou levando-o para um orfanato e lá foi onde conheceu Early Aden, um garotinho doce e sensível ao mundo ao seu redor. 

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    ” – Somos parte da mesma constelação, seu pai e eu – ela dissera naquele dia – Só que ela não está em nenhum livro. […] Ouvir minha mãe era como ler poesia. Eu tinha que alargar a mente para entender o que ela queria dizer. E mesmo quando entendia, de vez em quando eu tentava resistir, não absorver o significado” (p. 48).

       Early, apesar de não citar em parte alguma durante a narrativa, é autista. Explica a autora, nas considerações finais do livro, que o termo não era comum na época. Isso faz com que o garoto apresente certos “dons”. Ele é mais abrigado em sua própria mente, e enxerga coisas que quase ninguém vê ou se importa o bastante para compreender, como, por exemplo, a morte de seu irmão, Fisher. Ele tem provas contra a veracidade do fato, então resolve sair em uma busca de Fisher. De algum modo, Early associa a vida de seu irmão com os números de Pi. Acreditava que cada número contava um momento da história de Fisher.

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    “Era assim que as coisas funcionavam com Early. Ele podia ter a mesma informação que todo mundo tinha, mas, para ele, o significado era diferente. Ele via o que ninguém mais percebia” (p. 248).

       Com a aproximação a Early, Jack não pôde deixar seu amigo ir a uma procura suicida, e foi junto. Com o tempo, foi percebendo que havia muito mais do que os olhos podiam ver. Nessa viagem eles se deparam com piratas, ursos e pessoas incomuns.

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    “Não tinha certeza de que Early sabia para onde íamos, mas eu estava ali e iria com ele até o fim” (p. 112).

       Sendo bem sincera, o que me atraiu foi a capa. Se você não comprou um livro pela capa não sabe o que é agir por impulso hahahah Se a cover é assim tão maravilhosa (a capa mais linda da minha estante <3), imagine a história por dentro dela! *.* Pois é, pensei desse modo. Quem nunca? Mas isso não aconteceu por aqui. Me apaixonei pelos garotinhos, pela relação entre mãe e filho de Jack e pela escrita. E só. O ambiente promete muito. A época em que se passa a narrativa (Segunda Guerra Mundial) dá aquele gostinho de quero mais, o mesmo quando li A Menina Que Roubava Livros, porém o cenário temporal vai se estender somente como algo secundário e totalmente descartável. A história poderia ter acontecido em outra época e mesmo assim daria para contá-la sem problema algum, só fazer uns reparinhos aqui e lá. 

       Quero destacar a escrita novamente porque ela é simplesmente magnífica! Em determinados momentos, a autora descrevia situações que nem eram pra tanto, mas o modo como a Clare posicionou os ocorridos é o que fez toda diferença!

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    “Minha mãe era como a areia. Do tipo que o esquenta na praia quando você sai da água tremendo de frio. […] Ela também era como a areia que os arqueólogos escavam. Camadas e camadas de areia mantiveram os ossos dos dinossauros juntos por milhões de anos. E por mais que a areia fosse quente, árida e simples, os cientistas agradeciam por ela, porque sem a areia para manter os ossos no lugar, tudo teria se espalhado. Tudo teria desmoronado” (p. 26).

    “Minha mãe tinha razão. Nossas vidas são todas entrelaçadas. É só uma questão de ligar os pontos. Continuo esperando que ela apareça em algum lugar dessa história” (p. 275).

    Até a próxima!

     

  • Categorias: Ação e Aventura, Resenhas
  • [Resenha] Joyland, Stephen King

    18 abr

    joylandSinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecersuma de letras logo — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

    Drama   |   240 páginas   |   Avaliação 3/5

    “As pessoas pensam que o primeiro amor é fofo e que fica ainda mais fofo depois que passa. (…) No entanto, essa primeira mágoa é sempre a mais dolorosa, a que demora mais para cicatrizar e a que deixa a cicatriz mais visível. O que há de fofo nisso?”

       Um garoto com o coração partido chamado Devin Jones é o narrador de Joyland. Ele é um aspirante a escritor e estuda na mesma universidade da garota a qual despedaçou seu coração, Wendy. Com a chegada das férias, Devin decide se candidatar a uma vaga para trabalhar no parque de diversões Joyland. A princípio, seu plano era permanecer lá somente durante as férias de verão, mas depois que Wendy terminou com ele, o garoto repensou na opção de ficar por lá no parque por mais tempo.

    “No verão de 1973, a ideia de amar qualquer outra pessoa que não fosse Wendy Keegan parecia totalmente impossível para mim.”

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    Não demorou muito para realmente gostar daquela rotina. Mas, no fundo, sentia que havia algo errado naquele lugar. Não era nenhum segredo que um dos brinquedos chamado Horror House era assombrado, pois haviam boatos de que o fantasma da garota que tinha sido assassinada anos atrás nesse brinquedo ainda estava por lá. Seu nome era Linda Gray. O mistério de sua morte não nunca foi descoberto. Não satisfeito com a história, Devin, com a ajuda de sua amiga, garota hollywood Erin, investiga a fundo as lacunas abertas dessa incógnita.

    “Algumas pessoas escondem suas verdadeiras personalidades querido. Às vezes, dá pra perceber que estão usando máscaras, mas nem sempre. Até pessoas com intuições poderosas podem ser enganadas.”

       Joyland desata a perspectiva de que monstros ou fantasmas não são necessários para se construir o mal na história. Pode parecer que até não seja um livro do Stephen King. E pode ser que você tenha pensado a mesma coisa. A meu ver, o autor conseguiu mais uma vez nos conduzir em seu universo. Todos os capítulos têm doses perfeitas para nos deixar abismados e grudados junto ao livro até ele terminar.

    Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Terror e Suspense
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