Categoria: Resenhas

[Resenha] Um Perfeito Cavalheiro, Julia Quinn #3

15 mar

Um Perfeito Cavalheiro livroSinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois.editora-arqueiro Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível.

Romance de Época   |   304 páginas   |   Avaliação 3/5

   Nessa incrível sequência, conhecemos mais um Bridgerton: Benedict. Com um sobrenome de peso, grandiosa fortuna e dono de um incrível sorriso, o cavalheiro é um dos mais cobiçados solteirões, assim também como alvo fácil para as mães de filhas também solteiras. Entretanto, nenhuma delas o interessava tanto quanto uma bela dama que habitava em suas memórias.

   Aconteceu de Benedict avistar uma mulher em um baile de máscaras e não houve dúvidas, se apaixonou a primeira vista (tenho lá minhas dúvidas quanto a esse amor que bate e olho e BAM!, sabe? Ainda mais nessa situação, onde todos estavam com os rostos cobertos). 

“Ao longo dos últimos dois anos, a lembrança de Benedict Bridgerton havia sido a luz mais brilhante em sua vida sombria e triste” (p. 86).

   A moça era (tcha ra rammm! Acalma o coração, pois não é spoiler haha) Sophie Beckett. Fica claro para o leitor desde o início a identidade dessa nossa “Cinderela”. Dos poucos instantes que Benedict esteve com a moça, teve a certeza de que era ela A mulher. Aquela que poderia facilmente chamá-la de sua esposa. Mas como tudo não é um mar de rosas, Sophie teve de deixar o baile mais cedo e Benedict nunca mais a veria. Não teria nem como procurá-la, pois não havia visto seu rosto. Aquilo o assombra por anos.

um perfeito cavalheiro

   Passados três longos anos após o ocorrido, a vida dele e a de Sophie se cruzam, mas não como em um conto de fadas. Ela era pobre e trabalhava para uma casa de um senhor rico. Alguns homens a estava azarando em uma ala afastada durante uma social na residência, Benedict estava lá e a defendeu. Por obra do destino, convidou a moça para trabalhar para ele. Como um cavalheiro, não poderia deixá-la sofrer em mãos erradas.

   Antes de chegarem até a cidade, tiveram que parar em um chalá particular do senhor Bridgerton por conta do mal tempo. Aqueles dias foram mágicos! Sophie sabia de quem se tratava. Ele era parte de seus sonhos, a única parte de suas lembranças que trazia felicidade e conforto. Ao mesmo tempo em que ansiava em lhe dizer que ela era a moça que o conheceu no baile, lhe partia o coração pensar que Benedict nunca teria nada com ela, uma criada.

“Tratou-a como uma mulher, não como uma criada qualquer, e, até aquele exato instante, ela não se dera conta de quanto sentia falta de ser tratada como uma pessoa” (p. 142).

   Os dias no chalé foi a parte mais engraçada e divertida, no meu ponto de vista. Diferentemente dos dois volumes anteriores, os quais me pegava rindo e sorrindo a toa, Um Perfeito Cavalheiro agrega um teor mais dramático, chegando ao ponto do coração ficar apertado algumas vezes. A razão disso é justamente a trajetória de vida da garota. Quando muito nova, perdeu tudo o que tinha e foi jogada nas garras de uma madrasta que carregava puro ódio em seu coração. 

   O interessante é que, como o livro é uma releitura de Cinderela, sabemos ao certo o que esperar dele. E, obviamente, como a autora é nada mais nada menos que a nossa queridinha (<3) Julia Quinn, finais felizes são certeiros!

   Recomendo essa aventura desse irmão Bridgerton. A razão da minha nota não ter sido máxima como as que eu avaliei nos dois livros anteriores é porque gostei muito mais do clima clichezão de água com açúcar, aquelas bem humoradas que deixa a gente flutuando hahaha E, queridos leitores (baixou a Lady Whistledown agora), devo lhe dizer que esta blogueira amoleceu o coração e a culpa é totalmente, completamente, impetuosamente de Julia Quinn.

Até a próxima!

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  • [Resenha] The Kiss of Deception – Vol 1, Mary E. Pearson

    6 mar

    the kiss of deception resenhaSinopse: Plante ilusões e você colherá do mundo grandes decepções. A força feminina é a grande estrela neste romance de Mary E. Pearson. Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas, menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? O primeiro
     volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma darkside logomagnífica. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo.

    Distopia/Romance   |   418 páginas   |   Avaliação 4/5

    Estou numa fase de ignorar esses livros de fantasia/aventura, de tanto que li e comecei a me aventurar em romances de época (coisa que eu nunca poderia imaginas, mas acabei conhecendo os Bridgertons e sabe como é, né… Aconteceu 🙂 ), mas, meu amigo, quanto bafafá que rolou acerca de The Kiss Of Deception, hein? E além do mais, tem essa capa dura maravilhosa com um mapa por dentro. AIII, Darkside, assim você me mata *.* (e me falir também hahaha).

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     A história é narrada em primeira pessoa através de Lia, a princesa do reino mais poderoso daquelas terras. A aventura começa quando ela se dá conta de que vai se casar para fortalecer alianças entre os povos. Por mais que isso acarrete sua morte, Lia seguiu em frente com seu plano e fugiu dali com a ajuda e companhia de sua amiga, Pauline.

    “Durante minha vida toda sonhei com alguém me amando pelo que eu era. Por quem eu era. Não por ser a filha de um rei. Não por ser a Primeira Filha. Apenas por mim. E, com certeza, não porque um pedaço de papel ordenava isso” (p. 160).

     A partir do mapa encontrado no livro, o leitor pode se orientar pelas passagens. As duas não foram muito longe daquelas fronteiras e acabaram em uma estalagem. Ali conseguiram um emprego. Lia esperava passar sua vida tranquila, porém, cá entre nós, a filha do rei realmente espera não ser encontrada? Claro que imaginou tropas a sua procura, mas mesmo assim achou que poderia escapar deles. É claro que o que ela pensou estava errado. Seria muito fácil. Ainda mais que as duas não estavam assim tão longe de sua terra natal. É aqui que conhecemos o Príncipe e o Assassino.

    “Talvez houvesse centenas de formas diferentes de se apaixonar” (p. 201). 

     Eles dois têm o mesmo objetivo: encontrar a princesa, o que difere é o que cada um vai aprontar com ela depois que a encontrasse. Os capítulos não possuem o nome de cada um, de modo que fica confuso determinar de incício quem é quem, mas não se preocupe que com o tempo vai tudo se encaixando. Basta prestar um pouquinho de atenção 😉

    “Pode-se levar anos para se moldar um sonho, mas é preciso apenas uma fração de segundo para despedaçá-lo” (p. 244).

     Meus mais sinceros PARABÉNS para a Mary. Nossa, mulher, que escrita deliciosa! Em pouco tempo já tinha devorado o livro (eu achava né? hahaha Claro que demorei um pouquinho, mas quando o trem tá bom a gente que não vê o tempo passar). Fiquei muito feliz com a minha aquisição e já decidi que quero acompanhar Lia até o final!

    the kiss of deception

       Os pontos que mais me incomodou foi ter me encantado com aquele mapa MARAVILHOSO e a autora não ter explorado quase nada 🙁 Como eu queria ter viajado e conhecido mais sobre os lugares ali mencionados. MAAAAS não estou tão frustrada porque esse ainda é só o primeiro da saga. Quem sabe o que mais vem por aí, né? #Ansiooooosa

       E outra coisinha: um pouco de encheção de linguiça. Gente, sério, a Lia passou um tempãããão encravada lá na estalagem. Tinha algumas situações que eu nem sabia o porquê de estar lendo. Simplesmente poderiam ter sido excluídas que não fariam diferença nenhuma. Mas tá ok. O que salvou foi a escrita gostosa dela (olha eu falando mais uma vez ahhaha) e nenhum pouco cansativa.

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       Eu não poderia finalizar sem falar sobre os crush, né? Lá vai: Team Kaden e Team Rafe. Olha, acho que é a primeira vez que não fico tão divida. Nenhum dos dois me conquistou. Deu pra conhecê-los legal durante a leitura, só que não rolou aquela preferência. Pra mim os dois tiveram sua qualidades e defeitos.

    “Eu estava fazendo exatamente o que ele faria se estivesse no meu lugar: tentando sobreviver” (p. 321). 

     Ahhhh, eu amei também o fato do livro conter citações de um livro fictício que existe dentro daquele mundo. Amo, amo amo!

    Até a próxima!!!!

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  • [Resenha] Métrica, Colleen Hoover

    13 fev

    metrica livroSinopse: O romance de estreia de Colleen Hoover, autora que viria a figurar na lista de best sellers do New York Times, apresenta uma família devastada por uma morte repentina. Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la comogalera-record ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.

     

    Drama   |   304 páginas   |   Avaliação 2/5

       Nunca tinha lido Colleen Hoover, mas já tinha um tempo que queria porque as críticas são muito positivas. Então, através de resenhas, escolhi Métrica como o primeirão! (hehe) Precisava saber o que fazia desse livro tão maravilhoso. Claro que eu não esperava que ele fosse perfeito, mas pelo menos tivesse algo que me deixasse pensando “Puxa, essa mulher é mesmo fantástica mesmo!”. Infelizmente não foi bem assim 🙁 Aprecio sua escrita (que por sinal é muito agradável!), só que… sabe aquele livro que você não engole? Quando você não consegue gostar dos personagens principais? (cara, como isso é ruim) Quando os diálogos são meio chatos? E quando dá aquela impressão que a autora tá forçando uma barrinha em algumas situações?

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       Layken tem apenas 18 anos, mas a julgar pelos pesares da vida, parecia ter muito mais. Seu pai acabou falecendo deixando um buraco enorme e vazio dentro dela. Tão profundo que a deixou sensível demais. É um exagero, mas parecia que em todo capítulo ela chorava por alguma coisa. Seja por tristeza, seja por felicidade. 

    metrica resenha

       Ela, seu irmão caçula e sua mãe acabam de se mudar e já fazem amizade com os vizinhos: Will e seu irmão mais novo. A intensidade em que o clima entre Laken e Will crescia era tamanha que em pouquíssimo tempo (três dias!) os dois se apaixonaram perdidamente.

    “Não estou compreendendo esta ligação que sinto entre nós. Tudo parece tão rápido” (p. 57).

       Algo totalmente inesperado cruza o caminho deles e então os pombinhos se veem obrigados e viverem um romance tipo Romeo e Julieta, proibido. Claro que o motivo é consistente, entretanto, o ponto de medo e nervoso o qual eles sentiam da situação era gigante, deixando-os muito desconfortáveis. 

    “[…] a pessoa passa por cinco fases de luto ao perder um ente querido: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação” (p. 124). 

       Já vou me explicar. Você que é fã do livro, não me odeie (hahahaha). Bom, vou começar falando sobre a relação Laken/Will (o foco todinho é mais concentrado nos dois e nas poesias) Não sei vocês, mas o que me deixa mais atraída em romances é quando vou vendo umas pitadinhas aqui, outras ali até então a fagulha acender e os mocinhos cederem. Essa coisa de romance a primeira vista não funciona comigo. BUT, vamos lá, se os dois se atraem a primeira vista, tá OK. O que NÃO rola é parecer que eles já estão jurando amor eterno em menos de 50 páginas! Não gostei nem um pouco disso.  Os dois mal se conhecem e tudo acontece em três dias. Já se amam em apenas três dias! Depois eles percebem que não podem ficar juntos e blá blá e então passam o livro inteiro nesse lenga lenga (mais por parte dele, é? Porque aqui, o Will é muito bunda mole, misericórdia) de amor proibido. Gente, me desculpe, não consegui lidar com eles. 

       Tentei compreender a situação dos dois. Eles são forçados pelo destino a amadurecerem mais rápido, só que tá na cara que eles não conseguem. O que eles sentem um pelo outro é tão forte que isso resulta em um monte de desentendimentos entre os dois, choro, motivos fracos de discussões… Enfim, só posso concluir que no final do livro eles acabam encontrando a si mesmos, o que me deixou mais aliviada em pensar que pelo menos alguma coisa que eu queria deu certo no livro. Pra não dizer que só falei mal (não me julguem hahaha), Métrica tem um grande potencial, pois senão não fez e estaria fazendo tanto sucesso. Só não senti essas fagulhas cintilantes como tanto resenham por aí. E, claro, se tivesse achado tão ruim assim, nem teria perdido meu tempo finalizando-o. Com certeza não! 

       Esse foi o ponto que mais me incomodou. Vocês também não gostaram de Métrica? Se sim, conta aí! Ou gostaram? Qual a opinião de vocês?

    Beijos e até a próxima!!!

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  • [Resenha] Amor Verdadeiro, Jude Deveraux

    6 fev

    amor-verdadeiroSinopse: Quando Alix Madsen está terminando a faculdade de arquitetura, Addy Kingsley, amiga de seus pais, morre. No testamento, a mulher estipula que a jovem tem direito a viver por um ano em sua encantadora casa do século XIX na ilha de Nantucket (Massachusetts), EUA. Ao chegar na propriedade dos Kingsley, percebe que não é má ideia passar uma temporada ali. Além de o lugar ser um sonho para qualquer arquiteto, ela conviverá com o charmoso Jared Montgomery Kingsley, dono de um dos mais importantes escritórios de arquitetura do país e sobrinho-neto de Addy, portanto, herdeiro natural da casa. O que Alix não imaginava era que tia Addy tinha um propósito muito específico essencia-planetapara ela quando a colocou naquele lugar: solucionar o desaparecimento de Valentina, uma das mulheres da família Kingsley, ocorrido cerca de dois séculos antes. 

    Romance/Sobrenatural  |  464 páginas  |  Avaliação 3 / 5

       Nuntucket fica em Massachusetts, uma ilha e foi palco de uma grande tragédia. A casa dos Kingsley foi o principal cenário do mistério. Caleb Kingsley, um antigo dono, morrera aos 33 anos de idade já fazia duzentos anos, e ainda continuava com a mesma aparência. Sim, ele é um fantasma, mas somente os homens da família chamados Jared Montgomery podiam enxerga-lo, além de outras poucas exceções, como a tia Addy, última dona da casa. Os filhos da família recebiam esse mesmo nome juntamente a um número a fim de indicar a sua geração.

       A tia Addy acabou falecendo deixando em seu testamento um último pedido: hospedar Alix Madsen, uma amiga da família, na sua casa durante um ano para que ela pudesse desvendar o que aconteceu entre Caleb e sua amada Valentina. Ao que tudo indicava, o fantasma estava preso ali porque, enquanto viva, Valentina havia sumido sem deixar nenhuma pista.

      “Ele tinha até 23 de junho, apenas algumas semanas, para descobrir o que havia acontecido com a mulher a quem amava tanto que nem a morte poderia separá-los.” P. 15-16

       Trazendo Alix até a casa poderia ser uma oportunidade para resolver todo esse mistério. Ela aceitou, mas o problema era que a garota não sabia o porquê do convite, somente concordou em ir porque sabia que Jared Montgomery (desta geração) ia muito para a casa na ilha descansar (ele morava em Nova York) e queria encontra-lo, pois, sendo estudante de arquitetura e Jared um famoso arquiteto (e incrivelmente bonito), viu uma oportunidade de aprender com ele.

      “Se eu tivesse permanecido com Valentina, nada disso teria acontecido […].” P. 351

       Alix e sua mãe Victoria iam sempre para a ilha quando a garota era menor. Enquanto passavam os dias lá, tia Addy percebeu que a pequena Alix falava com os ventos, por isso suspeitou de que ela conseguia também ver Caleb.

       Em meio a toda essa confusão, Alix, sem ter a consciência de que iria até lá para conversar com fantasmas, só tinha olhos para seus trabalhos de arquitetura e Jared Montgomery, que antes era um ídolo, acabou se tornando uma pessoa simples, normal. Ela enxergou o ser humano por trás de todo glamour da fama do homem. Um sentimento parecido foi também despertado em Jared. As mulheres com as quais se relacionavam eram elegantes, finas e ricas. Ele percebia que as mesmas buscavam mais status do que de fato o amor verdadeiro.

    amor-verdadeiro-resenha

       Amor Verdadeiro é narrado em terceira pessoa e prende com facilidade o leitor. Posso admitir que até eu encontrei dificuldade em assimilar tudo de uma vez ao ler a sinopse ou resenhas sobre o livro, mas isso não causa problema, pois o leitor vai se familiarizando com todos os segmentos da narrativa a medida que a história se sucede.

       O enredo não me cativou completamente de início, mas a leitura é muito gostosa. A autora soube criar expectativas que são atendidas. Tudo vai se encaixar no final. Acho interessante destacar que o livro precisava ser dividido em partes I e II, pois no primeiro momento da narrativa, tudo envolvia o desenrolar do romance entre Jared e Alix, somente após essa conciliação o segmento da história que envolve o mistério entre Caleb e Valentina é aprofundado.

    “Por um momento, os olhares de ambos se cruzaram, e pareceu a ela que centelhas lhe percorreram o corpo.” P. 141

       Um ponto negativo que me incomodou muito foi a capa, onde há um casal loiro de abraçando, sendo que os principais têm na verdade cabelo castanho e ruivo.

       Pelo mais e pelo menos, eu recomendo esse livro se você está a fim de ler um romance com uma pegada sobrenatural, mas sem aquele tipo de tensão muito “mágica” proporcionada pelas fantasias. Como a história se desenvolve em uma ilha, o clima é muito gostoso. Temos direito a passeios pelas praias, pelas ruas durante a manhã, quando o ventinho ainda é gelado, e também idas e vindas a casas de velhos amigos. Garanto risadas!

    Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] O Guardião de Memórias, Kim Edwards

    19 jan

    o-guardiao-de-memoriasSinopse: Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down. Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte – ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama deeditora-arqueiro segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar.

    Drama  |  368 páginas  |  Avaliação 2/5

       O Guardião de Memórias nos conduz a um assunto delicado; todas as suas fichas apostadas nele são como sendo um livro que faz chorar. A trama é extremamente leve, sem muitos confrontos, o que pode gerar certa monotonia em alguns momentos. Suas páginas retratam o cotidiano dos personagens. Não é uma leitura simples e nem aconselhável para todas as idades, por isso certifique-se se o livro bate de encontro com o que você procura.

    “(…) sua mentira a fizera sofrer de uma maneira que ele nunca havia imaginado nem pretendido.”

       David e Norah se casaram pouco tempo depois de se conhecerem. A moça estava esperando um bebê. O tempo lá fora era totalmente desfavorável, mas como o caso era de extrema urgência, o casal saiu de casa a fim de cumprir o parto. O próprio marido que teve de realizá-lo, mesmo sendo apenas um ortopedista.o-guardiao-de-memorias-livro

       Foi uma noite de intensa alegria… e tristeza. Quando o homem viu que haviam nascido gêmeos, sendo que a menina era portadora de síndrome de down e o menino não, entregou a bebezinha para Caroline, sua enfermeira, dando ordens de que a levasse até uma instituição e a deixasse por lá. Esta, porém, sentiu empatia pelo neném, o que a levou a cuidar dele como se fosse seu.

       Estamos falando sobre uma história que se deu início no ano de 1964. David Henry explica que a garota sofreria de sérios problemas no coração e acabaria não sobrevivendo por muito tempo. Por isso queria poupar sofrimento. Mas a história que contou para sua esposa fora que a menina havia falecido. Ela, inconsciente após o parto, acreditou na versão do marido. Depois disso a mulher nunca mais foi a mesma.

       O tempo não parava, e quanto mais ele passava, menos Norah se esquecia da morte da filha. Havia um buraco em sua vida que só poderia ser preenchido pela garotinha. Diante disso, muitos problemas surgiram com a ausência da mesma; aquela que deveria estar ao lado dela desde o nascimento.

    “Quanto a Phoebe, ela a manteria viva no coração.”

       A dor por manter um segredo deixava David constantemente perturbado e sem saber com o rumo que sua vida tomava. Traições, desrespeito, rebeldia e desânimo constante.  Começou a fugir da consternação evidente através de um hobbie chamado fotografia.

    “A julgar apenas por aquelas imagens, ninguém poderia suspeitas dos intricados mistérios de seu coração.”

       O Guardião de Memórias nos traz à tona toda dor sentida pelas oportunidades perdidas. Apesar de consentimos claramente a forma erroneamente fugaz da escolha feita pelo doutor Henry, o mesmo dispensa compaixão. O reencontro da garota com sua família biológica é o que não nos faz de desistir da leitura. Prepare seus corações, pois O Guardião de Memórias pode deixá-lo em pedacinhos.

    Até a próxima!

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  • [Resenha] Quantum Break: Estado Zero, Cam Rogers

    10 jan

    quantum-break-livroSinopse: Jack Joyce passou seis anos tentando escapar. Escapar da vida, escapar do tempo, escapar da loucura de seu irmão, Will. Mas quando ele finalmente volta para casa, descobre que seu irmão não era louco como ele imaginava. Will havia criado uma máquina do tempo, com o potencial de salvar a humanidade. Guerras? Agora poderiam ser previstas. Desastres naturais? Poderiam ser evitados. Só há um pequeno problema… sua máquina do tempo também vai causar o final do tempo, tal como o conhecemos. Agora Jack temoutro-planeta-selo apenas uma chance de voltar no tempo, de consertar o que está errado e de salvar o mundo. ‘Quantum Break: estado zero” é o romance oficial do game de mesmo nome, dos mesmos criadores de Max Payne e Alan Wake, conhecidos por transformar suas produções em verdadeiros filmes de ação, com atores conhecidos e efeitos especiais de última geração.

    Ação/Ficção Científica  |  384 páginas  |  Avaliação 3/5

      Seis anos haviam se passado. Seis. E agora Jack Joyce voltou para sua cidade natal a fim de encontrar Paul Serene, um velho amigo, e escutar o que ele tem a lhe dizer. Paul enviara um e-mail a Jack alegando que Willam Joyce, irmão de Jack e um grande físico, parecia estar enlouquecendo. Aproveitou e disse que precisava mostrar algo que mudaria sua vida. 

      Os pais dos garotos faleceram quando eram ainda bem jovens, caindo sobre Will toda responsabilidade sobre o irmão mais novo. O fato desencadeou algumas discórdias entre os dois e uma delas envolvia o motivo pelo qual Jack se mantivera afastado por tanto tempo: o projeto que seu irmão estava ajudando a desenvolver.

    […] eu queria o máximo de tempo possível para construir algo que nos ajudaria a desafiar o fim do mundo, o fim do tempo, sobreviver a ele (P. 91).

    quantum-break  Projeto Passarela era uma máquina investido por Paul Serene através da Monarch Solutions, um centro de pesquisa, com a característica de poder viajar no tempo. A intenção do projeto era prever e evitar todo tipo de destruição que a humanidade possivelmente enfrentaria. Antes de Will, outro físico trabalhava no projeto, mas este morrera de maneira misteriosa. Sem saber o porquê, o Will se voltou contra a pesquisa pela qual trabalhou a vida inteira e Paul então o via como uma ameaça que precisava ser eliminada o mais rápido possível. Jack ficou dividido entre seu melhor amigo e seu irmão, passado e presente, vingança e amor.

       A Monarch não existe para mudar o futuro… existe para nos ajudar a sobreviver a ele (P. 154).

      Em Quantum Break a focalização da narrativa é externa, ou seja, em terceira pessoa. A linha dos eventos traçam uma trajetória recheada de ação, tanto que praticamente tudo transcorre durante um dia inteiro, começando pelas 4 da manhã! Os poucos momentos em que conseguimos respirar são para nos aprofundarmos melhor no enredo. Conhecemos melhor Paul Serene e Sofia Amaral, seu par romântico e também brasileira; também Zed, September e Beth. 

      Confesso que achei que odiaria o livro quando comecei a ler. Pensei comigo mesma que a leitura poderia ser muito complicada e cansativa, ainda mais tratando de ficção científica (Ainda mais ainda de um game!). Mas quando não, a história me envolveu tanto que assisti a games play e resenhas do jogo e senti vontade de jogar! Não tenho o jogo e não posso fazer comparações, mas é certo de que o livro trouxe muitas informações valiosas que não contém no game. Vale a pena ficar por dentro!

      Cam sugeriu  incluir algumas informações e conceitos que estavam presentes nos primeiros rascunhos da história (Sam Lake, Prefácio).

      Por fim, assistam ao trailer do jogo aqui embaixo. Dá vontade de saber mais sobre o mundo de Quantum Break? Sim ou com certeza?

    https://www.youtube.com/watch?v=7LaXgkWgRHM

    Beijos e até a próxima <3

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