Categoria: Resenhas

[Resenha] O Guardião de Memórias, Kim Edwards

19 jan

o-guardiao-de-memoriasSinopse: Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down. Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte – ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama deeditora-arqueiro segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar.

Drama  |  368 páginas  |  Avaliação 2/5

   O Guardião de Memórias nos conduz a um assunto delicado; todas as suas fichas apostadas nele são como sendo um livro que faz chorar. A trama é extremamente leve, sem muitos confrontos, o que pode gerar certa monotonia em alguns momentos. Suas páginas retratam o cotidiano dos personagens. Não é uma leitura simples e nem aconselhável para todas as idades, por isso certifique-se se o livro bate de encontro com o que você procura.

“(…) sua mentira a fizera sofrer de uma maneira que ele nunca havia imaginado nem pretendido.”

   David e Norah se casaram pouco tempo depois de se conhecerem. A moça estava esperando um bebê. O tempo lá fora era totalmente desfavorável, mas como o caso era de extrema urgência, o casal saiu de casa a fim de cumprir o parto. O próprio marido que teve de realizá-lo, mesmo sendo apenas um ortopedista.o-guardiao-de-memorias-livro

   Foi uma noite de intensa alegria… e tristeza. Quando o homem viu que haviam nascido gêmeos, sendo que a menina era portadora de síndrome de down e o menino não, entregou a bebezinha para Caroline, sua enfermeira, dando ordens de que a levasse até uma instituição e a deixasse por lá. Esta, porém, sentiu empatia pelo neném, o que a levou a cuidar dele como se fosse seu.

   Estamos falando sobre uma história que se deu início no ano de 1964. David Henry explica que a garota sofreria de sérios problemas no coração e acabaria não sobrevivendo por muito tempo. Por isso queria poupar sofrimento. Mas a história que contou para sua esposa fora que a menina havia falecido. Ela, inconsciente após o parto, acreditou na versão do marido. Depois disso a mulher nunca mais foi a mesma.

   O tempo não parava, e quanto mais ele passava, menos Norah se esquecia da morte da filha. Havia um buraco em sua vida que só poderia ser preenchido pela garotinha. Diante disso, muitos problemas surgiram com a ausência da mesma; aquela que deveria estar ao lado dela desde o nascimento.

“Quanto a Phoebe, ela a manteria viva no coração.”

   A dor por manter um segredo deixava David constantemente perturbado e sem saber com o rumo que sua vida tomava. Traições, desrespeito, rebeldia e desânimo constante.  Começou a fugir da consternação evidente através de um hobbie chamado fotografia.

“A julgar apenas por aquelas imagens, ninguém poderia suspeitas dos intricados mistérios de seu coração.”

   O Guardião de Memórias nos traz à tona toda dor sentida pelas oportunidades perdidas. Apesar de consentimos claramente a forma erroneamente fugaz da escolha feita pelo doutor Henry, o mesmo dispensa compaixão. O reencontro da garota com sua família biológica é o que não nos faz de desistir da leitura. Prepare seus corações, pois O Guardião de Memórias pode deixá-lo em pedacinhos.

Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Quantum Break: Estado Zero, Cam Rogers

    10 jan

    quantum-break-livroSinopse: Jack Joyce passou seis anos tentando escapar. Escapar da vida, escapar do tempo, escapar da loucura de seu irmão, Will. Mas quando ele finalmente volta para casa, descobre que seu irmão não era louco como ele imaginava. Will havia criado uma máquina do tempo, com o potencial de salvar a humanidade. Guerras? Agora poderiam ser previstas. Desastres naturais? Poderiam ser evitados. Só há um pequeno problema… sua máquina do tempo também vai causar o final do tempo, tal como o conhecemos. Agora Jack temoutro-planeta-selo apenas uma chance de voltar no tempo, de consertar o que está errado e de salvar o mundo. ‘Quantum Break: estado zero” é o romance oficial do game de mesmo nome, dos mesmos criadores de Max Payne e Alan Wake, conhecidos por transformar suas produções em verdadeiros filmes de ação, com atores conhecidos e efeitos especiais de última geração.

    Ação/Ficção Científica  |  384 páginas  |  Avaliação 3/5

      Seis anos haviam se passado. Seis. E agora Jack Joyce voltou para sua cidade natal a fim de encontrar Paul Serene, um velho amigo, e escutar o que ele tem a lhe dizer. Paul enviara um e-mail a Jack alegando que Willam Joyce, irmão de Jack e um grande físico, parecia estar enlouquecendo. Aproveitou e disse que precisava mostrar algo que mudaria sua vida. 

      Os pais dos garotos faleceram quando eram ainda bem jovens, caindo sobre Will toda responsabilidade sobre o irmão mais novo. O fato desencadeou algumas discórdias entre os dois e uma delas envolvia o motivo pelo qual Jack se mantivera afastado por tanto tempo: o projeto que seu irmão estava ajudando a desenvolver.

    […] eu queria o máximo de tempo possível para construir algo que nos ajudaria a desafiar o fim do mundo, o fim do tempo, sobreviver a ele (P. 91).

    quantum-break  Projeto Passarela era uma máquina investido por Paul Serene através da Monarch Solutions, um centro de pesquisa, com a característica de poder viajar no tempo. A intenção do projeto era prever e evitar todo tipo de destruição que a humanidade possivelmente enfrentaria. Antes de Will, outro físico trabalhava no projeto, mas este morrera de maneira misteriosa. Sem saber o porquê, o Will se voltou contra a pesquisa pela qual trabalhou a vida inteira e Paul então o via como uma ameaça que precisava ser eliminada o mais rápido possível. Jack ficou dividido entre seu melhor amigo e seu irmão, passado e presente, vingança e amor.

       A Monarch não existe para mudar o futuro… existe para nos ajudar a sobreviver a ele (P. 154).

      Em Quantum Break a focalização da narrativa é externa, ou seja, em terceira pessoa. A linha dos eventos traçam uma trajetória recheada de ação, tanto que praticamente tudo transcorre durante um dia inteiro, começando pelas 4 da manhã! Os poucos momentos em que conseguimos respirar são para nos aprofundarmos melhor no enredo. Conhecemos melhor Paul Serene e Sofia Amaral, seu par romântico e também brasileira; também Zed, September e Beth. 

      Confesso que achei que odiaria o livro quando comecei a ler. Pensei comigo mesma que a leitura poderia ser muito complicada e cansativa, ainda mais tratando de ficção científica (Ainda mais ainda de um game!). Mas quando não, a história me envolveu tanto que assisti a games play e resenhas do jogo e senti vontade de jogar! Não tenho o jogo e não posso fazer comparações, mas é certo de que o livro trouxe muitas informações valiosas que não contém no game. Vale a pena ficar por dentro!

      Cam sugeriu  incluir algumas informações e conceitos que estavam presentes nos primeiros rascunhos da história (Sam Lake, Prefácio).

      Por fim, assistam ao trailer do jogo aqui embaixo. Dá vontade de saber mais sobre o mundo de Quantum Break? Sim ou com certeza?

    https://www.youtube.com/watch?v=7LaXgkWgRHM

    Beijos e até a próxima <3

  • Categorias: Ação e Aventura, Resenhas
  • [Resenha] O Leitor, Bernhard Schlink

    7 jan

    o-leitor-livroSinopse: Michael tem somente 15 anos quando conhece Hanna, uma mulher 21 anos mais velha. É o início de uma delicada relação amorosa, marcada por pequenos gestos e rituais. A leitura de clássicos de Tolstói, Dieckens e Goethe precede os encontros. Aoeditora-record longo de meses, o casal repete essas cerimônias, interrompidas pelo súbito desaparecimento de Hanna. Sete anos depois, Michael, estudante de direito, é convidado a tomar parte em um julgamento contra criminosos do regime nazista. Ele descobre que uma das acusadas é sua antiga amante, o que o lança a um vórtice de culpa e piedade.

    Drama   |   250 páginas   |   Avaliação   2 / 5

       Aos 15 anos, aconteceu algo com Michael Berg que ficou guardado para sempre com ele. Algo que marcou sua vida, e que mais tarde isso que era considerado como passageiro acabou se tornando seu pior pesadelo.

       Michael Berg era apenas um adolescente quando conheceu Hanna Schmitz, uma mulher muito mais velha e analfabeta. Suas vidas se cruzaram de modo inesperado. Impetuosamente, Hanna fascinou o garoto, o qual este pela sua ingenuidade, não se esquivou da sedução da mulher.

    Ler em voz alta, tomar uma chuveirada, amar e ficar um pouco mais juntos – este tornou-se o ritual dos nossos encontros.”
    “Na noite seguinte, me apaixonei por ela. Não dormi direito, senti sua falta, sonhei com ela, pensava senti-la até reparar que estava segurando o travesseiro ou o cobertor.”

       Se tornou usual na vida de Michael ir se encontrar com Hanna após seu horário de escola. Os dois mantinham uma relação restrita a sessões de leitura e sexo (ele lia enquanto ela escutava). Subitamente, Hanna desapareceu sem deixar pistas, o que destroçou o coração do rapaz.

       A vida dá muitas voltas, e dessa vez, oito anos depois esse incidente, Michael nunca teria imaginado a proporção do inconveniente. Ele, como estudante de direito, tem de assistir a um julgamento o qual o ocorrido fora pior que homicídio onde Hanna está no banco de réus acusada por um crime em um campo de concentração nazista. Ao se por diante desta situação, Michael percebe que há muitas coisas que a mulher omite, e que essa acusação, por alguma razão, poderia ser uma fraude.

    o-leitor-livro

       Não apenas perplexo, mas muito magoado, o garoto assistia as sessões do julgamento. Ninguém naquela sala tinha a menor noção do que Michael Berg sabia sobre Hanna, pois ele guardava um segredo sobre a mulher que se revelado, mudaria o curso de toda a história. Ou seja, ele poderia salvá-la!

    “(…) Eu continuava sendo culpado. E se não fosse culpado porque a traição a uma criminosa não pode tornar uma pessoa culpada, era culpado porque tinha amado uma criminosa.”

       Sobre a fidelidade do filme ao livro, devo dizer que não saiu muito fora dos padrões. Senti que enquanto lia, tudo era muito raso, quase não sentia muitas emoções. Acredito que tudo foi bem explorado na adaptação.

      O Leitor é um livro fininho com letras grandes, então fica bem fácil de terminar a leitura rapidamente. Dei uma nota baixa por justamente não conseguir me adentrar de cabeça na história. Parecia que faltavam pedaços mais convincentes. Os diálogos foi outra coisa que me incomodou também, mas apesar disso, não descarto a leitura e indico o livro. Pelo menos o enredo foi muito bem construído!

    Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Não Foi Suicídio, Julianna Rioderguz

    4 jan

    nao-foi-suicidioSinopse: Belina vê sua vida virar do avesso ao presenciar um suicídio. Frio, rápido e sem explicação. Uma jovem se joga do topo de um prédio, tendo seu corpo perfurado pelos cacos de vidro da calçada. Ninguém entende como uma jovem no auge de sua vida era capaz de cometer o ato. Mas o que aparentava ser um mero suicídio, se revelou maior do que isso. Belina se vê diante de um assassino de força sobre-humana, capaz de levar a mente de suas jovens vítimas à loucura, torturando-as profundamente em sua psique.selo-editora-young Agora, ela deverá correr contra o tempo para descobrir como parar o temeroso assassino e seu cão maldito, antes que seja tarde.

     

    Drama  |  316 páginas  |  Avaliação 3/5  |  Cortesia YOUNG

       Não Foi Suicídio é oficialmente meu livro favorito da Young Editorial! Sempre digo por aqui que o que mais me chama atenção são aqueles livros com um quê de suspense, drama, terror… Me atraio muito fácil por histórias com passados sombrios, segredos de vida ou morte, mistérios de correr contra o tempo, perseguições perigosas… Porém, não é todo thriller que me conquista. Só porque o enredo possui tais misturas não quer dizer que há garantias de o livro ser bom. Por outro lado, Julianna Rioderguz optou por doses cuidadosamente pesadas na balança transformando Não Foi Suicídio em uma obra de roer os dentes, e fará cm que o leitor não se inquiete até impacientemente devorar o livro

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       Belina é uma garota que teve sua vida jogada ao acaso. Ela, junto a outros pedestres, presenciou um “suicídio”. Lá do alto de um prédio, uma desconhecida se inclinou e se jogou dali. Todos que estavam por perto não tiveram reação a não ser se inundarem de total perplexidade.

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       Belinda permaneceu com os olhos fixos na janela de onde a garota pulara. O mais estranho foi ter visto uma sobra familiar, o que a levou a crer que havia uma segunda pessoa no cômodo lá em cima com ela. E se não fosse suicídio?

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       O terreno era muito perigoso, só que não houve outro jeito. Belinda já havia entrado de cabeça nessa história e somente um milagre a salvaria. 

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    6

       Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Terror e Suspense
  • [Resenha] Preciosa, Sapphire

    3 jan

    preciosa-livroSinopse: Claireece Precious Jones suportou inimagináveis dificuldades em sua curta trajetória. Abusada pela mãe, estuprada pelo pai, ela cresce pobre, obesa, embrutecida, analfabeta, desprezada e, no geral, ignorada. Em seu próprio dialeto, ela se revela para os leitores: as humilhações constantes, os sonhos desfeitos e a resignação com que enfrenta a própria vida. No Harlem, o reino dos sem voz, mora com a mãe, mulher solitária e cruel que assiste a TV incessantemente, devora toda a comida que Precious prepara e a submete suas tiradas raivosas. Por causa da gravidez é forçada a abandonar a escola — o último e editora-recordprecário vínculo que a ligava ao restante do mundo — e é convidada a frequentar um centro de aprendizado alternativo. Ali, no fim da linha, está a senhorita Rain, uma jovem professora, radical e batalhadora por meio da qual Precious terá a possibilidade de recuperar sua voz e sua dignidade, descobrindo um mundo novo no qual poderá finalmente entender os próprios sentimentos e se expressar de uma maneira que nunca antes havia imaginado.

    Drama  |  192 páginas  |  Avaliação  2/5

       Vamos começar por seus problemas: é analfabeta, obesa, foi mãe pela primeira vez aos 12 anos, está grávida de seu próprio pai, sofre abusos e humilhações constantes de sua mãe e tem dificuldade em fazer amizades.

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       A jornada da personagem principal, Preciosa, não é algo inédito. Já vi várias histórias da mesma situação que a garota. É algo que dá vontade de entrar naquele universo e fazer alguma mudança, diferença. As vezes nós estamos vivendo com pessoas assim a nossa volta e simplesmente ignoramos.

       Preciosa é expulsa do colégio em que frequenta, mas logo entra para um projeto, como que um supletivo, onde os alunos são submetidos a escrever em um diário todo dia. Nem que fosse uma palavra ou apenas só uma letra. A professora acaba por encantar a aluna. Preciosa se impressiona e encontra um pouco de esperança quando, no entanto, só havia visto derrota.

    “A jornada mais longa começa com um único passo”  (pág. 61).

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       É pessoal, eu poderia simplesmente escrever que o livro é lindo, realmente tocante, mas eu não me arrisco. Para chegarmos a ver algo agradável, a personagem passa por tanta coisa que chega a dar aflição. Vez ou outra me sentia compelida a parar a leitura para respirar. Sinceramente, é tenso. O pior é que todo relato de sofrimento encontrado em Preciosa acontece com pessoas reais até nos dias de hoje. O livro é bem curtinho, e pode ser lido facilmente em um dia. Convido você para conferir essa história!

    Até mais!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Juntando os Pedaços, Jennifer Niven | Vale a Pena?

    26 dez

    juntando-os-pedacosSinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca, mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso até o dia em que ele encontra a Libby. Ela é nova na escola. Passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla selo-seguinteimprovável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

    Drama  |  392 páginas  |  Avaliação  5/5

      Juntando os Pedaços é tão amorzinho que fica difícil descrevê-lo! O livro é tão doce, tão terno e delicado, que se segurado pelas mãos os dedos nem sentissem o seu peso. Ele é um misto sensações gostosas que deixam a alma  até mais leve.

    Nunca sabemos o tempo que temos. Nunca garantimos o amanhã (P. 189).

       Libby Strout foi nomeada a adolescente mais gorda dos Estados Unidos. Chegou um momento em sua vida o qual tiveram que quebrar a parede de sua casa e retirar a garota dali por um guindaste. Ela passou por alguns tratamentos (terapias, dietas…) aos quais não permitiam que desfrutasse de uma vida normal, como a de qualquer outro jovem. Finalmente, depois de alguns anos cuidando de si, ela ficou pronta para enfrentar a escola. Essa etapa poderia ser um completo terror. Mas, para ela, seria subir mais um degrau, virar a página. E ninguém estragaria isso, exceto… pelo fato de que estragaram.

    Tenho uma boa personalidade, ótima cabeça, sou forte e posso correr. Sou resiliente. Devo ser. Vou fazer alguma coisa com a minha vida porque acredito em mim mesma. Posso não ter decidido ainda, mas isso é só porque sou infinita. Pode dizer o mesmo de você? (P. 316).

       Um dos garotos mais populares do colégio, Jack Masselin, resolveu fazer uma brincadeira de mal gosto com ela, mas apenas porque seus amigos o pressionaram, e sabia que não o deixaria em paz até entrar no jogo. E quem ele escolheu como vítima foi, tã dã, Libby Strout. Ela revidou com um soco no queixo, que o deixou estendido no chão diante todo refeitório. Isso rendeu aos dois uma ida a diretoria e também um tempo prestando serviço comunitário

    A vida é muito curta para julgar. Não é nosso trabalho dizer o que os outros sentem ou quem eles são. Ao invés disso, por que não passar o tempo se dedicando à você mesmo? (P. 316).

       juntando-os-pedacosOs dois são forçados a passarem tempo juntos. Já dá pra imaginar o que possivelmente acontece. Mas não é tão previsível assim, já que Jack sofre de uma doença neurológica chamada prosopagnosia, a qual não permite que o indivíduo memorize rostos. Diante disso, se alguém sair do campo de visão do garoto e reaparecer, a pessoa, para ele, será como qualquer outra, um estranho. Ninguém sabe de sua condição, a não ser Libby. Por algum motivo, ele a confiou o maior segredo de sua vida.

       Libby experimenta sensações pela primeira vez. Nos faz voltar no tempo em que apenas um olhar provoca borboletas no estômago e suor na palma da mão. Mas era difícil ter expectativas, pois ainda se sentia insegura com seu peso, e ainda era alvo de bullying. Entretanto, a garota se mostrou madura ao tentar lidar com essas amarras da vida. Quebrou tabus e se impôs, como qualquer ser humano em busca de liberdade. Ela é um exemplo de amor próprio <3

    VOCÊ É QUERIDO. Não deixe ninguém te dizer o contrário, nem mesmo você. Especialmente você (P. 317).

      Apesar de tudo, Jack estava do lado dela. Não sentia vergonha, não a repreendia, não a ameaçava, não a criticava. Ele torcia por ela, assim como ela, ao entender as condições do amigo, o ajudou com tudo o que podia.

    Torço por você.

       Não há como ser breve diante de um livro tão espetacular como este! Jennifer Niven tratou aqui claramente sobre aceitação de si mesmo. Grande, pequeno, alto, baixo, simpático, tímido, atraente, simples… Venha do jeito que é!

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    “A felicidade combina deslumbrantemente com você.”

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