Categoria: Romance e Drama

[Resenha] TONY E SUSAN, Austin Wright – do Filme: Animais Noturnos

13 set

Tony e Susan – Austin Wright - Editora IntrínsecaSinopse: Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, instalada confortavelmente na casa em que mora com os filhos e o segundo marido, ela recebe, pelo correio, um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance de Edward. Ele lhe pede que leia seu livro – Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica. Ao iniciar a leitura, Susan é arrastada para dentro da vida do personagem Tony Hastings, um professor de matemática que leva a família de carro para a casa de veraneio no Maine. Quando a vida comum e civilizada dos Hastings é desviada de seu curso de forma violenta e desastrosa, Susan se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.

Drama   |   336 páginas   |   Avaliação 4/5

   Antes de começar, já adianto… o livro é cruel. Pode esquecer quem achou que o autor introduziria algum tipo de narrativa romântica entre sexo opostos. É um perigo para os leitores que se envolvem com facilidade. Como disse Robert Thomson (na capa): “Um thriller com a pegada de um pit bull”.

   Susan Morrow é uma mulher casada e mora com seus três filhos e seu segundo marido, um médico. Antes deste casamento, ela se relacionou com Edward Sheffield; este tinha o sonho de se tornar escritor, mas desistiu dele para trabalhar com corretagem de imóveis. Inusitadamente, recebe uma carta de Edward perguntando se ela queria ler o seu manuscrito: Animais Noturnos. Chocou-se, pois fazia vinte anos que não recebia notícias dele. O homem dizia que ela sempre lhe dava as melhores críticas, por isso fazia questão de que ela o lesse.

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   Arnold, seu segundo marido, estaria fora por três dias a trabalho. Com a ideia de não aparentar inconveniente, esperou que ele viajasse para iniciar sua leitura de Animais Noturnos.

   A história que se passa induz a submetermos inteiramente a ela, sendo exatamente assim o sentimento provocado em Susan. Criou uma relação de envolvimento tamanha em relação ao romance, suscitando vasto ceticismo sobre o rumo de sua vida. Várias lembranças jorraram de sua memória a medida em que virava as páginas. Descobrimos uma Susan do passado. A Susan que ainda era de Edward.

“Casta e platônica, essa foi a situação enganosa que levou Edward a seduzir Susan, ou Susan a seduzir Edward, tanto faz, cujo resultado final foi o casamento que tornou necessário o divórcio. Ter o coração partido significa ter uma história, e a história de ambos os uniu.”

   Tony e Susan é dividido nas sessões de leitura feitas por Susan, e a vida real dela, quando não está lendo Animais Noturnos. Susan demonstra conexão com Tony, o personagem principal do livro de seu ex marido, chegando a sentir medo com ele. Incrível é o autor apresentar uma situação na qual mostra um leitor – Susan – e suas emoções. A mulher entra de cabeça mesmo na história, é quase como se tudo em Animais Noturnos fosse vivo, real.

   Em Animais Noturnos, o universo é tenebroso, levando um homem a beira da loucura. Mal sabia o quão grave seria o resultado do momento em que decidiu passar uns dias com sua família em uma casa de veraneio.

“O dinheiro compensaria os sonhos perdidos.”

Será mesmo?

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  • [Novidades] Lançamento Buriti: Sob o Olhar Obtuso da Morte, Darlon Carlos

    25 ago

    sob o olhar obtuso da morte

    Segundo vários dicionários obtuso significa: “pessoa ou coisa rude; com pouca inteligência; bronco ou estúpido”. Isso que algumas pessoas irão pensar ao ver um anão de circo puxando uma carroça com um caixão dentro! Um esquife onde se encontra a única mulher que ele amou; porém que cometeu suicídio. O último desejo de sua mulher era ser enterrada em solo sagrado. Mas, como cometeu um pecado capital, todos os pedidos lhe foram negados. Agora ele se encontra em uma peregrinação para encontrar um lugar de descanso, para aquela que um dia foi sua amada. Por que ele não mente para os clérigos? Por qual motivo ele está se deparando, no caminho, com os mais famosos personagens do folclore brasileiro e internacional? Qual o motivo que levou um padre, com uma Winchester e uma Walther PPK, ir ao encalço dele? Todas as respostas estão nesse livro: ‘Sob o olhar obtuso da morte’.  Leia e descubra que nem tudo que falaram para você sobre os mitos e folclores era mentira!

    Gênero: Drama    Páginas: 100
    Até a próxima!
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  • Falando Sobre: Fallen, Laren Kate (conheci a autora <3)

    10 ago

    fallenSinopse: Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no reformatório. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso – que provocou a morte de seu namorado – levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto escondergalera-record— uma verdade que poderia matá-la. Algo que, em suas vidas passadas, Daniel não conseguiu evitar. Excitante, sombrio e romântico Fallen é, ao mesmo tempo, um thriller vigoroso e uma inesquecível história de amor.

    Fantasia sobrenatural   |   406   páginas   |   Avaliação  3 / 5

       Já tinha lido há muito tempo, mas na época eu não tinha blog, então assisti ao filme ha uns 2 meses e senti vontade de falar um pouquinho sobre o livro. Descobri-o em uma livraria aqui na minha cidade logo de cara no ano de seu lançamento e me apaixonei nessa capa. OMG, ela é realmente linda *.* 

    “Ela estava desesperada para encontrar alguma coisa que tirasse da sua cabeça aquela sensação incômoda, de que outra coisa ruim viria em seguida. Porque ela sabia que estava a caminho.”

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       A história não tem tanto mistério. É aquela fórmula de garota desengonçada e sem graça que encontra um carinha misterioso. O cenário é que muda. Luce, a principal, é direcionada a um reformatório por ter começado um incêndio que acabou matando seu namorado. Ela faz amizades bem rápido. O garoto misterioso é aparentemente lindo e familiar: Daniel. Ele faz de tudo para afastá-la dele, porém, eles estão misteriosamente destinados a ficar juntos. Não senti nela a melancolia passada na capa. No geral, foi bem tranquilo. 

    “E se a pessoa com quem você está destinado a ficar nunca pudesse ser sua?”

    “Era difícil de explicar, mas subitamente se deu conta de que, assim como ela, todo mundo tinha um passado. Todos provavelmente escondiam coisas que não queriam dividir. Mas ela não conseguiu concluir se isso a fazia se sentir mais ou menos isolada.”

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       Particularmente, o mistério envolto ao casal é realmente interessante. É mórbido e triste, principalmente para Daniel. Eles já havia se conhecido antes em outras circunstâncias, em outras vidas… Mas sempre acabava em morte. Dessa vez algo deu errado, e Daniel avistou uma brecha que poderia quebrar essa maldição que colocaram sobre ele e Luce, para então ficarem juntos para sempre.

    “Às vezes coisas belas entram em nossa vida de repente. Nem sempre podemos compreendê-las, mas temos de confiar nelas.”

       Não é o dos mais românticos, darks ou misteriosos livros que já li, mas me fez ótima companhia! Achei a escrita bem simples também. O desenrolar é lentinho, só que, nesse aspecto, é melhor que o segundo livro, Tormenta. Apesar de toda carga “pesada” aparente na capa, ele não é assim tão sobrecarregado. Quem vê capa, não vê coração hahaha O filme, assim como o livro, não supera tanto. Tem poucos efeitos especiais, e quando aparece alguma cena do tipo, parece que foi feita com baixo orçamento. O que na verdade foi, não é? hahah

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    “Mas o paraíso está trancado e enclausurado… precisamos fazer uma jornada ao redor do mundo, para ver se uma porta dos fundos talvez esteja aberta…”

       Genteee, conheci a Lauren na Bienal no Rio no lançamento do terceiro livro da saga: Paixão. Ela é uma fofa! Foi em 2011 rsrs Na foto estão meu irmão Caio e minha prima Mylena, que é resenhista aqui do blog.

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    Até a próxima!

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  • [Resenha] Um Conto de Uma Classe, Vinicius Martins

    1 ago

    um conto de uma classeSinopse: Poucos ambientes representam melhor uma sociedade que uma universidade. Seus frequentadores, com suas opiniões, suas vaidades, seus vícios, são os porta-vozes do pensamento da coletividade da qual fazem parte. Ao retratar a turma de um curso de direito e seus professores, Um conto de uma classe – romance que se divide em três volumes – acaba fornecendo um espelho da própria sociedade brasileira, com imagens ora belas, ora grotescas, ora dignas de aplausos, ora merecedoras de repúdio, apresentando um mosaico riquíssimo das mais variadas personalidades, que vai do professor arrogante ao estudanteselo jovem medíocre, do mestre culto ao acadêmico pedante, do docente subserviente ao aluno fanfarrão. Escrito com irreverência, o livro expõe o comportamento e as frustrações presentes não só no meio acadêmico jurídico, mas também na esfera universitária em geral, mostrando um dos objetivos mais lisonjeiros do ser humano – a luta para “ser alguém na vida” –, embora não deixe de apontar também os métodos nem sempre dignos utilizados para alcançá-lo.

    Ficção/Crônica   |   240 páginas   |   Avaliação   3/5   |   *CORTESIA do autor <3*

    A Resenha <3

       Um Conto de Uma Classe é dividido em quatro capítulos, onde os mesmos relatam a experiência vivida pelo autor durante seus dias de faculdade.  Não consegui descobrir se os nomes dos personagens eram reais ou haviam sido trocados para preservar a privacidade deles. O livro narra tantos detalhes de uma realidade familiar (pela terceira pessoa) que é impossível não declarar que não os conhecemos (personagens) antes de algum outro lugar.

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       A Universidade aqui representada é a Universidade U. É daqui que vêm todos os estudantes que vamos conhecer. Assim, como dito na sinopse, eles são representações de todo tipo de indivíduo presente em uma sociedade.  

    “Poucos ambientes representam melhor uma sociedade que uma universidade.”

       Bom, agora verdades precisam ser ditas HAHAHH O que eu li mais parece uma crônica que um conto. É só uma obervação, pois no título o autor optou por “conto” ao invés de “crônica”. Mas claro que, nesse caso, é pura estética 😉 E aqui fica a dica, se gosta de crônicas, esse livro vai te deixar satisfeito!

       A narrativa é longa e, por muita das vezes, puxadinha. Costumo levar livros para rua enquanto resolvo coisas pessoais, fico lendo nas salas de espera… Mas Um Conto de Uma Classe requer mais foco, e por isso não conseguia render muito nessas idas e vindas à rua. Isso não desmerece a obra, pelo contrário! É daqueles tipos de livros que nos deixa com a cabeça quente de tanto pensar, e assim que é legal 😀 Gosto sempre de destacar meu livro favorito “Precisamos Falar Sobre Kevin”. É uma leitura beeem complicadinha que se não parar em um local bem silencioso, vai dar trabalho para fluir as linhas. 

       Por fim, gostaria de destacar aqui a escrita de Vinicius, que me deixou impressionada e por algumas vezes confusa. Não é pra menos, estamos diante de um estudante de Direito hahahah O que foi curioso é que estou estudando noções de Direito para concurso e reconheci várias expressões por ele usadas, mas outras não faziam sentido algum. Por outro lado, um acadêmico de Direito é possível pescar todas as charadas 😉 Enfim, parabenizo o autor pela ótima escrita e também pela revisão de Marina Rodrigues

       “Gaúcho, contudo, lamentava-se muitas vezes não estar ainda mais preparado para a pergunta, porque não se contentava em somente responder corretamente, queria, isso sim, responder com brilho, com a jactância de um portento ao findar a sua importante palestra sobre o assunto do qual é reconhecido como a sumidade absoluta” (p. 68).

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       Agora que já apresentei a obra, COMPRE seu exemplar aqui :))) Leiam para que possamos discutir sobre ela!!

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       Oie, pessoal? Como vocês estão? Estou atrasando um pouco os posts aqui no blog e demorando para retribuir a visitinha de vocês… Pois, é, me desculpem! Senti vontade de compartilhar com vocês o porquê. Estou estudando muuuuito, vocês não têm noção da pilha de livros que preciso ler. É faculdade, é concurso, é habilitação… Mas uma coisa que não queria era abandonar o bloguinho, porque amo ler e adoro escrever minhas experiências aqui, só que vai apertar um pouquinho. Vou fazer um post explicando melhor depois S2 

    Até a próxima!

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  • [Resenha] O Tamanho do Céu, Thrity Umrigar

    24 jul

    o tamanho do ceuSinopse: Thrity Umrigar, autora com mais de 250 mil livros vendidos somente no Brasil entre eles o best-seller A Distância Entre Nós, apresenta em seu mais novo romance, uma história sobre, amizade, amor e ternura. Onde um casal recebe uma proposta inesperada de emprego do outro lado do mundo, na Índia, onde terão suas vidas transformadas para sempre.selo-nova-fronteira

    Drama   |   384 páginas   |   Avaliação   5/5

       Fiquei perplexa com a escrita de Thrity de tão real que é a maneira que ela retrata as emoções dos personagens enquanto descreve uma cena e insere os diálogos. Tudo contribui com maestria à realidade. Todos os personagens convencem por sua essência humana muito bem articulada nos textos. São covardes, invejosos, preocupados, irados, deprimidos, mas também amam, têm compaixão. Quando comecei a ler, foi inevitável o desconforto perante uma cultura tão diferente. Porém, eu me sinto bastante curiosa quando se trata de conhecer esses costumes.

    “Caso se tratasse de outra mulher competindo pelo afeto de Frank, saberia o que fazer, como competir. Mas era um menino de nove anos que roubara o coração de seu marido. E acontecera bem debaixo de seu nariz, estava acontecendo agora naquele momento, e ela não tinha como prevenir a lenta erosão de sua importância nessa lenta e nova dinâmica que havia brotado entre os três” (p. 164).

       Ben, o filho de Frank e Ellie, falecera bem novinho (não me recordo sua idade, mas era por volta dos 6 anos). Uma doença o atingiu com jeito, e nada do que foi feito fora suficiente para salvar a vida do garotinho.

    “[…] ela precisou dele como nunca, e ele a abandonou para cuidar do próprio coração partido” (p. 193).

       A vida nos Estados Unidos se tornou horrível. Tudo na casa os fazia se lembrar de Ben. Como Frank era amigo de um dos nomes mais importantes da empresa, esse amigo o enviou para uma filial na Índia. Lá, eles conhecem um casal indiano que cuida da casa: Edna e Prakash, e seu filho pequeno Ramesh. Moravam no quintal. Eram muito pobres, não tinham instrução. E é agora, a partir desse ponto, que a coisa esquenta!

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       É MUITO interessante o fato de que a autora conta sobre o passado de Frank e Ellie, e também Prakash e Edna. O modo de como cada um se conheceu, até então se casarem. Ou seja, o foco se descentraliza do casal americano, o que facilita o leitor a compreender muita das reações de Prakash e Edna. Brigavam muito, aparentavam ser infelizes, mas havia certo carinho, no fundo. Tudo por conta da pobreza que passavam.

       Já Frank e Ellie estavam despedaçados por conta da perda. Mas o homem acabou suprindo um pouco dessa dor ao fazer amizade com o filho do casal indiano – Ramesh. Daí que a trama começa. Gera ciúmes em seu empregado. Prakash se sente tão diminuto, que começa a pensar nele mesmo, e quer de qualquer maneira mostrar para o americano que Ramesh é seu filho, mesmo se tiver que ser nojento e detestável. E Frank, quando não está lutando pela atenção do garoto, está se culpando inconscientemente pela morte de seu filho.

       Calminha aí se você já for defender o pai de Ramesh. Nenhum dos dois aqui está mais certo que o outro, pois eles tomam decisões erradas o tempo todo. Principalmente Frank. Essa situação o deixou cego. Ok, foi errado ele querer tomar Ramesh pra ele com a justificativade que ele teria um futuro melhor nos EUA (quer levá-lo para os Estados Unidos), Mas Prakash se mostrou um porco inúmeras vezes com o filho e a esposa. 

    “Prakash olhou para Frank. Era um olhar que deixava claro que Prakash sabia o que Frank vira… que mesmo na derrota, ele triunfou. Porque Ramesh pertencia a ele. Porque os laços de sangue não podiam ser cortados tão facilmente quanto os fios de um computador” (p. 309).

       Eu não sei como descrever a proporção desse livro! É dramático? É! Mas é tão envolvente! Faz-nos lembrar de valorizar a nossa família e a respeitar as diferenças. É um livro que o fará pensar e encaixar as coisas. O desfecho é pra lá de surpreendente! Além de ter uma escrita maravilhosa (te prende) que, SEM BRINCADEIRA, eu cheguei a sentir um pouco da dor de Ellie em uma cena específica. O livro também é surpreendente no seu desenrolar e desfecho.

       É isso, pessoal! Indico esse livro. É difícil um livro me convencer pelo critério escrita, porque eu sou chata hahah E essa Thrity é maravilhosa quando o quesito é esse. Sem mais!! Espero que leiam um dia! Apesar do livro ser de 2009, ele vale MUITO a pena! Não leiam só lançamentos, por favor, galera haha

    Até a próxima! 

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  • [Resenha] Em Seus Passos O Que Faria Jesus?

    3 jul

    em seus passos o que faria jesusSinopse: Narra as profundas mudanças ocorridas quando um pastor desafia sua comunidade a praticar a fé em Jesus Cristo. À medida que aceita o desafio, coisas incríveis acontecem em sua vida e na vida dos que o rodeiam. A pergunta ‘o que Jesus faria em meu lugar?’ passa a orientar todas as ações desse grupo, causando uma reviravolta sem precedentes. Escrito por Charles M. Sheldon e publicado pela primeira vez em 1896, Em Seus Passos O Quelogo mundo cristao Faria Jesus? tornou-se rapidamente um best-seller mundial. Estima-se que, apenas em inglês, suas vendas superaram os 50 milhões de exemplares. Leitores de todo o mundo continuam a surpreender-se com o desafio proposto há mais de um século.

    Cristão   |   288 páginas   |   Avaliação 3 / 5

       Demorei bastante para ler o livro. Ganhei de aniversário em 2012! Mas não foi a sinopse que me desanimou. Eu já tinha assistido ao filme, e por estar sempre com a estante cheia, ele acabou sendo deixado de lado, mas o que importa é que eu li e vou falar um pouquinho dele aqui.

       A história gira em torno de uma igreja específica, a igreja do pastor Henry Maxwell. Durante um culto, um mendigo surpreende a igreja indo lá para frente, desenvolvendo um discurso tocante e verdadeiro, e logo cai desacordado. Acabou falecendo. Tal manifestação faz o reverendo se indagar sobre o que mais nós cristãos podemos fazer para Jesus. Diante disso, ele propõe para a igreja, dentro de um ano, usar a frase “Em seus passos o que faria Jesus?” em todos os aspectos de suas vidas. As pessoas, de início, se assustam, mas acabam caindo em si e aderem a ideia do pastor. 

    “Será que todos cumpririam a promessa feita, ou alguns desistiriam quando a cruz ficasse pesada demais?” (p. 89).

       O autor, então, cria personagens e seus dramas pessoais ao passo que cada um deles são confrontados por si mesmos a partir da hipótese do que Jesus faria se estivesse em seus lugares. É basicamente assim que o livro vai correndo.

    “Antes de imitá-lo, precisamos conhecê-lo” (p. 160).

       O título, como o enredo, é bastante interessante. Somos despertados pelas inúmeras situações as quais os membros da igreja evangélica estavam sujeitos a passar e, de algum modo, pensamos que poderíamos nos identificar, mas a maioria dos fatos são bem particulares e acredito ser difícil enquadrar na vida dos leitores. O interessante é que cada um levou a “missão” bastante a sério, o que garantiu à risca resultados abençoadores na vida de cada um dos fiéis.

    em seus passos o que faria jesus

       O livro nos passa uma mensagem bem direta. É claro que as adversidades surgirão, mas aí é que está. Devemos passar pelas provas com o coração agradecido e cheio da certeza de que Deus sabe o que faz e que para tudo há um propósito. 

       A proposta de Em Seus Passos O Que Faria Jesus? é inovadora, porém um ponto que achei que ficou pouco desenvolvido foi no desenrolar nos cenários pessoais dos personagens. A narrativa é repetitiva, parece que a história não sai do lugar. O autor poderia ter simplesmente finalizado o livro em muito menos de 288 páginas. Acredito que é para o leitor simplesmente não engolir com rapidez a história, obrigando-o a meditar mais sobre o assunto. Só que, a meu ver, poderia ter sido mais interessante. Não descarto a possibilidade de indicá-lo, mesmo notando que, em alguns momentos, os diálogos pareciam um pouco forçados. Eu indico pelo título, que é o pontapé inicial da história. Indico pela mensagem que fica ao finalizá-lo.

       Até a próxima! 

     

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