Categoria: Romance e Drama

[Resenha] A Garota Que Eu Quero, Markus Zusak

20 nov

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Sinopse: Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.

Drama  |  176 páginas  |  Avaliação 2/5

    Nosso personagem principal e narrador é o tão sonhador Cameron Wolfe, um garoto muito solitário que fantasiava sobre garotas constantemente. Tinha uma vida tediosa. Apenas sobrevivia, como ele mesmo afirmou. Seu melhor amigo era seu irmão, Rube. Tinham quase a mesma idade. Embora os dois fossem melhores amigos, não tinham muito em comum. Rube tinha vários amigas e também inúmeras garotas com quem sair, já Cameron era o oposto. Gostava de ir a casa de seu outro irmão mais velho, Steve, para conversar. Com ele se sentia mais confortável, porque achava Rube tão genial que vez ou outra se sentia inferior, indigno. Rube, sempre namorador, a cada semana aparecia com uma garota. Cameron explicitamente não aprovava essa atitude. O que ele mais desejava era apenas uma garota com quem ele pudesse se afogar, apenas uma garota que se interessasse por ele, apenas uma mesmo. Enquanto isso não acontecia, encontrava conforto nas palavras.Muita gente não sabe, mas este é o terceiro volume de uma série que conta histórias sobre a família Wolfe. Ao manuseá-lo dentre os demais livros de uma prateleira, não é possível saber que se trata de uma trilogia, pois não há indícios na capa do livro que o correspondam. Temos O Azarão, lançado em 2012 e Bom de Briga em 2013, ambos pela Bertrand Brasil. Particularmente, não achei muito sugestiva as capas dos mesmos, mas adorei a de A Garota que Eu Quero. Infelizmente não tive a oportunidade de lê-los ainda. Estou com uma infinidade de livros na minha listinha de espera haha.

   Certo dia, Rube apareceu com uma namorada chamada Octavia Ash, Ela era artista de rua. Tocava gaita. Tinha os olhos esverdeados. Cameron sabia que era só uma questão de tempo para Rube terminar com ela. “Uma semana. Talvez duas”, como ele próprio disse.

“Eu nunca a vira sorrir daquele jeito quando estava com o Rube, e torci para ser um sorriso que ela nunca tivesse dado a nenhum outro ser vivo”.

   Houve uma ocasião em que sua irmã mais velha, Sarah, levara um “fora” de um sujeito maltrapilho e seus irmãos, ele e Rube, queriam matá-lo por ter deixado Sarah em um estado muito desgostoso. Agora, Rube é como se estivesse no lugar desse cara e parecia não se incomodar com isso. Talvez nem seu subconsciente o fez se lembrar. Sinal de que estava muito bem.   

   Como era de se esperar (e também está claramente descrito na sinopse), Cameron se apaixona inteiramente por Octavia. Uma paixão ofuscada pelo então incansável desejo de repouso. Ela o reconfortou enquanto o menino procurava outro lugar para descanso. Ele assim a escolhera para se afogar diante de todo aquele abismo. Os dois encontraram-se um ao outro. Por um lado, foi bom para que Cameron se soltasse mais, e por outro nem tão aprazível assim, pois o que sentia por ela era quase que uma obsessão. Logo após o primeiro encontro dos dois, o garoto já havia imaginado mil coisas com ela. Mas tudo indica que Cameron havia saciado a sua fome.

  “ ‘Eu tenho fome, Steve’.
E, depois disso, fechei a porta.
Não a bati.
Não se atira em um cachorro que já está morto”. 

   A Garota que Eu Quero pode ser lido tranquilamente por aqueles que não acompanharam a história desde o início. Sua escrita é de fácil compreensão e agradável. Embora o sucesso do mesmo autor, A Menina que Roubava Livros, tenha sido excepcional, o mesmo não se aplica para este. A ênfase que deve ser dada e não esquecida é como o personagem principal reage antes e depois do primeiro amor. O assunto abordado é bem rudimentar, mas ainda sim concede intromissão e adentramento nessa história. 

Obrigada pela leitura!

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  • [Resenha] A Seleção, Kiera Cass

    16 nov

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    Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
    Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
    Então America conhece pessoalmente o príncipe – e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.
    A Seleção (The Selection)
    Editora Seguinte|368 páginas|ISBN 978-85-65765-01-5

    A Seleção (AS) se trata de um exemplar de uma trilogia composta pelos seguintes títulos: A Seleção, A Elite e A Escolha.

    Antes de qualquer coisa, devo dizer que a trilogia é bastante comparada com a saga Jogos Vorazes, embora, deveras, a comparação para no ponto em que as duas se denotam reality shows, e pela fome e a pobreza de determinadas “castas” (são 8 no total), o que consequentemente gera certo cenário de revolução.

    As duas sagas têm valores diferentes, povos diferentes e poderes diferentes. Em Jogos Vorazes nos deparamos com um poder absolutamente centralizador, cujo presidente da então PANEM, Presidente Snow, tem o país em suas mãos e faz parecer exatamente tudo o que quiser que pareça. Já em AS, o poder amplifica-se ao rei Clarkson (o rei como poder maior, claro), na rainha Amberly e em seu filho, príncipe Maxon, assim podendo dizer que o mesmo se revela como um ser muito adorável, diferente do Presidente Snow, cujos ataques e destruições ao povo vêm de suas ordens. Em A Seleção, o terror é feito por rebeldes determinados sulistas e nortistas. Agora vamos ao que interessa! Uhul \0/

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    Para darmos início a resenha, vamos conhecer um pouco do cenário por onde se passa os acontecimentos. Estamos diante de um país chamado Iléa. Antes de ser concebido a este nome, era chamado de Estado Americano da China, porque, de acordo com o livro, os Estados Unidos ficaram em dívida com a China, por conseguinte, este determinou invadi-los. Paremos por aqui essa aulinha de história, porque A Seleção narra precipuamente a respeito da tão acirrada Seleção, o que não é um fenômeno, muito menos um acaso, e sim quase como que uma cerimônia real, não tendo uma data preestabelecida para sua ocorrência.

    O glorioso “porquê” desse fato é  captar 35 garotas dentre toda Iléa. No livro diz que acontece um sorteio para a escolha das 35, mas lógico que eles querem as mais lindas para fazer parte desse reality, pois além de apenas a inscrição de dados pessoais, eles tiram uma foto de cada garota. O objetivo é que o príncipe Maxon vá eliminando garotas com as quais ele menos tem afinidade, até sobrarem dez, para que assim essas dez garotas façam parte da Elite (assunto a ser tratado no segundo livro da série). Em vista disso, é marcado encontros, jantares e saídas. Imagine um garoto saindo com 35 garotas ao mesmo tempo. Pois é! Claro que uma garota por vez. A escolhida (assunto a ser tratado no terceiro livro da série) quem será nomeada princesa. Pode parecer um pouco óbvio, mas quem sabe as aparências não enganam?

    Voltando ao início do livro, ficamos inquietos com a empolgação da mãe de America Singer (casta 5), uma artista que canta e toca piano excelentemente bem.  A exaltação de sua mãe vem da carta que a família Singer recebera, cujo conteúdo era uma chamada para meninas entre dezesseis a vinte anos solicitando sua inscrição na Seleção (não importava de qual casta pertencia). A princípio, America estava decida não tentar a sorte. Usar a coroa, ser princesa, ter conforto e segurança (não sabia que o palácio não era tão seguro assim até ter estado lá dentro), dentre outros tratamentos reais. Sua certeza se concretizou no dia em que Aspen (namorado secreto de America por dois anos, casta 6) insistiu para que ela se inscrevesse, porque ele se sentia um obstáculo entre sua amada e a mordomia e conforto que os dois nunca ousariam pensar em ter. E então ela foi selecionada!

    “Regras demais, estrutura demais, gente demais. Eu só queria ficar sozinha com um violino”.

    Já no castelo, America se vê diante dentro de uma, como ela própria diz, jaula. Sentia-se pressionada no meio de tantas garotas finas, como se não pertencesse àquele lugar, e isso era de se esperar, levando em consideração que a garota era, vulgarmente, pobre. Lá, ela tinha aulas de história e bons modos. Achava o príncipe Maxon metido e apostava que ele não se importava tanto assim para seu povo, até conhecê-lo.

     “Quando choram, as mulheres nem sempre querem que você resolva o problema. Elas só querem ser consoladas”.

    Detalhe: Ao ser selecionada, America deixou de pertencer a casta 5 e se tornou uma Três!

    Certa noite, a senhorita Singer sai correndo porta afora de seu quarto a procura de ar. Se esbarra com os guardas na porta do palácio que não a deixa sair e (antes mesmo de ler eu já sabia) o príncipe Maxon aparece (com uma entrada triunfal!) e ordena que os guardas abram a porta. O restinho desse primeiro encontro dos dois é segredo para você que ainda não leu. Posso assegurar que não decepciona.

    “Era evidente que minha preferencia pelo outro o incomodava, mas em vez de escolher o ódio, ele demonstrou compaixão .Esse gesto me fez confiar nele”.

    Em suma, não é tão abordado o quadro político e revolucionário, o que é uma pena, porém não influencia na essência do livro, e sim o estado psicológico que a Seleção causa na vida interpessoal e sentimental da queridinha do público e do príncipe, America Singer.

    Casta 1: A nobreza e o Clero.

    Casta 2: Celebridades, modelos, atletas profissionais, políticos, atores e oficiais.

    Casta 3: A elite, educadores, filósofos, inventores, escritores, cientistas, médicos, veterinários, dentistas, arquitetos, bibliotecários, engenheiros, psicólogos, cineastas, produtores musicais e advogados.

    Casta 4: Fazendeiros, joalheiros, corretores de imóveis e de seguros, chefes de cozinha, mestres de obras, proprietários e donos de restaurantes, lojas, hotéis e trabalhadores de indústrias.

    Casta 5: Artistas, músicos, fotógrafos e dançarinos.

    Casta 6: Secretários, serventes, governantas, costureiras, balconistas, cozinheiros e motoristas.

    Casta 7: Jardineiros, pedreiros, lavradores, pessoas que limpam calhas e piscinas, e quase todos os trabalhadores braçais.

    Casta 8: Pessoas com deficiência (especialmente quando desamparadas), viciados, fugitivos, sem-tetos, bastardos e traidores (acrescentei por conta própria essa última característica). As informações acima foram extraídas do seguinte link: A Seleção – Wikipédia, a enciclopédia livre

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

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  • [Resenha] A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, Jennifer E. Smith

    6 nov

    Download-A-Probabilidade-Estatística-do-Amor-A-Primeira-Vista-Jennifer-E.-Smith-em-epub-mobi-e-pdfSinopse: Às vezes a gente tem um clic e percebe que tudo mudou. Por uma coincidência. Uma fatalidade. Ou algo trivial. Nada será como antes.  É exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. E quatro minutos podem MESMO mudar tudo.

     

     

    A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista (The Statistical Probability of Love at First Sight)
    Editora Galera Record|224 páginas|ISBN 978-85-01-09544-2

    Quem diria que quatro minutos poderia mudar tudo? Por causa de quatro minutos Hadley perde o avião para Londres onde seu pai está morando agora e irá se casar pela segunda vez. Não que não iria comparecer; ela pegaria o próximo avião. Mas mesmo se por causa do destino não chegasse a tempo, a garota não se importaria. Hadley sente mágoa por ele ter deixado ela e sua mãe e ter se mudado para o outro lado do mundo.

    Devia estar na cozinha deles em casa, vestindo as calças do pijama – as que têm um buraco no calcanhar porque são muito longas. Ou dando uma olhada nas contas no escritório, bebendo chá na caneca com a inscrição TEM POESIA?, pensando em ir lá fora para cortar grama. Na verdade, há um bom número de coisas que poderia estar fazendo neste momento, menos se casando”.

      O que a faz distrair um pouco seus pensamentos é Oliver, um garoto simpático e engraçado que conhece no aeroporto. Toda aquela ansiedade ruim de ter de comparecer no casamento de seu pai, conhecer sua nova madrasta e entrar na igreja como madrinha se amenizou quando se deu conta de que iria dos Estados Unidos até a Inglaterra sentada ao lado desse garoto pelo qual teve uma quedinha.

      Apesar da capa e sinopse bem sugestivas ao que diz respeito ao amor romântico entre adolescentes , o livro de Jennifer E. Smith aborda algo bem profundo que diz respeito entre a relação estreita de uma filha com seu pai. A garota quer que tudo volte a ser como antes, mas ao invés disso, ela se vê obrigada a aceitar aquela nova vida de seu pai. Quando chega em Londres, seu coração fica pequenininho.

    “Ela fica sem saber o que fazer com tanta alegria no olhar dele, com seu sorriso profundo. Ela congela, fica dilacerada. Parece que estão torcendo seu coração como se fosse uma toalha molhada. Sua vontade é ir embora para casa”.

      Qual seria a probabilidade estatística do amor à primeira vista? Tenho certeza que Hedley e Oliver descobriram isso juntos. Não tem como deixar a atmosfera de romance adolescente de fora.

      Assim como sua capa, o livro é muito fofo e gostoso de ler. Tudo acontece em um único dia, também podendo ser lido no mesmo tempo. Este romance é indicado para quem deseja se deliciar numa aventura delicada.

     

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

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  • Estranhos Como Eu

    27 out

      Olá, pessoal!

      Resolvi juntar tudo o que eu gosto em um lugar só. Este não será só meu espaço, mas também o de vocês, pois a intenção é compartilhar  opiniões. 

      Eu, juntamente com os colaboradores, estamos sempre em contato preparando conteúdos especiais para vocês. Nosso objetivo é discorrer sobre livros, filmes e música de modo que possamos refletir mais sobre estes.

      Se você é uma daquelas pessoas estranhas que acompanham séries como loucos, viajam nas  playlists, não param de falar nos filmes dos finais de semana e viram a noite lendo, tenham certeza de que somos tão estranhos quanto vocês.

    Estranhos Como Eu

     

     

     

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