Categoria: Romance e Drama

[Resenha] O Silêncio das Montanhas, Khaled Hosseini

23 jun

o silencio das montanhasSinopse: O romance traz como protagonistas os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens. Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim, como em O caçador de pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes. É um globo altlivro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

Drama   |   352   páginas   |   Avaliação 3 / 5

   A motivação para ler O Silêncio das Montanhas (com certeza absoluta) foi o ENORME impacto que o livro A Cidade do Sol, do mesmo autor, causou em mim. O Caçador de Pipas também fez um sucesso estrondoso, mas nem se compara a A Cidade do Sol (não sei nem descrever o quanto esse livro é MARAVILHOSO e merece ser lido e relido).

   O Silêncio das Montanhas é o livro mais recente do autor lançado no Brasil. A carga emocional é tão forte quanto a de suas obras anteriores. Hosseini vai tratar de um assunto delicado: a separação. Pari e Abdullah são irmãos que moravam em uma aldeia próxima a Cabul. Pari era bem novinha quando foi vendida, não era capaz de compreender a crueldade e os sacrifícios dentro da sociedade a qual vivia. Foi um baque forte na vida de Abdullah, pois o irmão era muito apegado à caçula. É comum algo como tal ocorrer no oriente médio. À primeira vista, tudo o que conseguimos pensar é, no caso de Pari, por que isso? Mas não é difícil captar o que anda acontecendo por ali. 

o silencio das montanhas

“Posso resumir numa palavra: guerra. Ou melhor, guerras. Não uma, nem duas, mas muitas guerras, tanto grandes como pequenas, justas e injustas, guerras entre diversas castas de supostos heróis e vilões, e cada herói nos fazendo sentir mais saudade do antigo vilão” (p. 110).

   O livro tem a capacidade de nos mostrar o impacto que essa separação cria. Não só pela visão de Abdullah, mas também a partir de outros personagens e grande significância na trama. Ele vai fazer jogadas entre o passado e o presente, além de nos levar ao Afeganistão, França Grécia e Estados Unidos.

 “… Não havia como esquecer. Pari insistia em pairar nos limites do campo visual de Abdullah onde quer que ele fosse. Era como o pó que se apegava à sua camisa. Estava nos silêncios que se tornaram tão frequentes na casa, silêncios que intumesciam entre as palavras trocadas, às vezes frios e vazios, às vezes prenhes de coisas que não eram ditas, como uma nuvem cheia de uma chuva que jamais caía…” (p. 52).

   Khaled Hosseini me deixou despedaçada com essa história. Enquanto eu lia, torcia por tanta coisa… Não sei nem como explicar o quanto o desfecho me tocou. Não só isso, mas me deixou sem chão. Você treme e descabela, mas não tem para onde ir. Só a opção de virar as páginas, seguindo em frente. Não só por ele ter falado, mas a gente realmente sente o quanto o autor se coloca em seus livros, dá o máximo de si a fim de transpassar a dor e a esperança que viveu em seu país de origem.
Até a próxima!
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  • [Resenha] Corte de Espinhos e Rosas, Sarah J. Maas -Releitura de A Bela e a Fera

    17 jun

    corte de espinhos e rosas resenhaSinopse: Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um lobo gigante, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo galera-recordonde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

    Fantasia   |   433 páginas   |   Avaliação 5/5

       Foi muito engraçado a maneira que descobri o livro. Uma amiga (a Ingrid, do Resenha Atual) havia lido e me indicou. Foi difícil decidir comprá-lo, porque sou MUITO chata com fantasia. Meio que parei de ler, porque me decepcionava muito com o gênero. O mais legal disso tudo é que eu amei a história e indico o livro para todo mundo agora hahahah Queria que vocês entendessem a dimensão da obra, por isso vou tentar resumir dando detalhes do que achei interessante, mas o universo de Corte de Espinhos e Rosas é bem complexo, então pode ser que fique um pouco grande. 

       O mundo aqui é dividido entre as terras humanas e as Feéricas, que é onde habitam criaturas infinitamente mais fortes que os humanos, incrivelmente perigosas e bonitas. Havia um acordo entre eles que nenhum dos povos deveriam cruzar a terra do outro. Porém, um ser feérico transformado em lobo vagava pelas florestas das terras que pertenciam aos humanos. Feyre, nossa protagonista humana, vê a criatura enquanto caçava alimento e decide derrubá-la. Ela tinha duas irmãs egoístas e um pai irresponsável, que há muito já havia desistido de lutar para sobreviver. Toda responsabilidade recaía sobre a garota. Aprendera a se virar sozinha. Quando chegou com o enorme lobo, não havia como esconder a satisfação de ver sua responsabilidade sendo cumprida. 

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       Em algum momento da noite, a casa deles é invadida por uma criatura bestial, como um enorme lobo também, que dizia que, por ela ter quebrado o acordo e matado um ser feérico, deveria renunciar toda sua vida ali e ir com ele para as terras encantadas, mais precisamente para a Corte Primaveril. Se quisesse manter todos a salvo, deveria fazer isso. Então o fez.

       Os feéricos tinham fama de serem maus, então só alguém estupidamente burro se voltaria contra uma ordem ou os enfrentaria. Foi isso que Feyre fez na maior parte do tempo. Ela chegou tremendo, com receio de tudo. Como o romance tem um toque de A Bela e a Fera, muitos já devem imaginar o que acontece. A garota começou a se sentir apaixonada pelo feérico, o qual se chamava Tamlin. Sua Corte era enfeitiçada e todos usavam máscaras, ao passo que no clássico, eles eram a mobília. As cenas que se desenvolvem ali são bem gostosas de ler. Os diálogos fluem perfeitamente bem. De pouquinho a pouquinho, vamos vendo o desenvolvimento do envolvimento da garota com aquele novo povo. No que antes queria fugir e retornar para sua família, seu desejo se tornou outro: viver eternamente com Tamlin.

    ” Tudo se tornou um borrão de cor e som, e ele era o único objeto ali, me puxando de volta para a sanidade, para meu corpo, que brilhava e queimava em todos os lugares que Tamlin tocava” (p. 237).

       Existe uma segunda parte no livro, embora ela não seja sinalizada. É quando o prazo da maldição de Tamlin chega ao final. É a partir desse ponto que a tensão, o pico da narrativa de fato se eleva. Toda Corte é sequestrada por Amarantha. Ela é a bruxa a qual os amaldiçoara. Feyre, fraca coitada, enfia naquela cabeça dura de que pode salvar a todos da maldição. Ela sofrerá MUITO nas mãos de Amarantha. Mas devo dizer que são as melhores cenas do livro! Eu gritava, roía as unhas, faltava o ar e pulava! Fiquei tão, mas tão (absolutamente) imersa na narrativa que quando você percebe, ela já acabou. Só lembro que eu queria ler sem parar. Esse livro é desses hahahah Danadinho! E preciso destacar também a ESCRITA da autora. Que envolvente! 

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       Só pra finalizar, queria ressaltar que uma das coisas que eu adoro ler/assistir é empoderamento feminino, só que não estereotipado, estilo “machinha”, por favor! Assim como vi em The Kiss of Deception, criei um pouquinho de expectativas aqui, mas infelizmente não acontece, nem um pingo. É só uma observação, não crítica. Até porque, Feyre é de acordo com que a história pede. E ela pediu uma garota corajosa, mas também humana. Os seres mágicos das terras feéricas eram famosos pelo poder e maldade, e não seria nada inteligente enfrentá-los. Por isso ela se mostrou bem relutante e medrosa. Entretanto, conseguiu ser forte quando necessário. Estou lendo já Corte de Névoa e Fúria e, pelo amor dos marcadores de página, preciso terminá-lo! 

    Até a próxima <3

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  • [Resenha + SORTEIO] Meu Nome é Albert, Ronaldo Viana S.

    3 jun

    meu_nome_albert_capa_em_baixaSinopse: Pessoas são diferentes. Pessoas são únicas. Pessoas têm nome e, neste livro, o nome Albert poderia ser substituído por John, Dimitri, Sarah, Giulia, poderia até ser Kurt ou qualquer outro. Poderia ser o seu, poderia ser o meu. Lendo este livro, é possível que você ria com Albert, que chore com ele. E é bem possível que você o ame. Talvez você se veja nesse garoto e queira entrar nas páginas desta obra e defendê-lo – ou defender-se – de seus agressores. Meu nome é Albert! é uma obra baseada em fatos reais. Nela o autor reviveu aeditora-novo-seculo própria história e a de milhares de pessoas ao redor do mundo, talvez até a sua. Uma história que é vivida por muitos, mas que não deveria pertencer a ninguém.

       Drama   |   256 páginas   |   Avaliação 5 / 5

       meu nome e albert ronaldoO autor vai nos levar a meditar acerca do bullying, fazendo pensar em como podemos prestar mais atenção às pessoas ao nosso redor. Além disso, vemos como que é difícil tanto a autoaceitação de quem está sob violência física e psicológica, quanto a aceitação daqueles que praticam (os bulliers). Devemos ter pena ou dar o troco nos igualando à eles? Qual é a vantagem em não revidar? Está certo sofrer calado? E quando não temos força ou vontade de pedir ajuda? E se o buller for alguém da própria família?

       O ano é 1974 e o cenário é uma pequena cidade na Alemanha. O pequeno alemão, Albert é o caçula da família. Com apenas 11 anos, já passava por situações preocupantes, as quais acarretava ao garoto dias carregados. Seus irmãos, Carol e Tom, sempre o tratavam com desprezo. Na escola, era alvo de zombarias. Pra piorar, até uma professora o fazia de chacota. Tudo isso por ter nascido com somente três dedos nas mãos. Essa fase de desenvolvimento é a que mais deixa marcas em alguém, e fico preocupada em como crianças crescem passando por isso. Nenhuma deveria.

    “Bella realmente estava muito preocupada com Albert e achava que estava perdendo o filho para um mundo desconhecido, solitário e, pior, talvez sem volta” (p. 22).

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       Os momentos de paz que ele tinha era quando passava o tempo no jardim de sua casa. Lá, ele conversava com seu melhor amigo (imaginário), Kurt. Sua mãe, preocupada com a solidão dele, buscou ajuda com a igreja, a escola e um médico psicólogo. Demorou muito tempo até, enfim, se dar conta que seu filho sofria bullying na escola e, infelizmente, até dentro de casa, pela própria família.

    “Aquele jardim era o refúgio de Albert e o seu esconderijo seguro, ao passo que Kurt era o amigo que o mantinha vivo e acalentava a esperança de dias melhores” (p. 27).

       Um fato interessante é que alguns acontecidos com Albert foram inspirados na própria vida do autor, Ronaldo Viana S.  Ele escreveu uma história que pode ajudar a compreender e a obter soluções sobre o bullying tanto no ambiente escolar quanto familiar. 

    “- Eles colocam apelidos feios em mim, implicam todo dia comigo e me agridem. Como vou amar essas pessoas?
    – Mas não são essas pessoas que precisam de amor, Albert?” (p. 44).

    meu nome e albert

       Meu Nome é Albert me fez refletir diversas coisas. Para apresentá-lo, vou logo dizendo para não se assustarem, pois, apesar do gênero dramático e o enredo aparentemente pesado, a narrativa se desenvolve de maneira delicada, a fim de não provocar aquela energia densa. É o mesmo sentimento que fluiu em mim ao ler Juntando os Pedaços, de Jennifer Niven. A história externa tal sensibilidade ao explorar o assunto, o que nos faz simpatizar com Albert e, de certa maneira, nos vemos nele. Albert é só mais um garoto oprimido. Mas poderia ser qualquer outra pessoa. Poderia ser você. Poderia ser eu.

       Nesse livro, você vai encontrar todas as respostas para as perguntas apontadas na introdução. Não deixe para amanhã para descobrir como termina a história de Albert (e também a sua, a nossa).

    SORTEIO

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    sorteio de livro

    Até a próxima!

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  • [Resenha] A Nova República, Lionel Shriver

    20 maio

    a nova republicaSinopse: Há anos um grupo separatista da região de Barba, em Portugal, explode bombas ao redor do mundo como estratégia para conseguir a sua independência. A comunidade internacional vive aterrorizada e a autodeterminação de Barba é um dos temas centrais da política mundial. A capital, Cinzeiro, abriga jornalistas de toda parte, entre eles o recém chegado Edgar Kellogg – advogado bem-sucedido que trocou a carreira em Nova York pelo entusiasmo e a imprevisibilidade do jornalismo. Hostilizado na infância por ser gordo, construiu uma_Intrínseca idolatria por personagens magnificentes. Quando lhe oferecem uma vaga de correspondente em Barba, península ficcional de Portugal onde surgiu um movimento terrorista, Edgar não hesita. Enviado para substituir o excepcional repórter desaparecido Barrington Saddler, o novato reconhece nesse homem grandioso a figura que deseja imitar. 

    Ficção   |   384 páginas   |   Avaliação 5/5

       Esse, dentre os seis livros lançados no Brasil da autora, é o mais recente. Não por ordem de escrita, e sim por lançamento. Originalmente, A Nova República foi concluído em 1998, mas não publicado, pois, por abordar um assunto tão intrincado na época como terrorismo, a autora não conseguiu seduzir o público. Ainda mais depois dos atentados de 11 de setembro. O romance teve que ficar mais alguns anos na gaveta até, enfim, ser publicado em 2012. No Brasil, em 2015.

       O livro flui com a presença de Edgar Kellogg narrando em terceira pessoa. O homem estava em seus quarenta e poucos, tinha uma vida tranquila financeiramente trabalhando no ramo da advocacia e uma namorada. Ganhava muito bem, porém isso não era seu objetivo na vida. Queria ter emoção, viver uma aventura, se tornar admirado. Para isso, nem ao menos se importou em colocar na balança o que perderia se largasse tudo em busca de seu sonho. Logo, entrou em contato com um amigo da época da faculdade e este o indicou pra uma entrevista em um jornal, National Records. Aceitou por uma merreca o emprego de correspondente substituto. E sua primeira parada seria em Barba, uma península fictícia de Portugal onde a população é pobre, ingrata e alvo de atentados terroristas. As pessoas queriam mais era sair do lugar do que de fato irem para lá.

     “Não existe nenhuma “verdade” global lá fora. Só um punhado de pequenos fatos banais, dissociados” (p. 25).

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       Edgar foi obeso em sua juventude. Em um misto de raiva e frustração, obteve sucesso na perda de peso, entretanto, o trauma fora tanto que deixou algumas cicatrizes profundas em sua alma. Ele se criticava. Sua auto estima era tão diminuto, que qualquer pessoa era melhor do que ele. Por esse motivo, teve algumas fantasias onde, em sua cabeça, idolatrava um amigo da faculdade como se fosse seu ídolo. Qualquer um que aparentasse ser mais seguro que Kellog, era melhor que Kellog.

    “Provavelmente, era mais interessante adorar que ser adorado, mais arrebatador, mais cativante e, de um modo ou de outro, muito menos assustador” (p. 375).

    “Edgar reconheceu sua vida como um ato ininterrupto de redução” (p. 373).

       Chegando em Barba, conheceu seus companheiros de trabalho. Foi inundado por enaltecimentos dos colegas por Barrington. Tal homem era adorado ali. Bear, como era chamado, estava no cargo antes de Edgar cobrindo o movimento terrorista, e sumiu do nada. Ninguém sabe se havia fugido, sido estripado, assassinado… Acontece que Bear era endeusado aparentemente por (quase) todos ali. Com isso, Edgar sentiu o tamanho da influência que o homem exercia, e sem ao menos conhecê-lo, o invejou. Durante toda sua estadia, ele foi assombrado por seu fantasma. Até sua alucinação o intimidava.  

     “[…] se Barrington não o fizesse, parecia uma coisa sem graça” (p. 274).

       A casa em que hospedou era a mesma que Barrington havia ficado. Ali descobriu muita coisa, coisas as quais teria sido melhor se permanecessem escondidas. Fez Edgar tomar rumos que certamente se arrependeria mais tarde. O peso da culpa o encobriria, sem haver a possibilidade de voltar atrás. Péssimo para ele, mas excitante para os moradores de Barba.

     “Edgar saiu forta afora. Vum, o vento esbofetou no rosto, com o conhecimento certeiro de que, ao passar por aquela soleira, ele também havia cruzado um limite para o qual poderia ser difícil voltar” (p. 228).

    “Naquela noite, muitos seriam os barbenses entediados que se alegrariam em segredo por estar finalmente acontecendo alguma coisa naquele lixo de Cinzeiro” (p. 356).

       Agora, o que eu achei? Pelo tamanho da resenha já deu pra perceber que gostei pouco hahah Quando a gente gosta, não tem como mesmo… Mais uma vez Lionel Shriver me intrigou. SEMPRE me descabelo enquanto leio seus livros. Esse foi o que teve a pegada mais leve, apesar do tema parecer “chato” e duvidoso. Sei que o assunto pode aparentar um tanto redundante para os fãs de leitura que preferem levar como hobbie, mas deem uma chance para a autora. Seus livros nos permite pensar. Não é uma escrita simples, mas também não é tão rebuscada. 

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       Imagino aqui comigo como posso convencer vocês de lerem… Ela é a autora de Precisamos Falar Sobre o Kevin, livro aclamado pela crítica. Até foi feito uma adaptação cinematográfica. Seu jeito inteligente de organizar pensamentos na escrita é de deixar a gente de boca aberta. Em todo livro ela faz sacadas geniais e os desfechos SEMPRE impressionam. Podem ter certeza de que o final nunca vai ser algo que vocês esperam.

    Até a próxima!

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  • [Resenha|ATUALIZAÇÃO 11/08/17] Leia Online ou Baixe 79 Park Avenue, Harold Robbins

    8 maio

    79 park avenue resenhaSinopse: Uma investigação sobre a elegante agência de modelos na Park Avenue, em Nova York, revela que por trás daquela fachada, lindas jovens eram levadas à prostituição e exploradas por um sindicato de gangsters. Na direção da agência está Maryann Flood, a inesquecível call-girl com um código de ética que a violência do padrasto, o reformatório e a vida na prostituição não haviam transformado num ser humano de segunda classe. Levada aologo nova cultural banco dos réus no Tribunal do Júri, Maryann vive uma estranha contradição: deseja sucesso à acusação, pois Mike Keyes, o Promotor, foi o único homem a quem amou em toda vida.

     

    Drama/Romance   |   310 páginas   |   Avaliação   2 / 5

       Minha mãe leu esse livro em 1987 e desde então ele ficou guardado. Enquanto estava organizando meus livros, o encontrei e resolvi que um dia leria. Ela disse que se parecia muito com Sidney Sheldon, e até achei algumas resenhas onde as pessoas diziam a mesma coisa. Acontece que, na minha humilde opinião, 79 Park Avenue poderia ter ficado na gaveta.

       Li que esse livro tinha um quê de Sheldon só que mais ousado, e gente, isso não faz sentido algum. Por mais que a sinopse seja instigante e provocadora devido a seus temas polêmicos, o considero bem fraco. Os diálogos não form sujos, agressivos ou marcantes, não teve nenhuma cena de sexo e tampouco um andamento na proposta do livro. Essas são umas das marcas nas obras de Sidney Sheldon. 

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       A proposta que a trama fundamenta é a expectativa de uma audiência a qual Maryann Flood está sendo acusada de orquestrar e proteger um esquema de prostituição de jovens garotas. Acontece que, para ela ter chegado até ali, ocorreram inúmeros fatores em sua vida, então o autor  volta desde sua adolescência a fim de explicar toda sua trajetória dentro do mundo da prostituição. O curioso é que o leitor vai descobrir que não foi escolha dela estar na direção de todo esquema, o que até provocará um leve sentimento de comiseração em relação a Maryann.

       O julgamento já está a caminho, mas o mesmo não tem desenvolvimento. Durante o livro inteiro nós somos guiados ao passado da mulher. Quando garota, Maryann só tinha sua mãe e um padrasto canalha. Ela o provocava bastante, pois somente a sua mãe trabalhava para poder sustentar os três. A garota era descrita como extremamente bela, o que a possibilitou de tirar certas vantagens de homens ricos. Diante de todos os olhares que ela tinha, só um a interessava: o de Mike Keyes. Desde que se conheceram, ele fora o primeiro homem que a enxergou como quem verdadeiramente era. Uma mulher que desejava o mesmo que qualquer outra. Família, lar e tranquilidade. A viu desprovida de todo luxo que a encobertava. Viu seu coração. O mais doloroso era que o homem exercia a profissão de advocacia e era ele quem a acusava.

    “Sentia, porém, que precisara mais de mim nessa época do que em qualquer outra de sua vida. E minha conclusão única era de que eu lhe havia falhado” (P. 150).

       Entretanto, o romance entre eles sempre fora muito conturbado. Ross, um amigo de longa data, tinha uma paixão louca por Maryann, o que causou grandes problemas para ela, pois, por mais que quisesse seguir seus caminhos, o homem a perseguia. Não vou defende-la também. Ela fez muitas coisas idiotas e poderia ter trilhado caminhos diferentes, mas para tudo tem uma escolha e suas escolhas não foram tão louváveis, por mais que seu passado tenha realmente sido difícil.

    ” – Você é o tipo de problema que eu gosto” (P. 193).

       Nenhum personagem me deixou realmente entusiasmada. Só o Mike, que foi a melhor pessoa do livro. Uma pena que as cenas em que ele aparecia foram poucas. Nas demais, eram sempre com Maryann. Os capítulos não são tão longos, fluem bem rápidos, apesar de não germinar aquela inquietação que faz nós leitores nos animarmos de abrir um livro. No mais, o considero bem fraco mesmo. Quando o autor termina de expor a caminhada da vida da mulher até o momento em que ela se encontra como réu, o livro basicamente termina. Ou seja, temos uma conclusão acerca de seu julgamento, mas o tempo todinho que percorre a obra é o passado. Então, basicamente, o porquê da obra é assimilar os fatos passados para entender a razão de Maryann Flood ter sido presa. Não espere um mistério astuto.

    LEIA ONLINE ou BAIXE o livro no blog Le Livros <3 Basta clicar AQUI

       Estava procurando na net mais sobre o livro e percebi que o mesmo não estava disponível nos sites de compras online e busquei essa outra opção. No link acima você pode BAIXAR ou ler ONLINE mesmo. Espero ter ajudado!

    Até a próxima <3

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  • Opinando Sobre: Os Segredos de Colin Bridgerton, Julia Quinn #4

    1 maio

    os segredos de colin bridgerton capaSinopse: Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso deeditora-arqueiro humor afiado e de uma beleza incomum. Quando fica sabendo que ela também guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.

    Romance de época   |   336 páginas   |   Avaliação 4 / 5

    Vale a Pena? 

       Mais um romance de Julia Quinn que diz respeito a uma das famílias mais amadas dos últimos tempos: os Bridgertons! Quem hoje não conhece esses irmãos, não sabe o que está perdendo! Eles me fizeram amar o romance de época, ter outra visão acerca do gênero. Como experiência pessoal, devo dizer que, se você quer dar espaço a novos tipos de leitura e não sabe por onde começar, comece pelos Bridgertons. Para uma amante de terror/drama, a série impressiona fácil! Quando você menos esperar, já vai estar completando a coleção! E claro, não é enjoativo ler um atrás do outro, afinal, são 9 livros no total. Mas, para dar aquela quebrada, é legal intercalar outros livros dentro do rumo de leitura dos 9 queridinhos rsrs. 

       Com Os Segredos de Colin Bridgerton não foi diferente. Ele é o quarto livro e ainda não me cansei dessa família (oh god!!). É isso, gente. Não sei se tem como enjoar. Eles são tão amáveis e tem cada personalidade… Nesse volume, nós conhecemos mais sobre a vida de Colin e, claro, Penelope. A gordinha apagada a qual ninguém se interessava. É óbvio que aqui ela tem seus destaques e, como todo “viveram felizes para sempre“, ela encontra seu cavalheiro encantado. Vocês nem imaginam quem seja, não é? hahah 

    “No fundo, ela sabia quem era: uma garota inteligente, generosa e muitas vezes até mesmo engraçada, mas, de alguma forma, sua personalidade sempre se perdia em algum lugar a caminho da boca e ela acabava dizendo a coisa errada ou – o que era mais comum – nada” (p. 12).

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       Não estou me aprofundando porque não há uma pessoa que já não tenha lido sobre a série e imagino que devam estar um pouco cansados de baterem na mesma tecla. Mas gente, o que não posso deixar de falar é que esse quarto volume está tão maravilhoso quanto os outros, só não dei nota máxima porque meu favorito continua sendo o segundo livro, O Visconde Que Me Amava <3

       Se você já leu, não está perdendo nada haha Mas se você ainda não leu, dê uma chance a Julia Quinn, independente do seu estilo favorito de leitura. Está a fim de se impressionar? Levar um tapa na cara e um “nunca te falaram pra não julgarem pelas aparências?”. Então, meio que foi isso que aconteceu comigo. Não dava nada para romances de época, e a autora me mudou. Sou bem mais receptiva hoje em relação ao gênero. 

       Até a próxima!

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