Categoria: Romance e Drama

[Resenha] Ruptura, Simon Lelic | Violência na Escola

9 dez

rupturaSinopse: Bullying é o centro da questão aqui. Quando ele existe, é inevitável o fato de que há outras pessoas envolvidas. Afinal, quem é o responsável pelo sofrimento da pessoa intimidada? E quando os que presenciam esse tipo de abuso não fazem nada? E os que de longe observam e agem como se nada disso fosse da sua conta? Ruptura é um romance que conta uma história necessária ao se debruçar sobre uma das selo-nova-fronteiraquestões mais polêmicas e discutidas da atualidade. Um tema que desafia pais e educadores e que é apresentado de forma envolvente numa trama intensa que promove ao leitor entretenimento e reflexão.

  Drama  |  286 páginas  |  Avaliação 4/5

  Ruptura se apresenta como um livro necessário de ser lido por todas as entidades escolares, tanto professores quanto alunos. Se for o caso do aluno, deve ser feito um estudo com professores acerca do mesmo para que a história não seja vista de forma confusa pelos alunos. Trata-se de um assunto tabu, ainda mais com tantos registros de violência nas escolas. O romance não aborda o bullying como algo fantasioso. Infelizmente, vemos a nossa volta situações similares encontradas neste livro, senão mais trágicas.

   Os capítulos são alternados entre o dia a dia de Lucy, detetive do caso, e testemunhos de familiares, amigos, professores e alunos. Para quem não leu a sinopse, Samuel Szajkowski é o professor em uma escola em Londres que lançou fogo com uma arma velha em três alunos e uma professora antes de se suicidar. Lucy investiga com muito afinco quem era por verdade o professor Szajkowski e porque ele cometeu um crime tão cruel. Quanto mais Lucy interroga as pessoas, mais ela descobre sobre quem era o homem que assassinou quatro pessoas a sangue frio.

   Todos, logicamente, o acusaram. Era uma pessoa sozinha, não tinha muitos amigos e tampouco namorada. Havia uma professora da mesma escola com a qual Samuel saíra algumas vezes, mas nada que ultrapassasse o físico. Sempre muito quieto e considerado esquisito, era alvo de bullying não só dos alunos, mas também dos profissionais que trabalhavam com ele ali na escola.

“Trabalho com ele. Preciso me dar bem com ele. Seria constrangedor para os outros se não fosse assim.”

 ruptura-estranhos-como-eu O lugar que era para ser como uma segunda casa para a criança ou o adolescente tem se tornado lugar de violência, discórdia, abuso, má fé, menosprezo e desleixo. Professores assediando e sendo assediados, alunos praticando violência, alunos que não sabem o valor do respeito, uma diretoria negligente (e como ela é negligente em Ruptura!). O diretor se mostrou absurdamente indolente, despreocupado.

“Lidar com dinheiro mancha a alma de uma pessoa assim como suja as pontas de seus dedos. Administrar as contas de uma escola pode ser uma tarefa difícil.”

  O chefe de Lucy, Cole, a estava pressionando que escrevesse o relatório final sobre o caso de Samuel Szajkowski alegando que o mesmo fosse culpado, assim eles encerrariam o caso, porém a detetive não o fez. Pediu um prazo para que pudesse apurar mais os fatos. Cole não queria que isso se estendesse mais, afinal, o professor fez uma chacina na escola e se matou logo em seguida. Vítimas encontradas e assassino morto, ponto final! Embora corresse o risco de perder seu emprego, embora todos considerassem o professor o único culpado, ela não cessou sua busca.

“É difícil, não é? Quando não temos ninguém para culpar por algo terrível que aconteceu. Ou quando não temos ninguém vivo para culpar. Consegue entender? É sempre mais fácil lidar com a dor se você consegue transformar essa dor em raiva, se você consegue liberar essa dor, se consegue culpar alguém, ainda que essa pessoa não mereça ser culpada.”

  Ainda que fosse arriscado para Lucy essa investigação, sua escolha a fez descobrir muito mais do que todos esperavam. Quanto mais conhecia Samuel através dos testemunhos de terceiros, mais sentia compaixão por ele. A ação do professor não pode ser justificada de maneira alguma, mas por um lado ele também foi vítima, não da própria arma, mas sim da indiferença.

“Por que o ônus ficava sempre com os mais fracos quando eram os mais fortes que dispunham de liberdade para agir? Por que os mais fracos eram obrigados a ser corajosos enquanto os mais fortes tinham autorização para se comportar como covardes?.”

  O que nos envolve na trama são os pensamentos e opiniões de pessoas envoltas ao crime, principalmente de Lucy, que se mostrou misericordiosa em relação ao professor. Entretanto, o desfecho deixou um pouco a desejar. Senti que a história terminou antes da hora. É como se tivessem arrancado o capítulo final dele. Parecia que a Lucy fosse fazer muito mais. Porém, isso não classifica Ruptura como um livro ruim. Gostaria que todos pudessem ter a oportunidade para lê-lo.

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Até a próxima!

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  • [Resenha] O Visconde Que Me Amava, Julia Quinn | Romance de Época

    5 dez

    o-visconde-que-me-amava-resenhaSinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o sensoeditora-arqueiro de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.

    Romance  |  304 páginas  |  Avaliação 5/5

      O Visconde Que Me Amava é o segundo volume da série Os Bridgertons. No total, ela é composta por oito livros. Leia a resenha do primeiro volume AQUI: O Duque e Eu.

      Mais uma temporada de baile se inicia e o solteiro mais cobiçado do momento é Anthony Bridgerton, o filho mais velho da família. O visconde sempre viveu uma vida de libertinagem, mas resolveu que era hora de acabar com ela. Decidido, cortejou a dama de maior destaque da temporada: Edwina Sheffield, uma moça de lindos cachos loiros e olhos claros que desperta atenção de todos os cavalheiros por onde ela passa. Entretanto, não a apreciava, ou pior, tampouco acreditava que seria possível amá-la. 

    Mas amor era uma complicação que ele preferia evitar. Não tinha desejo algum de presenciar esse milagre em particular na própria vida (P. 24).

      Além de ter certeza de que não se apaixonaria por alguém, escondia sob sete chaves o medo de não poder viver para ver seus filhos crescerem, seus netos e bisnetos. Tal segredo foi que o motivou a arranjar uma esposa. Sua intenção era não se casar velho demais para que pudesse ter filhos e manter o título na família. Mesmo que seu segredo pudesse fazê-lo partir desse mundo bem mais cedo do que desejava.

      Ao externar seu interesse por Edwina, sua irmã Kate Sheffield, logo se encarregou de adverti-la o quanto o visconde de nada valia, e que se casasse com ele seria a mais infeliz das mulheres. A medida em que Kate o reprimia, a situação se tornara mais atraente para Anthony do que a garota podia imaginar. O homem não desistiria! E ao que parecia, irritar Kate tornou-se um de seus hobbies favoritos.

    – Poucas coisas me agradam mais que um desafio (P. 43).

      Por mais que Edwina parecesse a candidata perfeita, Anthony não pôde deixar de notar sua irmã e concordar consigo mesmo que a mulher tinha suas particularidades. Por mais que Kate perdesse o brilho perto de Edwina, Anthony ainda conseguia enxergá-la. O que antes era apenas formalidade, tornara-se, para o visconde, algo pelo qual valia a pena mesmo ser vivido.

    o-visconde-que-me-amava

      Não senti enorme diferença entre esse e o volume anterior. Em relação aos cenários temos, por exemplo, a casa dos Bridgertons e os bailes. Ao que tange os personagens, os Bridgertons têm grande destaque. O humor e o romance também são bem próximos ao de O Duque e Eu. As cenas são tão divertidas quanto! Dei muitas gargalhadas. E não estou falando isso de graça não, eu realmente me diverti! Ele exala uma atmosfera tão gostosa que não dá vontade de fechar o livro!

      O único ponto que me deixou a desejar foi em relação ao romance. Pensei que a autora traria um ar um pouco diferente, mas não. As moças são bem recatadas e evasivas, como esperado, por se tratar da época. Kate, Edwina e Daphne são bem parecidas nesse quesito. A fórmula em que elas conversam com os cavalheiros, o bate papo que elas têm com as mães… De maneira alguma isso tornou o livro ruim, só o deixou um tanto previsível. 

      O Visconde Que Me Amava foi tão bem recebido (por mim rsrsr) quanto O Duque e Eu. Não sei nem exprimir o que Julia Quinn despertou em mim com seus romances. Só consigo pensar que essa autora fantástica me fez abrir os olhos e me apaixonar pelo gênero. Espero agora ansiosamente para ler Um Perfeito Cavalheiro! Já garanti meu exemplar 😉 

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    Até a próxima!

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  • [Livros em Verso] The Kiss of Deception, por Maria Lúcia M. Xavier | Resumo

    25 nov

    Olá, leitores! No Livros em Verso, os livros são apresentados aqui por meio de versos cheios de ritmo e melodia. Será como uma viagem doce e agradável dentro daquela história que você tanto gosta!

    Este resumo não contém spoilers.

    the-kiss-of-deception-capa

    Era pra ser um conto de fadas
    Lindo, perfeito e verdadeiro
    Mas foi tudo uma mentira
    Os interesses vieram primeiro

    Aos seus dezessete anos
    Levando a vida normal
    Lia, princesa linda
    Primeira filha do casal real

    Mas quando menos esperava
    Ouviu o que o pai lhe falou
    Sentiu seu corpo tremer
    Sua vida desmoronou

    Tudo o que Lia queria
    Só amar e ser amada
    Ser livre e feliz pra sempre
    Sem ser forçada nada

    Pra salvar a paz entre os dois reinos
    Seu pai fez uma aliança
    Casar Lia com o príncipe Derek
    Acabou com sua esperança

    Casar com quem nunca vi?
    Não quero isso pra mim
    Meu pai está sendo cruel
    Não poso fazer assim

    Não abro mãos dos meus sonhos
    Aqui não vou mais ficar
    Eu só vejo uma saída
    Fugir pra outro lugar

    Fogem para Terravin
    A fim de trabalharem como empregadas
    Lia e sua melhor amiga
    Na taberna da pousada

    Em que mil sonhos morreriam
    Pra Lia seria o dia
    Pra nascer um novo sonho
    Era tudo o que queria

    O príncipe tinha uma missão
    Não era do mais contente
    Pra ir atrás da moça foi obrigado
    A atravessar o continente

    Mas um temido assassino
    Foi correndo, foi ligeiro
    Com ordem pra matar a moça
    Quem a encontraria primeiro?

    Para destruir uma aliança entre os reinos
    Só havia uma opção
    Matar aquela princesa
    Era a única solução

    E o final desta história
    Pra você que ainda não leu
    Eu não vou poder contar
    Pois não sei o que aconteceu 🙂

    the-kiss-of-deception-resenha

    Os versos  foram escritos e adaptados por Maria Lúcia Monteiro Xavier.
    A história por trás dos versos pertence ao livro The Kiss of Deception da autoria de Mary E. Pearson.

    Escrito por: 
    Maria Lucia Monteiro Xavier

     

    Maria Lúcia Monteiro Xavier

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  • [Resenha] Cinderela Pop, Paula Pimenta | Vale a Pena?

    15 nov

    cinderela-pop-resenhaSinopse: Nessa versão estendida do conto publicado em “O Livro das Princesas”, Cintia é uma princesa dos dias atuais: antenada, com opiniões próprias, decidida e adora música. Essa princesa pop morava com os pais em um castelo enorme de onde via toda a cidade. Todas as noites, ela olhava pela janela, de onde ficava admirando a vista e sonhando com um príncipe que ainda não conhecia. Porém, um dia, o castelo de Cintia desmoronou e com ele tudo à sua volta. Com a separação dos pais, ela vai morar com a galera-recordtia, se afasta do pai e, principalmente, deixa de acreditar no amor. Ela só não contava com um detalhe… Havia mesmo um belo príncipe encantando em sua história. E tudo o que ele mais queria era descongelar o coração da nossa gata (nada) borralheira!

    Romance/Teen  |  160 páginas  |  Avaliação 3/5

      Fiz uma viagem e escolhi levar esse livro que não era nem muito grande nem muito pequeno para terminá-lo durante a ida e volta. Aconteceu que eu o devorei sem dó nem piedade! É o primeiro livro que leio da autora. Paula Pimenta me deu uma ótima primeira impressão! E não é pra menos, não é? A escritora já lançou livros para fora do país e faz muito sucesso dentre os adolescentes.

      Cinderela Pop é uma alusão à história da Cinderela original, mas com uma pegada de atualidade e de pop (muito pop!). Tudo gira em torno de uma garota prestes a se formar no ensino médio chamada Cintia Dorella. A garota morava com sua tia Helena, em razão de sua mãe estar sempre ausente por conta de trabalho (no Japão!). Desde que testemunhou a traição de seu pai, Cintia havia perdido o brilho nos olhos e só queria saber de se vestir de preto. O homem havia se mudado junto a amante e suas enteadas gêmeas.

    Você costumava ser tão romântica e sonhadora… e de repente virou uma pedra de gelo! Torço muito para que apareça alguém que derreta o seu coração. Quem sabe não vai ser esse príncipe aí que vai salvar você de si mesma?.

      Todos os dias Cintia ligava para sua mãe por celular até que a escola proibiu o uso, e a garota não encontrou saídas a não ser pedir ajuda a seu pai (coisa que ela NUNCA ousaria pensar… até então), pois sendo muito influente poderia ajudá-la. Mas tudo foi de mal a pior.

      Cintia, de vez em quando, trabalhava como DJ para Rafa, o namorado de sua tia Helena. Se intitulava DJ Cinderela. A garota se apresentava sempre até meia noite mixando músicas pop. Ela tinha plena certeza era de que seu pai a condenaria se soubesse disso, então não o deixaria descobrir, pois poderia repreendê-la ao invés de ajudá-la.

      Em uma festa de 15 anos, a DJ Cinderela acabou conhecendo Fred Prince, um ícone que fazia muito sucesso dentre as garotas, porém, como era uma festa fantasia, nenhum dos dois havia visto o rosto um do outro. Cintia somente percebeu quem ele era quando o próprio ídolo começou a espalhar em suas redes sociais que uma garota havia perdido seu sapato (All Star) e pedia para a ela o encontrar, assim o devolveria pessoalmente. Fred havia gostado da misteriosa e mascarada garota. Já dava para imaginar a quantidade de meninas declarando ser a tal dona do sapato.

    cinderela-pop

      A partir daí que as coisas ficaram ruins. Sua madrasta, apelidada de bruxa, a ameaçou e queria de qualquer jeito o sapato para que uma de suas filhas gêmeas pudesse ficar com o cantor-gato-ídolo-ícone-pop. Dividida pela vontade de estar com Fred e a ameaça de sua madrasta, Cintia deverá tomar decisões cuidadosas para não perder o pouco que lhe restou depois que a bruxa entrou em sua vida. Quem sabe uma fada madrinha não lhe dê uma mãozinha?

    Você tem que viver a sua própria história!.

      Enquanto eu lia Cinderela Pop, imaginei o Edu Chociay como Fred Prince. Ai, ai, será por que? O bom é que a história é muito agradável e tem um pouquinho de tudo. Sem contar que adorei como as coisas fluíram entre Fred e Cintia. Não posso finalizar sem dizer que poderia ter acontecido uma coisinha pior com a madrasta, porque a raiva que ela dá na gente é absurda (kkkkkkkk).

    (…) espero algum dia viver um amor recíproco assim. Afinal, não é isso que importa? Encontrar alguém que goste de nós como realmente somos…

     

    cinderela pop resenha

      Clique na imagem para ler o livro em forma de VERSOS. O Livros em Verso é uma categoria do blog. Como o próprio nome diz, os livros são apresentados por meio de versos cheios de ritmo e melodia. Será como uma viagem doce e agradável dentro daquele livro que você tanto gosta.
      Indicamos essa categoria àqueles que já leram os livros apresentados nos títulos ou os que pretendem conhecer a história sem ler o livro. Contém spoilers

     

    Até a próxima <3

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  • [Resenha] Desculpa Se Te Chamo de Amor, Federico Moccia

    8 nov

    desculpa-se-te-chamo-de-amor-resenhaSinopse: Nikki é uma bela garota, é divertida, é inteligente. Tem 17 anos. Alex é um ‘garoto’ de quase 37. Separou-se há pouco, e sem uma razão clara, de sua noiva. Publicitário com grandesplaneta responsabilidades vê-se em crise no trabalho. Os dois se cruzam casualmente num pequeno acidente de trânsito. Nikki gosta de Alex, Alex acha Nikki divertida. A relação fica cada vez mais intensa. Não querem deixar a diferença de idade atrapalhar… O mundo dos adolescentes se choca com o dos adultos. Mas a vida dos dois nunca mais será a mesma. Este romance é a vontade de reencontrar a própria liberdade, a vontade de ter sentimentos verdadeiros, de amar sem convenções e sem muitos porquês. É o cotidiano, mas também o sonho.

    Romance  |  424 páginas  |  Avaliação 3/5

      Um livro divertido! A grande lição observada diz respeito às novas expectativas em relação ao amor romântico e a liberdade concedida por si mesmo para recomeçar.

      A parte mais difícil já se passou. Alessandro, 37 anos, foi abandonado pela sua noiva, Elena. Externando desânimo, sua aflição ficou evidente logo de início.

      desculpa se te chamo de amor instagram “(…) quando alguém que você deseja se vai, você tenta mantê-lo com as mãos e espera assim prender também o seu coração. E não é assim. O coração tem pernas que você não vê.”

      O homem não relutou. Não havia nada a ser feito a não ser esperar que a dor da perda fosse embora. Entretanto, em um dia supostamente ordinário, Alessandro chocou com seu carro na motinha de uma garota chamada Nikki (17 anos e bem maluquinha), dando início a história dos dois.

    Como Alessandro era um homem que levava seu trabalho bastante a sério, muita das vezes não aproveitava tudo o que a vida lhe oferecia de bom, mas Nikki
     tinha tantas oscilações que o arrastava cada vez mais para seu mundo, o levando até coisas que ele nunca pensou que poderia lhe provocar tanto entusiasmo.

      Desculpa se Te Chamo de Amor nos faz indagar se a diferença de idade pode ser uma tangente irrefutável dentro de uma relação amorosa. Com isso, foi apontado múltiplos obstáculos com os quais o casal teve que enfrentar. Nenhum dos dois estava certo do futuro, todavia sabiam que não conseguiriam mais viver sem o outro.

      Parece aquele típico enredo clichê de livro de adolescente. É… pois é. Ele é. Entretanto, não são esses clichês que nos deixam apaixonadas?

    desculpa se te chamo de amor livro

    (…) partem velozes. E Nikki, pouco depois, adormece por debaixo do edredom que a cobre. Ele a observa enquanto dirige e sorri. E ela parece aquela coisa tão linda para a qual não se encontram palavras.

    Beijos <3

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  • [Resenha] Como Eu Era Antes de Você, Jojo Moyes

    5 nov

    como eu era antes de você resenhaSinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô. Trabalha como garçonete num café e namora Patrick. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a umaintrinseca cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

    Drama/Romance  |  320 páginas  |  Avaliação 4/5 

      Não me lembro da última vez que li um livro tão doce, com um enredo tão delicado e melancólico. A parte melancólica é disfarçadamente acobertada pela “história de amor” entre Louisa Clark e Will Traynor. Pelo menos pra mim, a sensação que fica após o término da leitura é de extrema perplexidade (não posso dar todos os detalhes sobre o que achei do livro para não dar spoiler).

      A história se passa na Inglaterra após mais ou menos um ano desde um acidente que tirou de Will Traynor seus movimentos, tornando-o tetraplégico. Durante muito tempo ele viveu se recusando a encontrar o lado positivo das coisas ao seu redor. Isso era estampado claramente nos momentos em que o personagem era introduzido ao leitor. Sua aparência tinha um aspecto sujo, não por culpa de seus empregados, mas sim pela negação de se deixar ser cuidado.

    E, à medida que os dias se passavam, eu notava que sua condição não tinha relação somente com o fato de estar preso naquela cadeira ou com a perda de sua liberdade física, mas por uma série infinita de problemas de saúde, riscos e desconfortos, concluí que, se eu fosse Will, provavelmente também me sentiria infeliz.

     como-eu-era-antes-de-voce Sua mãe, Camilla Traynor, procurava por uma cuidadora e, por sorte ou falta dela, Louisa Clark conseguiu o emprego. A garota tinha 26 anos e tudo o que sempre fez da vida foi trabalhar. Seu último emprego tinha sido em um café. Como o mesmo fora vendido, acabou sendo demitida. Agora era paga para cuidar de um homem tetraplégico de 35 anos ranzinza e mordaz. Era quase que uma obrigação Lou prover dinheiro para sustentar a casa, já que morava com seus pais, o avô, sua irmã e o sobrinho. O fato de ter tamanha responsabilidade tirava seu direito de sonhar e ter ambições, não que ela já os fazia. Na verdade, nunca pensou em ter uma vida diferente.

      O mais difícil para Will é, como ele próprio diz, ter que depender de uma segunda pessoa para tudo, uma vez que este era um homem rico e tinha todos seus caprichos realizados dentro do possível. Com a convivência com Lou, os ele descobriu em si mesmo sentimentos nunca experimentados. Assim, foi aceitando, aos poucos, a realidade a qual estava condicionado.

    Percebi então, naquele momento, que eu estava tão em sintonia com relação às necessidades de Will que eu nem precisava olhar para saber o que ele queria.

      Jojo Moyes criou algo tão indescritível que ficou quase impossível largar o livro. Vez ou outra me peguei sorrindo, e quando não, meus olhos lacrimejavam (amo quando os livros fazem isso comigo!).

      Como Eu Era Antes de Você nos apresenta um impasse; um confuso e complexo dilema que eu não pude aceitar e tampouco compreender. Mas cada um tem uma maneira de enxergar. Uns adorarão, outros não.

      Se você é daquelas pessoas que adora um romance com uma pegada forte no coração, tipo Por Lugares Incríveis, Eleanor e Park ou O Melhor de Mim, este livro é altamente recomendável! Adianto que muitas lágrimas irão rolar, sorrisos irão surgir e perguntas irão emergir.

    Alguns erros… apenas têm consequências maiores que outros.

       Leia também esse post (clique no gif abaixo) que eu falo um pouco sobre o filme vs o livro. Como Eu Era Antes de Você vale muito a pena ler e ser lembrado <3

    como eu era antes de voce

     

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