Categoria: Romance e Drama

[Resenha] Se Houver Amanhã, Sidney Sheldon

9 fev

SE_HOU~1Sinopse: A vida da jovem Tracy Whitney muda drasticamente quando, vítima de uma ação criminosa, ela é condenada por um crime que não cometeu. Rejeitada pelo homem que amava e abandonada à própria sorte, Tracy se vê sozinha em um mundo violento e sombrio. Depois de cumprir pena e ter de volta sua liberdade, ela só tem um objetivoeditora-record: vingar-se dos homens que a colocaram injustamente na prisão. Para isso, ela se torna uma expert em disfarces e especialista em aplicar golpes em empresários inescrupulosos. Mas seus planos podem ir por água abaixo quando o destino coloca em seu caminho um poderoso rival, Jeff Stevens, um irresistível trambiqueiro.

Romance Policial  |  512 páginas  |  Avaliação 5/5

  Este foi o primeiro livro do Sidney Sheldon que li e OMG, me apaixonei por esse escritor! Ao todo foram sete livros lidos dele, e esse com certeza está no topo desses sete. Se Houver Amanhã despertou em mim o que poucos livros conseguem: intimidade com a história. Tenho mania de ler rápido, mas enquanto lia esse aqui, a minha vontade era de passar as páginas o mais lento possível, só pra ele não acabar haha Nós lemos muitos livros bons, mas esse aqui extrapola!

  Tracy Whitney estava grávida e noiva de um homem rico, o qual amava muito. E, de repente, tudo foi lhe tirado quando se tornou vítima de um grande golpe. Seu noivo a abandonou, acabou perdendo o bebê, sua mãe se suicidou e ela acabou sendo acusada por um crime que não cometera. A mulher se afogou numa dor angustiante. Só mais tarde descobriu que o suicídio foi influenciado pela fraude de sua mãe ao negociar com um homem perigoso da máfia chamado Joe Romano, e isso desencadeou uma onda de raiva em Tracy, a levando a querer se vingar.  

“A vida pode, às vezes, ser injusta e compete a nós endireitar as coisas.”

  A mulher planejou ir até a casa do mafioso e lhe matar, todavia o plano saira pela culatra. Além de não conseguir seguir seu plano, ela foi quase estuprada, mas conseguiu fugir deixando o homem baleado. Diante dessa impensável decorrência, Tracy foi condenada a 15 anos de prisão por tentativa de assassinato.

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  Durante seu tempo de confinamento, podemos observar o quanto a personagem amadurece e na quantidade de vezes que repensara seus esquemas. Quem pensou que acabar em uma penitenciária feminina a faria parar, se enganou. A mulher estava com mais sede de vingança do que nunca e queria, de uma vez por todas, derrubar todos aqueles que fez ela e sua mãe sofrerem.

“Os pensamentos ardiam e flamejavam, até que a mente se esvaziou de toda a emoção, a não ser uma única: vingança. Não era uma vingança dirigida contra as suas companheiras de cela. As três eram tão vítimas quanto ela. Nada disso. Ela queria vingança contra os homens que haviam destruído sua vida.”

  Nesse universo de roubos e golpes, encontrou uma maneira de sobreviver. Além disso, conheceu o irresistível, espirituoso e galante Jeff Stevens (<3). E é aqui que encontramos a cereja do bolo. Os dois acabam passando por tantas situações juntos, por muita das vezes engraçadas e até mesmo surpreendentes (Me deixou perplexa :o), que não há como o leitor não sentir aquele gostinho de quero mais. É quando você percebe que o livro valeu MUITO a pena, e que, com absoluta certeza, apostaria novamente todas suas fichas em Sidney Sheldon!

Ela puxou Jeff contra si, sentindo o coração dele bater contra o seu. Comprimiu-se contra ele, mas ainda não podia chegar bastante perto. Desceu para o pé da cama, os lábios roçando pelo corpo de Jeff, em beijos suaves, ternos, subindo devagar (…).

“Quando as pessoas me falam que eu as mantive acordadas toda a noite, eu sinto que tive sucesso”.
Sidney Sheldon
(Eu seria uma dessas pessoas acima. O sono fugia de mim kkkkkkkk).

  Até a próxima!

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  • [Resenha] A Escolha, Kiera Cass

    2 fev

    Download-A-Escolha-A-Selecao-Vol-3-Kiera-Cass-em-ePub-mobi-e-PDFSinopse: America perde um pouco de espaço no coração do príncipe, lugar que foi prontamente ocupado por outra concorrente. Para completar, o rei odiava America e a considerava a pior opção para o filho. Assim, tentava sabotar a relação dos dois, inventando mentiras e colocando a garota em prova a todo instante. Agora, paraselo-seguinte conseguir o que deseja, America precisa cortar os laços com Aspen, conquistar o povo de Illéa e conseguir novos aliados políticos. Mas tudo pode sair do controle quando ela começa a questionar o sistema de castas e a estratégia usada para lidar com os ataques rebeldes.

    “America, sua cabeça está cheia de más ideias. Ótimas intenções, péssimas ideias”.

     Distopia/Romance  |  352 páginas  | Avaliação 3/5  

       Para este último volume da trilogia, temos mais ação no aspecto de gênero, embora o cenário amoroso e envolvente o qual as meninas se interessaram desde o primeiro livro não se faz ausente. Afinal, estamos lidando com príncipes e princesas, castelos e cavalgadas ao pôr do sol.

       O clima está demasiadamente pesado no castelo, não apenas por as garotas da Elite estarem lutando pela coroa, mas também por ataques rebeldes mais insistentes. Os de fora eram proibidos de terem armas, somente a guarda do rei era equipada com coisa tal, porém, aqueles rebeldes faziam jus a uma guarda personalizada e cada dia aterrorizava mais os inquilinos do castelo. Lembrando que os do Sul eram os mortíferos, e os do Norte eram simplesmente pessoas atrás de seus ideais. A participação deles se torna essencial para a trama, pois vemos que certos rebeldes não aparentam ser, em sua essência, subversivos.

    “Não tentei bancar a heroína. Na verdade, na maior parte do tempo não me sinto nem um pouco corajosa”.

    Descobrimos segredos que envolvem a família Schreave, induzindo-nos a duvidar em alto grau de alguém. Isso tudo tem a ver com o porquê de tantos ataques e fúrias. Diante disso, surge então uma sombra de esperança para os oprimidos: America Singer. Se tornou uma garota corajosa aos olhos de fora, por não demonstrar ter medo dos rebeldes, o que ocasiona mais e mais a fúria do rei, justamente pelo povo depositar sua confiança em uma menininha do que em suas tropas de elite.

    “Não importa o que você deseja, America, vá atrás com todas as suas forças”.

    Nem acreditei quando comecei a ler A Escolha. Os dois primeiros livros passaram voando. Quando não, eu já estava abrindo o lacre do terceiro livro. Posso confirmar com toda certeza que esta série me prendeu do início ao fim. As páginas fluem muito bem, sua leitura não é cansativa. Temos um balanço perfeito de diálogos e textos contínuos.

    Meu objetivo nesta resenha é não me aprofundar nos detalhes, porque há quem diga que o último livro de uma saga deve ser uma surpresa, assim como a última temporada de uma série haha. Vou ficando por aqui mesmo, mas antes quero deixar claro que você não se arrependerá de embarcar nessa aventura. Os últimos capítulos são tão envolventes que faz o leitor perder o fôlego e ler de uma vez só.

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!
    Obrigada pela leitura!

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  • [Resenha por Mylena Machado] Fazendo Meu Filme, Paula Pimenta

    23 jan

    fazendo meu filmeSinopse: Fazendo meu filme é um livro encantador, daqueles que lemos compulsivamente e, quando terminamos, sentimos saudade. Não há como não se envolver com Fani, suas descobertas e seus anseios, típicos da adolescência. Seja a relação com a família, consigo mesma e com o mundo; seja a convivência com as amigas, na escola e nas festas; seja a relação com seu melhor amigo e confidente. Tudo muda na vida de Estefânia quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima. É sobre isto que trata este livro: o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive aeditora gutenberg dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades. As melhores cenas da vida de Fani podem ainda estar por vir.
    Infanto Juvenil   |   336 páginas   |  Avaliação 3,5/5

       Sempre ouvi falar muito bem desse livro, mas não imaginava que seria tão bom assim, tão envolvente. A incrível Paula Pimenta nos surpreende com uma história fofa, simples e sem limites. Esse é um daqueles livros que te faz voar no tempo.

       Fazendo Meu Filme te prende, deixa tenso, curioso e louco para saber como termina a história de uma menina super fofa chamada Fani. O livro relata a vida dela, Estefânia Castelino Belluz (ou Fani, como prefere ser chamada), uma menina de 16 anos que cursa o 2º ano do ensino médio. Ela narra a história em 1º pessoa e, como qualquer adolescente nessa idade, tem seus conflitos interiores, uma guerra de sentimentos. 

       Fani é caseira e apaixonada por DVD’s. Cada capítulo é intitulado com o nome de seus filmes favoritos, relatando assim sua história de vida com uma linguagem bem clara e informal, tendo gírias utilizadas, conversas por MSN e várias trocas de bilhetinhos. Logo no início do livro, são listados todos seus filmes prediletos, e então assim são relacionados com um momento de sua vida, como um trecho de cada filme.

       O desenvolver da história é bem gostoso. É por meio das complicações da vida de Fani que ela percebe como têm pessoas ao seu lado que a ama muito, e que mesmo afastadas umas das outras elas estão ao seu lado.

       Suas amigas, Gabriela e Natália, têm um papel importantíssimo no livro: abrir seus olhos e fazê-la enxergar aquilo que está na cara, mas ela não consegue ver. Claro, não podemos esquecer do Léo, seu melhor amigo. E que também é o mair fofo. O rapaz é apaixonado por música e por otras cositas mas, só que Fani não percebe. A relação dos dois é aquela coisa de ensino médio, adorável. Dá nostalgia para quem viveu essa fase, e para quem está vivendo se vê no lugar de Fani, por isso o livro é um romance para todas as idades.

    “É tão estranho como uma pessoa fica diferente aos nossos olhos quando o sentimento da gente muda… Eu já vi o Leo milhões de vezes, mas de repente ele ficou muito mais bonito! É certo que eu sempre o achei uma gracinha, o sorriso dele é um dos mais charmosos que eu já vi, mas de uma hora pra outra parece que ele ficou iluminado….”

       Recomento muuuuuito Fazendo Meu Filme. Paula Pimenta soube descrever e detalhar muito bem a vida de sua personagem principal numa linguagem agradável de se ler, por mais que eu achasse que o livro fosse um pouco infantil, a Paula me provou totalmente o contrário.

    Escrito por:

     Mylena

     

    Mylena Machado, 16 anos, estudante e minha prima. Será nossa resenhista de livros. Pegou mania de ler há dois anos. A primeira saga que a conquistou foi Percy Jackson e os Olimpianos.

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  • [Resenha] Eleanor e Park, Rainbow Rowell

    18 jan

    eleanor e parkSinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a editora-novo-seculodesaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

    Romance/Drama   |   328 páginas   |  Avaliação 5/5

       Esse foi meu primeiro livro de 2016 e provavelmente o mais doce de todos lidos até hoje. Eleanor e Park trata-se de um amor romântico entre um casal de adolescentes de dezesseis anos. Ela era gordinha e ruiva, enquanto ele coreano e geek. Esses dois se perdem um no outro e faz você viajar com eles. O romance se manifesta de maneira improvável, e depois dissipa todas as inviabilidades, as revertendo em algo maravilhosamente fofo. O livro é narrado pelos dois, variando por capítulo. Desta maneira, fica mais fácil refletir sobre a linha de pensamento de cada um.

       Primeiramente, apresentarei Eleanor. Descartando a aparência, ela é uma menina que emana insegurança. Tanto na sua fala quanto em seu jeito de andar. Por ela ser nova na escola e aparentemente esquisitona, sofria bullying de algumas pessoas. Em casa não era muito diferente. Seu padrasto era quem sustentava a casa, então era como uma necessidade tolerar alguns abusos do homem, que incluíam gritos, falta de respeito, ofensas e medo.

    “Nunca se sentira aceita em lugar algum, exceto quando se deitava em sua cama e fingia ser outra pessoa”.

       Park não era zoado por ninguém, até era amigo dos alunos que implicavam com Eleanor. No início ele foi áspero com ela, afinal, não queria ninguém rindo dele pelas costas por ser amigo da ruivona. O que ele nunca imaginou é que seus gostos tinham mais em comum do que apenas aparentava. 

    “Deslizou a fita nova lá dentro, apertou o play, e então – com cuidado – colocou os fones de ouvido por cima dos cabelos. Foi tão cuidadoso que nem chegou a tocá-la”.

       Com Eleanor e Park entendi o sentido de voltar aos dias de frio na barriga. Foi realmente apenas um segurar de mãos que os faziam andar nas nuvens.

    “Entrelaçou seus dedos nos dele e tocou-lhe a palma com seu dedão.
    – Tudo certo? – ela sussurrou.
    Ele fez que sim, respirando fundo. Os dois olharam para suas mãos.
    Puxa”.

       Foi uma quebra de clichê categórica. Park estava lá para Eleanor, cuidava dela com destreza. Para o que der e vier, ele estava lá, com unhas e dentes. É simplesmente envolvente e extremamente lindo o desenrolar da relação entre Eleanor e Park. Não há palavras para descrever o tanto que essa história vai mexer com você.

    “Ele ficava fazendo com que ela se sentisse segura para sorrir”.

    Obrigada pela leitura!

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  • [Resenha] A Elite, Kiera Cass

    16 dez

    a elite Sinopse: A vida no palácio não era tão ruim quanto America imaginava. Ou melhor: com todos os mimos e privilégios que estava tendo, ela já mal se lembrava de como era pertencer à casta Cinco. Ser Um, em compensação, era fácil: suas criadas eram costureiras talentosíssimas e faziam vestidos maravilhosos; os banquetes e as festas que frequentava eram incrivelmente divertidos; e o conforto em que vivia agora seria impensável alguns meses atrás. Além de tudo, quando sentia saudade de casa, tinha Aspen por perto.
    Ele era compreensivo, companheiro e tinha decidido colocar sua vida em perigo por ela – afinal, o que aconteceria se alguém descobrisse que, além de guarda do palácio, era ex-namorado de uma das candidatas? Era com Aspen que America contava nas horas mais difíceis. Por outro lado, o príncipe Maxon era atraente, bondoso, carinhoso e – o mais importante – desejava America mais do que qualquer outra garota da Elite.

    “– É a coisa mais maravilhosa e terrível que pode acontecer com você – afirmou com simplicidade. – Você sabe que encontrou algo incrível e quer levá-lo para sempre consigo. E um segundo depois de ter aquilo, você fica com medo de perder. (…) O amor é um medo belo”.

    A Elite (The Elite) Editora Companhia das Letras (Seguinte)|360 páginas|  ISBN 978-85-65765-12-1

    “Seis garotas e uma coroa”. As coisas começam a pegar fogo na continuação de A Seleção. A competição para ficar com o príncipe se torna mais acirrada, mostrando então o lado perverso e maldoso de algumas das garotas. Sendo assim, nós vimos também que há um lado assustadoramente severo dentro do castelo.

    Há um detalhe importante a ser citado, pois de outro modo, muitos dos leitores ficariam curiosos. Embora a regra era deixar permanecer 10 garotas dentre as 35, o príncipe elimina 29, o que dá um total de 6 garotas para a Elite.

    Para iniciarmos, o nosso cenário continua a ser o palácio. A atmosfera política é tão pouco introduzida quanto no livro anterior. Estamos diante de uma trama cujo principal dilema é: America e suas escolhas. Uma lástima que suas escolhas durante a participação da Elite são nada mais que impensáveis. Contemplamos uma America (assim também como o país) claramente desorientada, tanto em aceitar a coroa, quanto em deixar para trás o amor que pensava ser para vida toda (Aspen – casta 6) e casar-se com o príncipe Maxon (casta 1).

    “Mas como decidir entre duas boas opções? Como decidir se qualquer escolha deixaria parte de mim destruída? Me consolei com o pensamento de que ainda tinha tempo. Eu ainda tinha tempo”.

    Um dos exemplos da confusão de America é se sentir feliz ao lado de Maxon, e também ao lado de Aspen. Esse garoto de casta 6 se tornou soldado do palácio e, consequentemente, sempre ajeitava um modo de se encontrar as escondidas com America. Presenciamos situações afetivas entre America e Maxon, e America e Aspen.

    Está certo que Aspen é ciente da situação de America na Seleção (o que inclui encontros com o príncipe), porém não sabe que sua amada está tão íntima dele. O desagradável é exatamente isso. Não demonstra remorso ao dar escapulidas com Aspen enquanto o príncipe viaja com seu pai para ajudar de alguma maneira a guerra que havia recrudescido na Nova Ásia, por outro lado, sente ciúmes ao ver outra candidata da Seleção com Maxon. Em um determinado momento, America cogita se o príncipe estaria pensando no momento em que a garota estava junto a Aspen em uma de suas escapulidas. Em seu inconsciente, ela sabe que tudo isso é um erro. Que deve escolher rápido.

    “Tempo. Eu vinha pedindo muito tempo ultimamente. Tinha a esperança de que, se tivesse tempo suficiente, tudo ia se resolver”.

    Como dito na introdução, neste segundo livro da série, descobrimos um lado rigoroso no palácio. Esse lado se revela no capítulo 27 quando America faz uma decisão gritante, que logo a faz se arrepender do fato.

    Por fim, não poderia dar por encerrada esta resenha sem destacar as três criadas de America: Anne, Mary e Lucy. Elas são incrivelmente prestativas e fazem os vestidos mais bonitos do castelo.

    “Nunca tinha conhecido pessoas tão organizadas quanto aquelas meninas. Com elas ao meu lado, não havia como perder”.

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

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  • [Resenha por Mylena Machado] O Teorema Katherine, John Green

    11 dez

    O Teorema Katherine_g

    Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

     

    O Teorema Katherine (An Abundance of Katherines) Editora Intrínseca|304 páginas|  ISBN 978-85-8057-315-2

    A trama descreve a história de vida de Colin Singleton, um prodígio de 17 anos, cabelo afro-judeu, pai superprotetores, 1 teorema e sonhador (de ser um gênio famoso).

    Colin Singleton nunca foi lá muito popular (o muito aqui é nada, absolutamente nada). Por ser um fugging nerd muito irritante, era constantemente alvo do abominável Homem das Neves, o que não o levava a ter amigos. Teve 19 namoradas, todas chamadas Katherine. Seus relacionamentos com as Katherines (obviamente um de cada vez) sempre foram curtos (ele levou fora de todas!). Então, vamos logo ao início do fim!

    Quando Katherine XIX (assim denominada por Colin) havia terminado com ele, o garoto se derramou na dor que sentia, sozinho no seu quarto. Em meio a esse sofrimento, Colin foi interrompido por seu melhor amigo Hassan, um gordo e hirsuto de ascendência libanesa, que teve a brilhante ideia de cair na estrada para ajudar seu amigo a se recuperar. Sem rumo, simplesmente entrar no carro e dirigir para algum lugar.

    “É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela”.

    Após convencer seus pais a sair subitamente por aí para o nada, chegam a um lugarzinho chamado Gutshot, em Tennessee. Visitaram o túmulo do arquiduque Francisco Ferdinando. Nesse instante, o rapaz teve um momento eureca, descobrindo a ideia inicial de um teorema que previa o relacionamento não só das Katherines, mas qualquer relacionamento, e partir daí não parou de trabalhar nele. Foi quando coincidentemente depararam com Lindsey (uma guia turística), Hollis, mãe de Lindsey, e seus amigos. Por algum motivo inoportuno para o momento, conhecia Colin. Ela ofereceu a ele e a Hassan um jantar. Foram convidados por Holli a se hospedarem na casa dela. Decidiram então, juntos, aceitar o convite de passar uns dias na mansão cor de rosa, e na mesma semana conseguiram um emprego.

    Por conta do emprego, Colin e Hassan passaram semanas em Gutshot. Quanto mais eles ficavam lá, menor era a vontade de ir embora. Não que a cidade era grande coisa, mas viveram algo por lá fora da realidade que viviam em Chicago. Houve riso, choro, briga, angústia… O que intensificou mais a amizade de cada um, porque há certas coisas que você vivencia com alguém que não dá para não chamá-los de amigos depois.

    Colin não esquece Katerine XIX. Chega um ponto em que acredita que seu teorema não funciona, mas recebe uma ajuda inusitada e as ideias e apoio que recebe o ajuda a continuar com sua descoberta. Colin não descansa nem um minuto, e Hassan o convence de ir dar um rolê, o que no final das contas, acaba por ser uma péssima ideia. Não obstante, o rapaz descobre um novo sentimento dentre outras coisas que nem ele mesmo imaginava descobrir.

    “Em todo o lugar o homem culpa a natureza e o destino, embora seu destino seja nada mais que o eco de seu caráter e suas paixões, seus erros e suas fraquezas”.

    O livro possui vários rodapés que particularmente adorei. Sem contar com um apêndice repleto de matemática depois do fim, explicando os detalhes do teorema. Teorema Katherine é um livro surpreendente, envolvente, interessante, crítico e humorístico. Ele mistura linguagens formais e informais. John Green soube muito bem mesclar fatos reais com Matemática, História, ironia e amor. Só não podemos nos esquecer de uma outra coisa: as Katherines.

    Escrito por:

    Mylena

     

     

     Mylena Machado, 16 anos, estudante e minha prima. Será nossa resenhista de livros. Pegou mania de ler há dois anos. A primeira saga que a conquistou foi Percy Jackson e os Olimpianos.

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