Categoria: Romance e Drama

[Resenha por Mylena Machado] Fazendo Meu Filme, Paula Pimenta

23 jan

fazendo meu filmeSinopse: Fazendo meu filme é um livro encantador, daqueles que lemos compulsivamente e, quando terminamos, sentimos saudade. Não há como não se envolver com Fani, suas descobertas e seus anseios, típicos da adolescência. Seja a relação com a família, consigo mesma e com o mundo; seja a convivência com as amigas, na escola e nas festas; seja a relação com seu melhor amigo e confidente. Tudo muda na vida de Estefânia quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima. É sobre isto que trata este livro: o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive aeditora gutenberg dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades. As melhores cenas da vida de Fani podem ainda estar por vir.
Infanto Juvenil   |   336 páginas   |  Avaliação 3,5/5

   Sempre ouvi falar muito bem desse livro, mas não imaginava que seria tão bom assim, tão envolvente. A incrível Paula Pimenta nos surpreende com uma história fofa, simples e sem limites. Esse é um daqueles livros que te faz voar no tempo.

   Fazendo Meu Filme te prende, deixa tenso, curioso e louco para saber como termina a história de uma menina super fofa chamada Fani. O livro relata a vida dela, Estefânia Castelino Belluz (ou Fani, como prefere ser chamada), uma menina de 16 anos que cursa o 2º ano do ensino médio. Ela narra a história em 1º pessoa e, como qualquer adolescente nessa idade, tem seus conflitos interiores, uma guerra de sentimentos. 

   Fani é caseira e apaixonada por DVD’s. Cada capítulo é intitulado com o nome de seus filmes favoritos, relatando assim sua história de vida com uma linguagem bem clara e informal, tendo gírias utilizadas, conversas por MSN e várias trocas de bilhetinhos. Logo no início do livro, são listados todos seus filmes prediletos, e então assim são relacionados com um momento de sua vida, como um trecho de cada filme.

   O desenvolver da história é bem gostoso. É por meio das complicações da vida de Fani que ela percebe como têm pessoas ao seu lado que a ama muito, e que mesmo afastadas umas das outras elas estão ao seu lado.

   Suas amigas, Gabriela e Natália, têm um papel importantíssimo no livro: abrir seus olhos e fazê-la enxergar aquilo que está na cara, mas ela não consegue ver. Claro, não podemos esquecer do Léo, seu melhor amigo. E que também é o mair fofo. O rapaz é apaixonado por música e por otras cositas mas, só que Fani não percebe. A relação dos dois é aquela coisa de ensino médio, adorável. Dá nostalgia para quem viveu essa fase, e para quem está vivendo se vê no lugar de Fani, por isso o livro é um romance para todas as idades.

“É tão estranho como uma pessoa fica diferente aos nossos olhos quando o sentimento da gente muda… Eu já vi o Leo milhões de vezes, mas de repente ele ficou muito mais bonito! É certo que eu sempre o achei uma gracinha, o sorriso dele é um dos mais charmosos que eu já vi, mas de uma hora pra outra parece que ele ficou iluminado….”

   Recomento muuuuuito Fazendo Meu Filme. Paula Pimenta soube descrever e detalhar muito bem a vida de sua personagem principal numa linguagem agradável de se ler, por mais que eu achasse que o livro fosse um pouco infantil, a Paula me provou totalmente o contrário.

Escrito por:

 Mylena

 

Mylena Machado, 16 anos, estudante e minha prima. Será nossa resenhista de livros. Pegou mania de ler há dois anos. A primeira saga que a conquistou foi Percy Jackson e os Olimpianos.

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  • [Resenha] Eleanor e Park, Rainbow Rowell

    18 jan

    eleanor e parkSinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a editora-novo-seculodesaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

    Romance/Drama   |   328 páginas   |  Avaliação 5/5

       Esse foi meu primeiro livro de 2016 e provavelmente o mais doce de todos lidos até hoje. Eleanor e Park trata-se de um amor romântico entre um casal de adolescentes de dezesseis anos. Ela era gordinha e ruiva, enquanto ele coreano e geek. Esses dois se perdem um no outro e faz você viajar com eles. O romance se manifesta de maneira improvável, e depois dissipa todas as inviabilidades, as revertendo em algo maravilhosamente fofo. O livro é narrado pelos dois, variando por capítulo. Desta maneira, fica mais fácil refletir sobre a linha de pensamento de cada um.

       Primeiramente, apresentarei Eleanor. Descartando a aparência, ela é uma menina que emana insegurança. Tanto na sua fala quanto em seu jeito de andar. Por ela ser nova na escola e aparentemente esquisitona, sofria bullying de algumas pessoas. Em casa não era muito diferente. Seu padrasto era quem sustentava a casa, então era como uma necessidade tolerar alguns abusos do homem, que incluíam gritos, falta de respeito, ofensas e medo.

    “Nunca se sentira aceita em lugar algum, exceto quando se deitava em sua cama e fingia ser outra pessoa”.

       Park não era zoado por ninguém, até era amigo dos alunos que implicavam com Eleanor. No início ele foi áspero com ela, afinal, não queria ninguém rindo dele pelas costas por ser amigo da ruivona. O que ele nunca imaginou é que seus gostos tinham mais em comum do que apenas aparentava. 

    “Deslizou a fita nova lá dentro, apertou o play, e então – com cuidado – colocou os fones de ouvido por cima dos cabelos. Foi tão cuidadoso que nem chegou a tocá-la”.

       Com Eleanor e Park entendi o sentido de voltar aos dias de frio na barriga. Foi realmente apenas um segurar de mãos que os faziam andar nas nuvens.

    “Entrelaçou seus dedos nos dele e tocou-lhe a palma com seu dedão.
    – Tudo certo? – ela sussurrou.
    Ele fez que sim, respirando fundo. Os dois olharam para suas mãos.
    Puxa”.

       Foi uma quebra de clichê categórica. Park estava lá para Eleanor, cuidava dela com destreza. Para o que der e vier, ele estava lá, com unhas e dentes. É simplesmente envolvente e extremamente lindo o desenrolar da relação entre Eleanor e Park. Não há palavras para descrever o tanto que essa história vai mexer com você.

    “Ele ficava fazendo com que ela se sentisse segura para sorrir”.

    Obrigada pela leitura!

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  • [Resenha] A Elite, Kiera Cass

    16 dez

    a elite Sinopse: A vida no palácio não era tão ruim quanto America imaginava. Ou melhor: com todos os mimos e privilégios que estava tendo, ela já mal se lembrava de como era pertencer à casta Cinco. Ser Um, em compensação, era fácil: suas criadas eram costureiras talentosíssimas e faziam vestidos maravilhosos; os banquetes e as festas que frequentava eram incrivelmente divertidos; e o conforto em que vivia agora seria impensável alguns meses atrás. Além de tudo, quando sentia saudade de casa, tinha Aspen por perto.
    Ele era compreensivo, companheiro e tinha decidido colocar sua vida em perigo por ela – afinal, o que aconteceria se alguém descobrisse que, além de guarda do palácio, era ex-namorado de uma das candidatas? Era com Aspen que America contava nas horas mais difíceis. Por outro lado, o príncipe Maxon era atraente, bondoso, carinhoso e – o mais importante – desejava America mais do que qualquer outra garota da Elite.

    “– É a coisa mais maravilhosa e terrível que pode acontecer com você – afirmou com simplicidade. – Você sabe que encontrou algo incrível e quer levá-lo para sempre consigo. E um segundo depois de ter aquilo, você fica com medo de perder. (…) O amor é um medo belo”.

    A Elite (The Elite) Editora Companhia das Letras (Seguinte)|360 páginas|  ISBN 978-85-65765-12-1

    “Seis garotas e uma coroa”. As coisas começam a pegar fogo na continuação de A Seleção. A competição para ficar com o príncipe se torna mais acirrada, mostrando então o lado perverso e maldoso de algumas das garotas. Sendo assim, nós vimos também que há um lado assustadoramente severo dentro do castelo.

    Há um detalhe importante a ser citado, pois de outro modo, muitos dos leitores ficariam curiosos. Embora a regra era deixar permanecer 10 garotas dentre as 35, o príncipe elimina 29, o que dá um total de 6 garotas para a Elite.

    Para iniciarmos, o nosso cenário continua a ser o palácio. A atmosfera política é tão pouco introduzida quanto no livro anterior. Estamos diante de uma trama cujo principal dilema é: America e suas escolhas. Uma lástima que suas escolhas durante a participação da Elite são nada mais que impensáveis. Contemplamos uma America (assim também como o país) claramente desorientada, tanto em aceitar a coroa, quanto em deixar para trás o amor que pensava ser para vida toda (Aspen – casta 6) e casar-se com o príncipe Maxon (casta 1).

    “Mas como decidir entre duas boas opções? Como decidir se qualquer escolha deixaria parte de mim destruída? Me consolei com o pensamento de que ainda tinha tempo. Eu ainda tinha tempo”.

    Um dos exemplos da confusão de America é se sentir feliz ao lado de Maxon, e também ao lado de Aspen. Esse garoto de casta 6 se tornou soldado do palácio e, consequentemente, sempre ajeitava um modo de se encontrar as escondidas com America. Presenciamos situações afetivas entre America e Maxon, e America e Aspen.

    Está certo que Aspen é ciente da situação de America na Seleção (o que inclui encontros com o príncipe), porém não sabe que sua amada está tão íntima dele. O desagradável é exatamente isso. Não demonstra remorso ao dar escapulidas com Aspen enquanto o príncipe viaja com seu pai para ajudar de alguma maneira a guerra que havia recrudescido na Nova Ásia, por outro lado, sente ciúmes ao ver outra candidata da Seleção com Maxon. Em um determinado momento, America cogita se o príncipe estaria pensando no momento em que a garota estava junto a Aspen em uma de suas escapulidas. Em seu inconsciente, ela sabe que tudo isso é um erro. Que deve escolher rápido.

    “Tempo. Eu vinha pedindo muito tempo ultimamente. Tinha a esperança de que, se tivesse tempo suficiente, tudo ia se resolver”.

    Como dito na introdução, neste segundo livro da série, descobrimos um lado rigoroso no palácio. Esse lado se revela no capítulo 27 quando America faz uma decisão gritante, que logo a faz se arrepender do fato.

    Por fim, não poderia dar por encerrada esta resenha sem destacar as três criadas de America: Anne, Mary e Lucy. Elas são incrivelmente prestativas e fazem os vestidos mais bonitos do castelo.

    “Nunca tinha conhecido pessoas tão organizadas quanto aquelas meninas. Com elas ao meu lado, não havia como perder”.

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

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  • [Resenha por Mylena Machado] O Teorema Katherine, John Green

    11 dez

    O Teorema Katherine_g

    Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

     

    O Teorema Katherine (An Abundance of Katherines) Editora Intrínseca|304 páginas|  ISBN 978-85-8057-315-2

    A trama descreve a história de vida de Colin Singleton, um prodígio de 17 anos, cabelo afro-judeu, pai superprotetores, 1 teorema e sonhador (de ser um gênio famoso).

    Colin Singleton nunca foi lá muito popular (o muito aqui é nada, absolutamente nada). Por ser um fugging nerd muito irritante, era constantemente alvo do abominável Homem das Neves, o que não o levava a ter amigos. Teve 19 namoradas, todas chamadas Katherine. Seus relacionamentos com as Katherines (obviamente um de cada vez) sempre foram curtos (ele levou fora de todas!). Então, vamos logo ao início do fim!

    Quando Katherine XIX (assim denominada por Colin) havia terminado com ele, o garoto se derramou na dor que sentia, sozinho no seu quarto. Em meio a esse sofrimento, Colin foi interrompido por seu melhor amigo Hassan, um gordo e hirsuto de ascendência libanesa, que teve a brilhante ideia de cair na estrada para ajudar seu amigo a se recuperar. Sem rumo, simplesmente entrar no carro e dirigir para algum lugar.

    “É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela”.

    Após convencer seus pais a sair subitamente por aí para o nada, chegam a um lugarzinho chamado Gutshot, em Tennessee. Visitaram o túmulo do arquiduque Francisco Ferdinando. Nesse instante, o rapaz teve um momento eureca, descobrindo a ideia inicial de um teorema que previa o relacionamento não só das Katherines, mas qualquer relacionamento, e partir daí não parou de trabalhar nele. Foi quando coincidentemente depararam com Lindsey (uma guia turística), Hollis, mãe de Lindsey, e seus amigos. Por algum motivo inoportuno para o momento, conhecia Colin. Ela ofereceu a ele e a Hassan um jantar. Foram convidados por Holli a se hospedarem na casa dela. Decidiram então, juntos, aceitar o convite de passar uns dias na mansão cor de rosa, e na mesma semana conseguiram um emprego.

    Por conta do emprego, Colin e Hassan passaram semanas em Gutshot. Quanto mais eles ficavam lá, menor era a vontade de ir embora. Não que a cidade era grande coisa, mas viveram algo por lá fora da realidade que viviam em Chicago. Houve riso, choro, briga, angústia… O que intensificou mais a amizade de cada um, porque há certas coisas que você vivencia com alguém que não dá para não chamá-los de amigos depois.

    Colin não esquece Katerine XIX. Chega um ponto em que acredita que seu teorema não funciona, mas recebe uma ajuda inusitada e as ideias e apoio que recebe o ajuda a continuar com sua descoberta. Colin não descansa nem um minuto, e Hassan o convence de ir dar um rolê, o que no final das contas, acaba por ser uma péssima ideia. Não obstante, o rapaz descobre um novo sentimento dentre outras coisas que nem ele mesmo imaginava descobrir.

    “Em todo o lugar o homem culpa a natureza e o destino, embora seu destino seja nada mais que o eco de seu caráter e suas paixões, seus erros e suas fraquezas”.

    O livro possui vários rodapés que particularmente adorei. Sem contar com um apêndice repleto de matemática depois do fim, explicando os detalhes do teorema. Teorema Katherine é um livro surpreendente, envolvente, interessante, crítico e humorístico. Ele mistura linguagens formais e informais. John Green soube muito bem mesclar fatos reais com Matemática, História, ironia e amor. Só não podemos nos esquecer de uma outra coisa: as Katherines.

    Escrito por:

    Mylena

     

     

     Mylena Machado, 16 anos, estudante e minha prima. Será nossa resenhista de livros. Pegou mania de ler há dois anos. A primeira saga que a conquistou foi Percy Jackson e os Olimpianos.

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  • [Resenha] A Garota Que Eu Quero, Markus Zusak

    20 nov

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    Sinopse: Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.

    Drama  |  176 páginas  |  Avaliação 2/5

        Nosso personagem principal e narrador é o tão sonhador Cameron Wolfe, um garoto muito solitário que fantasiava sobre garotas constantemente. Tinha uma vida tediosa. Apenas sobrevivia, como ele mesmo afirmou. Seu melhor amigo era seu irmão, Rube. Tinham quase a mesma idade. Embora os dois fossem melhores amigos, não tinham muito em comum. Rube tinha vários amigas e também inúmeras garotas com quem sair, já Cameron era o oposto. Gostava de ir a casa de seu outro irmão mais velho, Steve, para conversar. Com ele se sentia mais confortável, porque achava Rube tão genial que vez ou outra se sentia inferior, indigno. Rube, sempre namorador, a cada semana aparecia com uma garota. Cameron explicitamente não aprovava essa atitude. O que ele mais desejava era apenas uma garota com quem ele pudesse se afogar, apenas uma garota que se interessasse por ele, apenas uma mesmo. Enquanto isso não acontecia, encontrava conforto nas palavras.Muita gente não sabe, mas este é o terceiro volume de uma série que conta histórias sobre a família Wolfe. Ao manuseá-lo dentre os demais livros de uma prateleira, não é possível saber que se trata de uma trilogia, pois não há indícios na capa do livro que o correspondam. Temos O Azarão, lançado em 2012 e Bom de Briga em 2013, ambos pela Bertrand Brasil. Particularmente, não achei muito sugestiva as capas dos mesmos, mas adorei a de A Garota que Eu Quero. Infelizmente não tive a oportunidade de lê-los ainda. Estou com uma infinidade de livros na minha listinha de espera haha.

       Certo dia, Rube apareceu com uma namorada chamada Octavia Ash, Ela era artista de rua. Tocava gaita. Tinha os olhos esverdeados. Cameron sabia que era só uma questão de tempo para Rube terminar com ela. “Uma semana. Talvez duas”, como ele próprio disse.

    “Eu nunca a vira sorrir daquele jeito quando estava com o Rube, e torci para ser um sorriso que ela nunca tivesse dado a nenhum outro ser vivo”.

       Houve uma ocasião em que sua irmã mais velha, Sarah, levara um “fora” de um sujeito maltrapilho e seus irmãos, ele e Rube, queriam matá-lo por ter deixado Sarah em um estado muito desgostoso. Agora, Rube é como se estivesse no lugar desse cara e parecia não se incomodar com isso. Talvez nem seu subconsciente o fez se lembrar. Sinal de que estava muito bem.   

       Como era de se esperar (e também está claramente descrito na sinopse), Cameron se apaixona inteiramente por Octavia. Uma paixão ofuscada pelo então incansável desejo de repouso. Ela o reconfortou enquanto o menino procurava outro lugar para descanso. Ele assim a escolhera para se afogar diante de todo aquele abismo. Os dois encontraram-se um ao outro. Por um lado, foi bom para que Cameron se soltasse mais, e por outro nem tão aprazível assim, pois o que sentia por ela era quase que uma obsessão. Logo após o primeiro encontro dos dois, o garoto já havia imaginado mil coisas com ela. Mas tudo indica que Cameron havia saciado a sua fome.

      “ ‘Eu tenho fome, Steve’.
    E, depois disso, fechei a porta.
    Não a bati.
    Não se atira em um cachorro que já está morto”. 

       A Garota que Eu Quero pode ser lido tranquilamente por aqueles que não acompanharam a história desde o início. Sua escrita é de fácil compreensão e agradável. Embora o sucesso do mesmo autor, A Menina que Roubava Livros, tenha sido excepcional, o mesmo não se aplica para este. A ênfase que deve ser dada e não esquecida é como o personagem principal reage antes e depois do primeiro amor. O assunto abordado é bem rudimentar, mas ainda sim concede intromissão e adentramento nessa história. 

    Obrigada pela leitura!

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  • [Resenha] A Seleção, Kiera Cass

    16 nov

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    Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
    Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
    Então America conhece pessoalmente o príncipe – e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.
    A Seleção (The Selection)
    Editora Seguinte|368 páginas|ISBN 978-85-65765-01-5

    A Seleção (AS) se trata de um exemplar de uma trilogia composta pelos seguintes títulos: A Seleção, A Elite e A Escolha.

    Antes de qualquer coisa, devo dizer que a trilogia é bastante comparada com a saga Jogos Vorazes, embora, deveras, a comparação para no ponto em que as duas se denotam reality shows, e pela fome e a pobreza de determinadas “castas” (são 8 no total), o que consequentemente gera certo cenário de revolução.

    As duas sagas têm valores diferentes, povos diferentes e poderes diferentes. Em Jogos Vorazes nos deparamos com um poder absolutamente centralizador, cujo presidente da então PANEM, Presidente Snow, tem o país em suas mãos e faz parecer exatamente tudo o que quiser que pareça. Já em AS, o poder amplifica-se ao rei Clarkson (o rei como poder maior, claro), na rainha Amberly e em seu filho, príncipe Maxon, assim podendo dizer que o mesmo se revela como um ser muito adorável, diferente do Presidente Snow, cujos ataques e destruições ao povo vêm de suas ordens. Em A Seleção, o terror é feito por rebeldes determinados sulistas e nortistas. Agora vamos ao que interessa! Uhul \0/

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    Para darmos início a resenha, vamos conhecer um pouco do cenário por onde se passa os acontecimentos. Estamos diante de um país chamado Iléa. Antes de ser concebido a este nome, era chamado de Estado Americano da China, porque, de acordo com o livro, os Estados Unidos ficaram em dívida com a China, por conseguinte, este determinou invadi-los. Paremos por aqui essa aulinha de história, porque A Seleção narra precipuamente a respeito da tão acirrada Seleção, o que não é um fenômeno, muito menos um acaso, e sim quase como que uma cerimônia real, não tendo uma data preestabelecida para sua ocorrência.

    O glorioso “porquê” desse fato é  captar 35 garotas dentre toda Iléa. No livro diz que acontece um sorteio para a escolha das 35, mas lógico que eles querem as mais lindas para fazer parte desse reality, pois além de apenas a inscrição de dados pessoais, eles tiram uma foto de cada garota. O objetivo é que o príncipe Maxon vá eliminando garotas com as quais ele menos tem afinidade, até sobrarem dez, para que assim essas dez garotas façam parte da Elite (assunto a ser tratado no segundo livro da série). Em vista disso, é marcado encontros, jantares e saídas. Imagine um garoto saindo com 35 garotas ao mesmo tempo. Pois é! Claro que uma garota por vez. A escolhida (assunto a ser tratado no terceiro livro da série) quem será nomeada princesa. Pode parecer um pouco óbvio, mas quem sabe as aparências não enganam?

    Voltando ao início do livro, ficamos inquietos com a empolgação da mãe de America Singer (casta 5), uma artista que canta e toca piano excelentemente bem.  A exaltação de sua mãe vem da carta que a família Singer recebera, cujo conteúdo era uma chamada para meninas entre dezesseis a vinte anos solicitando sua inscrição na Seleção (não importava de qual casta pertencia). A princípio, America estava decida não tentar a sorte. Usar a coroa, ser princesa, ter conforto e segurança (não sabia que o palácio não era tão seguro assim até ter estado lá dentro), dentre outros tratamentos reais. Sua certeza se concretizou no dia em que Aspen (namorado secreto de America por dois anos, casta 6) insistiu para que ela se inscrevesse, porque ele se sentia um obstáculo entre sua amada e a mordomia e conforto que os dois nunca ousariam pensar em ter. E então ela foi selecionada!

    “Regras demais, estrutura demais, gente demais. Eu só queria ficar sozinha com um violino”.

    Já no castelo, America se vê diante dentro de uma, como ela própria diz, jaula. Sentia-se pressionada no meio de tantas garotas finas, como se não pertencesse àquele lugar, e isso era de se esperar, levando em consideração que a garota era, vulgarmente, pobre. Lá, ela tinha aulas de história e bons modos. Achava o príncipe Maxon metido e apostava que ele não se importava tanto assim para seu povo, até conhecê-lo.

     “Quando choram, as mulheres nem sempre querem que você resolva o problema. Elas só querem ser consoladas”.

    Detalhe: Ao ser selecionada, America deixou de pertencer a casta 5 e se tornou uma Três!

    Certa noite, a senhorita Singer sai correndo porta afora de seu quarto a procura de ar. Se esbarra com os guardas na porta do palácio que não a deixa sair e (antes mesmo de ler eu já sabia) o príncipe Maxon aparece (com uma entrada triunfal!) e ordena que os guardas abram a porta. O restinho desse primeiro encontro dos dois é segredo para você que ainda não leu. Posso assegurar que não decepciona.

    “Era evidente que minha preferencia pelo outro o incomodava, mas em vez de escolher o ódio, ele demonstrou compaixão .Esse gesto me fez confiar nele”.

    Em suma, não é tão abordado o quadro político e revolucionário, o que é uma pena, porém não influencia na essência do livro, e sim o estado psicológico que a Seleção causa na vida interpessoal e sentimental da queridinha do público e do príncipe, America Singer.

    Casta 1: A nobreza e o Clero.

    Casta 2: Celebridades, modelos, atletas profissionais, políticos, atores e oficiais.

    Casta 3: A elite, educadores, filósofos, inventores, escritores, cientistas, médicos, veterinários, dentistas, arquitetos, bibliotecários, engenheiros, psicólogos, cineastas, produtores musicais e advogados.

    Casta 4: Fazendeiros, joalheiros, corretores de imóveis e de seguros, chefes de cozinha, mestres de obras, proprietários e donos de restaurantes, lojas, hotéis e trabalhadores de indústrias.

    Casta 5: Artistas, músicos, fotógrafos e dançarinos.

    Casta 6: Secretários, serventes, governantas, costureiras, balconistas, cozinheiros e motoristas.

    Casta 7: Jardineiros, pedreiros, lavradores, pessoas que limpam calhas e piscinas, e quase todos os trabalhadores braçais.

    Casta 8: Pessoas com deficiência (especialmente quando desamparadas), viciados, fugitivos, sem-tetos, bastardos e traidores (acrescentei por conta própria essa última característica). As informações acima foram extraídas do seguinte link: A Seleção – Wikipédia, a enciclopédia livre

    Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

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