[Resenha] Divergente, Veronica Roth

4 nov

Sinopse: Beatrice Prior tem 16 anos e está prestes a enfrentar o momento mais importante de sua vida, a Cerimônia de Escolha, quando decidirá à qual das cinco facções em que a sociedade é dividida irá passar o resto de seus dias: Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição ou Franqueza. A opção significa continuar com sua família ou abandoná-la para sempre, um dilema que todos os adolescentes têm de enfrentar. Quando o teste de aptidão aponta um resultado inesperado – Divergente –, Beatrice se vê forçada a encarar uma realidade para a qual talvez não esteja preparada. Mas Tris, o nome que ela assume quando se junta à Audácia, fará de tudo para sobreviver à sua nova e violenta facção.
Divergente (Divergent)
Editora Rocco|504 páginas|ISBN 978-85-7980-131-0

   A primeira coisa que eu preciso dizer sobre o livro é que ele é viciante. De início eu não tinha dado nada pela história. Tinha um ano já que eu vigiava o preço abaixar, e quando finalmente abaixou, comprei a trilogia: Divergente, Insurgente e Convergente. A capa é tão basiquinha que influenciou a minha vontade de não ler. Fiquei um mês com o livro na estante. Não comecei a leitura com entusiasmo, até porque não sabia absolutamente nada da saga. Nem mesmo a orelha do livro eu li. A única finalidade do interesse no livro foi pelo seu repertório de vendas.

  Vamos falar um pouquinho sobre o livro agora. Sei que já foi lançado há um tempo (temos até uma adaptação cinematográfica), todavia, livros são eternos. Também sei que há muitas resenhas sobre ele, então não vou me alongar naquilo que é óbvio que todos sabem.

  Nós temos 5 facções nessa nova cidade de Chicago: Amizade, Erudição, Abnegação, Franqueza e Audácia. São divididas assim porque cada pessoa é designada a seguir uma linha de pensamento. Essa linha de pensamento é bem limitada, de modo que, por exemplo, os integrantes da Erudição vão buscar conhecimento, entendimento, estudo, e os da Franqueza sinceridade, lealdade, verdade. Aqueles que têm seus pensamentos direcionados para vários lados são chamados Divergentes. Alguns líderes se assustam com a abrangência de decisões, sentimentos e ideias, por isso que pode ser perigoso saber da existência de algum.

  Ao completar 16 anos, o adolescente é submetido a um teste que o ajudará a escolher uma facção. A maioria escolhe a facção de seus pais, outros se deserdam e escolhem uma facção diferente do berço onde nasceu. Foi o que aconteceu com Beatrice Prior e seu irmão Caleb Prior. Os dois nasceram na facção da Abnegação, a facção que tem a responsabilidade de governar. Um detalhe importante é que o pai deles faz parte da liderança, do governo. Com esse desvio, Caleb para Erudição e Beatrice para Audácia, as pessoas começam a duvidar do modo de ensino, educação e ética da Abnegação. Caleb ter saído da Abnegação e escolhido a Erudição não é excessivamente questionável, mas uma Careta (assim que chamam os integrantes da Abnegação) escolher a Audácia é imensamente questionável. A Abnegação, uma facção altruísta, bondosa, caridosa, humanitarista e compadecida.

  O fato é que Tris não era abnegada. Não consegui perceber no filme, mas no livro ela tem uma personalidade muito forte, e é extremamente orgulhosa, porém não deixa de ser muito corajosa. Sempre aparentou ser do contra, queria ser livre e poder fazer o que quisesse, sem se preocupar em estar infringindo alguma regra da Abnegação. Quatro, seu instrutor, já a avaliou como “dura como pedra”. Seu parecer físico não se enquadra com o tamanho de seu ego.

“O abismo serve para nos lembrar que há um limite tênue entre a coragem e a estupidez”.

  Partindo para quando Tris escolhe a Audácia. Ela segue, após a cerimônia da escolha, para o complexo da facção junto com os novos iniciandos. Foi somente a liberdade que eles emanavam que a fez se atrair pela Audácia. Ao se deparar com os testes de iniciação, é defrontada com a notícia de que se não for bem nos testes, ela seria cortada do rol dos iniciandos e se tornaria uma sem-facção. Essa não foi a pior parte. Mal sabia ela que os testes seriam brutais. Seu conceito de liberdade, coragem e proteção se deturpou ao ter que lutar até não poder mais com outros iniciandos para passar nos testes. Apesar disso, a Audácia já foi uma facção mais justa. Há seis anos, alguns líderes mudaram o método de treinamento o tornando mais competitivo e feroz. Impressiona-me como a maldade é incrivelmente distorcida com a coragem.

“A razão humana é capaz de justificar qualquer mal; é por isso que não devemos depender dela”.

  A partir daí, o leitor é quem fica responsável pelo resto da história. Eu só tenho agora que parabenizar a autora que nos deu a oportunidade de desfrutar de uma aventura que mexe com a gente. E claro que eu não ficaria sem falar um pouquinho do Quatro. Não quero estragar a surpresa de ninguém, mas ele é maravilhoso com todas as letras. Fiquei com um pé atrás da orelha quanto ao ator que o interpretaria, porém, quando eu o vi dando vida a esse personagem, todas as minhas especulações de desconfiança se dissiparam. Eu não posso e nem conseguiria falar o quanto ele é apaixonante.

  Nunca pensei que Divergente seria tão majestoso quanto Jogos Vorazes, porque convenhamos, não é? No entanto, é indispensável deixar bem claro que as duas sagas podem ser comparadas em certos pontos, mas eu já acho que são mínimos. Não temos um triângulo amoroso, Katniss e Tris são bem diferentes, devo dizer que o cenário aqui comparado é menos “tenso” que em JV, o inimigo não é o líder político, porém tem a ver com ideais poderosos, e por assim vai. Se eu continuar a escrever, darei spoiler. A verdade é que a trilogia de Veronica Roth tem tudo para ser um grande sucesso, tanto quanto Jogos Vorazes. Afinal, não há dúvidas que se uma nova trilogia com um quadro revolucionário aparecer por aí será comparada à majestosa trilogia de Suzanne Collins.

  Por último, e não menos importante, destaco aqui que, assim como muitas adaptações, desencontramos no filme certos momentos do livro. Mas devo dizer que mesmo assim ele não perdeu sua essência, até porque o filme é 10.

  Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

Obrigada pela leitura!

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  • [Day by Day] Especial Halloween

    31 out

    Hoje é dia de horror, minha gente! É no dia 31 de outubro que é comemorado o Halloween. Apesar de suas origens pagãs, nos dias de hoje ele é caracterizado e reconhecido como um evento que permite as pessoas de se fantasiarem. Alguns vão em festas precisamente decoradas com a temática para se confraternizarem, outros, geralmente crianças, vão às ruas bater nas portas dos vizinhos pedirem doces. E quando estes não são dados, fazem uma travessura. Por isso o Doces ou Travessuras? Para esta ocasião, separei uma listinha que combina muito com o dia de hoje.

    halloween

    Tim Burton é com certeza um gênio. Pode não fazer filmes sangrentos, mas sua percepção melancólica de olhar o mundo resulta em magníficas histórias, todas com seu nítido toque especial que reflete em nós a certeza de que Burton criou um universo próprio pesado e de humor ácido.

    vincent Vicent, 1982 – curta metragem. O curta é dublado pelo próprio Vincent Price. Este, que era grande fã de Edgar Allan Poe, atuou em várias adaptações do mesmo.

    Sweeney Todd, 2008. A primeira vez que assisti, fiquei tipo “Uau!”. Há tempos não assistia um filme assim. Sou suspeita e super fã do Tim.

     

    O Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias, 2007. Este último é um livro de poema ilustrado pelo próprio Tim Burton.

     

    Agora sim, Leigh Whannell e James Wan são responsáveis por vários longas de terror que realmente botam medo e deixa a telinha mais red: Gritos Mortais, Sobrenatural, Jogos Mortais, entre outros.

    Jigsaw_character

    Jogos Mortais não é apenas um terror gráfico clichê, que mostra muito sangue e pouca história. Claro que o filme tem muito gore, tem que ter estômago forte para enfrentar a maratona dos 7 filmes, mas, com tantas continuações, é notável seu sucesso. Esta franquia não é dispensável.

     

     

    Stephen King é o mestre literário do terror. Suas histórias não ficam apenas no papel, são tão boas que ao longo dos anos têm se tornado seriados e filmes.

     

    O Iluminado, 1977. É tão assustador quanto dizem ser. A leitura não é cansativa; o autor conduz o leitor em um ritmo assombroso.

     

     

    Por fim, eu super recomendo o canal do YouTube IP4NIC, administrado pelo Jukiba. O rapaz faz reviews de terror. Tem um talento incrível para revisar os filmes. O Jukiba é muito simpático e está sempre respondendo comentários de alguns fãs de horror. Se você também adora esse gênero, se inscreva no canal clicando na imagem abaixo:

    Obrigada pela leitura e deixe seu comentário : )

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  • [Resenha] Caixa de Pássaros, Josh Malerman

    28 out

    CX1Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
    Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

    Caixa de pássaros (Bird Box)
    Editora Intrínseca|268 páginas|ISBN 978-85-8057-652-8

      Gosto de pensar que livros de suspense não deveriam ter resenhas, e sim sinopses. Isto é, a resenha é algo mais íntimo do livro, ela é minuciosa e contém a crítica de quem escreve sobre determinada obra, já a sinopse é algo mais “superficial”, não contendo o parecer crítico de quem está escrevendo sobre. Ressalvo que precisamos aplicar a mesma atenção na sinopse quanto na resenha, pois é através de uma resenha que temos a oportunidade de despertar o interesse do leitor para que assim aconteça nele o desejo de conhecer mais sobre a determinada obra.

      E é assim que prefiro pensar sobre Caixa de Pássaros. Não quero me aprofundar em seus pontos principais, mas darei uma pincelada neles. Afinal, não quero estragar a surpresa de ninguém.

      Vou continuar com o clima de suspense. O livro é para ser lido em um fôlego só. Isso aí! Não temos calma. Todas as linhas são de pura angústia e ansiedade. A história é um mix, onde o escritor alterna entre presente e passado.

    CX

      No presente, Malorie,a personagem principal e não narradora, está descendo rio abaixo com seus dois filhos pequenos. Desde cedo, ela os ensinou a como devem sobreviver nesse mundo carecido. Os educou para que se tornassem bons ouvintes. já que é perigoso sair de casa sem fechar os olhos. Na capa já avisa ao leitor para que não abra os olhos. E por quê disso tudo? Como está escrito na orelha do livro, há algo do lado de fora. Algo que não pode ser visto, que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio. Quando alguém abre os olhos e vê esse algo lá fora, não fica vivo pra contar o que é, por isso ninguém tem a mais remota noção do que esse algo seja. Entretanto, no penúltimo capítulo, o leitor atinge uma ideia. Só posso dizer que consegui sentir medo e que a as situações apontam uma conclusão.

      É bem óbvio que livros de terror nem sempre tem finais felizes. O final deste aqui é uma mistura de felicidade e horror. Não tem como não se sentir repugnada com o desfecho que nos é introduzido. Não é surpresa. Vi em vários blogs a resenha de Caixa de Pássaros onde blogueiros declaram detestar o final. Mas não se enganem. Eu não disse que detestei, somente tive vontade de saber mais além do que ficou claro. Para uma história criativa e inovadora como observei ao decorrer das páginas, onde o inimigo é a própria loucura de cada um, esperava um desfecho superior do que encontramos aqui em Caixa de Pássaros.

     

      Espero que essa resenha tenha aguçado a curiosidade de vocês. Ressalvo que este é meu ponto de vista, assim, abro um caminho para que vocês sintam-se a vontade e comentem quando e o que quiserem, pois a opinião de todos é valida!

    Obrigada pela leitura!

  • Categorias: Resenhas, Terror e Suspense
  • Estranhos Como Eu

    27 out

      Olá, pessoal!

      Resolvi juntar tudo o que eu gosto em um lugar só. Este não será só meu espaço, mas também o de vocês, pois a intenção é compartilhar  opiniões. 

      Eu, juntamente com os colaboradores, estamos sempre em contato preparando conteúdos especiais para vocês. Nosso objetivo é discorrer sobre livros, filmes e música de modo que possamos refletir mais sobre estes.

      Se você é uma daquelas pessoas estranhas que acompanham séries como loucos, viajam nas  playlists, não param de falar nos filmes dos finais de semana e viram a noite lendo, tenham certeza de que somos tão estranhos quanto vocês.

    Estranhos Como Eu

     

     

     

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