[Resenha + SORTEIO] Meu Nome é Albert, Ronaldo Viana S.

3 jun

meu_nome_albert_capa_em_baixaSinopse: Pessoas são diferentes. Pessoas são únicas. Pessoas têm nome e, neste livro, o nome Albert poderia ser substituído por John, Dimitri, Sarah, Giulia, poderia até ser Kurt ou qualquer outro. Poderia ser o seu, poderia ser o meu. Lendo este livro, é possível que você ria com Albert, que chore com ele. E é bem possível que você o ame. Talvez você se veja nesse garoto e queira entrar nas páginas desta obra e defendê-lo – ou defender-se – de seus agressores. Meu nome é Albert! é uma obra baseada em fatos reais. Nela o autor reviveu aeditora-novo-seculo própria história e a de milhares de pessoas ao redor do mundo, talvez até a sua. Uma história que é vivida por muitos, mas que não deveria pertencer a ninguém.

   Drama   |   256 páginas   |   Avaliação 5 / 5

   meu nome e albert ronaldoO autor vai nos levar a meditar acerca do bullying, fazendo pensar em como podemos prestar mais atenção às pessoas ao nosso redor. Além disso, vemos como que é difícil tanto a autoaceitação de quem está sob violência física e psicológica, quanto a aceitação daqueles que praticam (os bulliers). Devemos ter pena ou dar o troco nos igualando à eles? Qual é a vantagem em não revidar? Está certo sofrer calado? E quando não temos força ou vontade de pedir ajuda? E se o buller for alguém da própria família?

   O ano é 1974 e o cenário é uma pequena cidade na Alemanha. O pequeno alemão, Albert é o caçula da família. Com apenas 11 anos, já passava por situações preocupantes, as quais acarretava ao garoto dias carregados. Seus irmãos, Carol e Tom, sempre o tratavam com desprezo. Na escola, era alvo de zombarias. Pra piorar, até uma professora o fazia de chacota. Tudo isso por ter nascido com somente três dedos nas mãos. Essa fase de desenvolvimento é a que mais deixa marcas em alguém, e fico preocupada em como crianças crescem passando por isso. Nenhuma deveria.

“Bella realmente estava muito preocupada com Albert e achava que estava perdendo o filho para um mundo desconhecido, solitário e, pior, talvez sem volta” (p. 22).

meu nome é albert

   Os momentos de paz que ele tinha era quando passava o tempo no jardim de sua casa. Lá, ele conversava com seu melhor amigo (imaginário), Kurt. Sua mãe, preocupada com a solidão dele, buscou ajuda com a igreja, a escola e um médico psicólogo. Demorou muito tempo até, enfim, se dar conta que seu filho sofria bullying na escola e, infelizmente, até dentro de casa, pela própria família.

“Aquele jardim era o refúgio de Albert e o seu esconderijo seguro, ao passo que Kurt era o amigo que o mantinha vivo e acalentava a esperança de dias melhores” (p. 27).

   Um fato interessante é que alguns acontecidos com Albert foram inspirados na própria vida do autor, Ronaldo Viana S.  Ele escreveu uma história que pode ajudar a compreender e a obter soluções sobre o bullying tanto no ambiente escolar quanto familiar. 

“- Eles colocam apelidos feios em mim, implicam todo dia comigo e me agridem. Como vou amar essas pessoas?
– Mas não são essas pessoas que precisam de amor, Albert?” (p. 44).

meu nome e albert

   Meu Nome é Albert me fez refletir diversas coisas. Para apresentá-lo, vou logo dizendo para não se assustarem, pois, apesar do gênero dramático e o enredo aparentemente pesado, a narrativa se desenvolve de maneira delicada, a fim de não provocar aquela energia densa. É o mesmo sentimento que fluiu em mim ao ler Juntando os Pedaços, de Jennifer Niven. A história externa tal sensibilidade ao explorar o assunto, o que nos faz simpatizar com Albert e, de certa maneira, nos vemos nele. Albert é só mais um garoto oprimido. Mas poderia ser qualquer outra pessoa. Poderia ser você. Poderia ser eu.

   Nesse livro, você vai encontrar todas as respostas para as perguntas apontadas na introdução. Não deixe para amanhã para descobrir como termina a história de Albert (e também a sua, a nossa).

SORTEIO

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sorteio de livro

Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha] Goosebumps: Um Dia No Parque do Terror, R.L. Stine

    29 maio

    um dia no parque do terrorSinopse: A família de Lizzi queria ir ao Jardim Zoológico, mas acabou se perdendo. A sorte foi ter encontrado um outro parque de diversões superlegal: o Parque do Terror. As atrações são bem assustadoras. Um brinquedo mais amedrontador que o outro.editora fundamento Mas, de repente, coisas bizarras começam a acontecer, e o que era diversão se torna real demais…

    Terror Infanto Juvenil   |   96 páginas   |   Avaliação 4/5

       Lizzy, nossa narradora, embarca em uma viagem de carro com seus pais, seu irmão mais novo, Luke, e um amigo do irmão, Clay. O caminho até o Zoológico estava árduo. Se encontraram em uma estrada de terra onde não se via nada, para nenhum dos lados. Para surpresa de todos, uma placa revelando um parque de terror apareceu bem à vista de todos, e as crianças acabam convencendo seus pais a darem uma paradinha e depois continuar viagem.

    “Eu também achava que o Parque do Terror podia ser um lugar legal. Eu adorava lugares assustadores” (p.10). 

       Tudo era MESMO muito assustador. Além de brinquedos sinistros, haviam animais ariscos e funcionários mascarados e apavorantes. Os três se separaram de seus pais para curtir do jeito que quisesse o parque. A cada atração que iam, mais assustado ficavam. Luke estava determinado a não demonstrar medo, então fingia achar graça depois que todo mundo já tinha gritado. Mas Lizzy sabia que havia algo errado. Os brinquedos poderiam não ser uma brincadeira.

    WhatsApp Image 2017-05-29 at 15.12.02

    VIAGEM NO CAIXÃO. UM RELAXANTE PASSEIO PARA O TÚMULO.

    QUEDA LIVRE. O ÚNICO BUNGEE JUMP SEM CORDA.

    MUSEU DA GUILHOTINA. POR FAVOR, CUIDE DA SUA CABEÇA. 

    QUEBRADO. QUER DAR UMA VOLTA MESMO ASSIM?

       O leitor pode esperar por uma diversão completa (ou não). Como avisado na capa, só entre se tiver coragem. R.L. Stine traz mais uma história para juvenis de arrepiar! A série Goosebumps é uma boa pedida quando se trata de o conteúdo não ser tão forte, explícito e maquiavélico como os quais encontramos em outros do gênero. 

       A leitura se passa com rapidez. As páginas são curtinhas, então, dependendo da sua paciência (hahaha), dá para finalizá-lo no mesmo dia. Só posso dizer que desfrutei do livro. Gosto quando o gênero mistura adolescentes e passeios hehe (conheça JOGOS MACABROS, do mesmo autor. Tem essa misturinha também *.*) Pode acontecer qualquer coisa!

    Até mais!

  • Categorias: Resenhas, Terror e Suspense
  • Especial Dom Casmurro, Machado de Assis

    24 maio

    “Eu amava Capitu! Capitu amava-me! E as minhas pernas andavam, desandavam, estacavam, trêmulas e crentes de abarcar o mundo. Esse primeiro palpitar da seiva, essa revelação da consciência a si própria, nunca mais me esqueceu, nem achei que lhe fosse comparável qualquer outra sensação da mesma espécie. Naturalmente por ser minha. Naturalmente também por ser a primeira” (p. 37).

       “Em verdade, não falamos nada; o muro falou por nós. Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se” (p. 39).

       “Capitu era Capitu, isto é, uma criatura mui particular, mais mulher do que eu era homem. Se ainda o não disse, aí fica. Se disse, Fica também. Há conceitos que se deve incutir na alma do leitor, à força de repetição” (p. 62).

       “Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Trazia não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca” (p. 65).

       “Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo?” (p. 65).

       “Eu, uma vez que confesso tudo, digo aqui que não tive tempo de soltar as mãos da minha amiga; pensei nisso, cheguei a tentá-lo, mas Capitu, antes que o pai acabasse de entrar, fez um gesto inesperado, pousou a boca na minha boca, e deu vontade o que estava a recusar à força. Repito, a alma é cheia de mistérios” (p. 73).

       “Entretanto, se eu me ativer só a lembrança da sensação, não fico longe da verdade; aos quinze anos, tudo é infinito” (p. 88).

       “Oh! minha doce companheira da meninice, eu era puro, e puro fiquei, e puro entrei na aula de S. José, a buscar de aparência a investidura sacerdotal, e antes dela a vocação. Mas a vocação eras tu, a investiduras eras tu” (p. 90).

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       Enquanto eu lia os quotes que havia marcado, tive a oportunidade de me deliciar novamente com as palavras de Machado de Assis. Não ia escrever nada, mas pensei aqui comigo que não poderia deixar passar em branco. Só tenho a dizer que a escrita faz gosto de ser lida. Tenho certeza que os quotes ali em cima deram um gostinho do que eu estou falando rsrsr <3

    dom casmurro resumoResumo: “O romance Dom Casmurro é narrado em primeira pessoa por José Bento, o Bentinho (apelidado, na velhice, de Dom Casmurro, por viver recluso e solitário). Em retrospectiva, ele conta fatos de sua infância na casa da mãe viúva, D. Glória, ao lado do tio Cosme, da prima Justina, do agregado José Dias. Como vizinhos de fundo, Pádua e D. Fortunata, pais de Capitolina (apelidada Capitu), de condição social inferior. O objetivo do narrador-personagem é tentar reviver as emoções afetivas através da reconstituição do passado. Recuando até o tempo em que ele e Capitu eram crianças, Bentinho conta como a convivência e as brincadeiras vão aproximando os dois amiguinhos, que, na adolescência, tornam-se namorados. A família dela, vendo nesse relacionamento a possibilidade de casamento e ascensão social de Capitu, favorece o namoro entretanto, a mãe de Bentinho, fiel a uma antiga promessa, coloca-o no seminário com o intuito de fazê-lo seguir a carreira eclesiástica. Capitu empreende esforços para impedir que Bentinho, sem magoar a família, chegue a ordenar-se, revelando-se uma moça esperta e insinuante. Com a ajuda de Escobar, um colega de seminário, Bentinho encontra um modo de não ter de cumprir a promessa feita pela mãe e, depois de concluir o curso de Direito, casa-se com Capitu. A amizade com Escobar é fortalecida ainda mais após o casamento deste com Sancha, amiga de Capitu. Os dois casais moram perto, visitam-se frequentemente e tornam-se muito unidos. Nasce a filha de Escobar e Sancha alguns anos depois, Capitu dá à luz um menino, Ezequiel. Pouco tempo depois, Escobar morre afogado no mar e, a partir da reação de Capitu no velório do amigo, começa a nascer em Bentinho a suspeita de uma possível traição da mulher, que vai se transformando em certeza à medida que Ezequiel cresce e adquire feições semelhantes às de Escobar. Torturado pelo ciúme, Bentinho não consegue mais suportar a presença da mulher e do filho. Decide então separar-se deles. Faz uma viagem com a família à Europa, onde ficam Capitu e Ezequiel. Bentinho volta sozinho ao Brasil. Após alguns anos, Capitu morre, sem ter voltado ao Brasil e revisto o marido. Ezequiel, já moço, faz uma única visita a Bentinho, morrendo pouco depois numa viagem de estudos ao Oriente. Bentinho, já velho, fecha-se cada vez mais na sua vida solitária, quando passa a ser chamado de Dom Casmurro. É nessa fase que decide escrever a história de sua vida, como anunciou nos capítulos iniciais.”

    Até a próxima <3

  • Categorias: Destaque
  • [Resenha] A Nova República, Lionel Shriver

    20 maio

    a nova republicaSinopse: Há anos um grupo separatista da região de Barba, em Portugal, explode bombas ao redor do mundo como estratégia para conseguir a sua independência. A comunidade internacional vive aterrorizada e a autodeterminação de Barba é um dos temas centrais da política mundial. A capital, Cinzeiro, abriga jornalistas de toda parte, entre eles o recém chegado Edgar Kellogg – advogado bem-sucedido que trocou a carreira em Nova York pelo entusiasmo e a imprevisibilidade do jornalismo. Hostilizado na infância por ser gordo, construiu uma_Intrínseca idolatria por personagens magnificentes. Quando lhe oferecem uma vaga de correspondente em Barba, península ficcional de Portugal onde surgiu um movimento terrorista, Edgar não hesita. Enviado para substituir o excepcional repórter desaparecido Barrington Saddler, o novato reconhece nesse homem grandioso a figura que deseja imitar. 

    Ficção   |   384 páginas   |   Avaliação 5/5

       Esse, dentre os seis livros lançados no Brasil da autora, é o mais recente. Não por ordem de escrita, e sim por lançamento. Originalmente, A Nova República foi concluído em 1998, mas não publicado, pois, por abordar um assunto tão intrincado na época como terrorismo, a autora não conseguiu seduzir o público. Ainda mais depois dos atentados de 11 de setembro. O romance teve que ficar mais alguns anos na gaveta até, enfim, ser publicado em 2012. No Brasil, em 2015.

       O livro flui com a presença de Edgar Kellogg narrando em terceira pessoa. O homem estava em seus quarenta e poucos, tinha uma vida tranquila financeiramente trabalhando no ramo da advocacia e uma namorada. Ganhava muito bem, porém isso não era seu objetivo na vida. Queria ter emoção, viver uma aventura, se tornar admirado. Para isso, nem ao menos se importou em colocar na balança o que perderia se largasse tudo em busca de seu sonho. Logo, entrou em contato com um amigo da época da faculdade e este o indicou pra uma entrevista em um jornal, National Records. Aceitou por uma merreca o emprego de correspondente substituto. E sua primeira parada seria em Barba, uma península fictícia de Portugal onde a população é pobre, ingrata e alvo de atentados terroristas. As pessoas queriam mais era sair do lugar do que de fato irem para lá.

     “Não existe nenhuma “verdade” global lá fora. Só um punhado de pequenos fatos banais, dissociados” (p. 25).

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       Edgar foi obeso em sua juventude. Em um misto de raiva e frustração, obteve sucesso na perda de peso, entretanto, o trauma fora tanto que deixou algumas cicatrizes profundas em sua alma. Ele se criticava. Sua auto estima era tão diminuto, que qualquer pessoa era melhor do que ele. Por esse motivo, teve algumas fantasias onde, em sua cabeça, idolatrava um amigo da faculdade como se fosse seu ídolo. Qualquer um que aparentasse ser mais seguro que Kellog, era melhor que Kellog.

    “Provavelmente, era mais interessante adorar que ser adorado, mais arrebatador, mais cativante e, de um modo ou de outro, muito menos assustador” (p. 375).

    “Edgar reconheceu sua vida como um ato ininterrupto de redução” (p. 373).

       Chegando em Barba, conheceu seus companheiros de trabalho. Foi inundado por enaltecimentos dos colegas por Barrington. Tal homem era adorado ali. Bear, como era chamado, estava no cargo antes de Edgar cobrindo o movimento terrorista, e sumiu do nada. Ninguém sabe se havia fugido, sido estripado, assassinado… Acontece que Bear era endeusado aparentemente por (quase) todos ali. Com isso, Edgar sentiu o tamanho da influência que o homem exercia, e sem ao menos conhecê-lo, o invejou. Durante toda sua estadia, ele foi assombrado por seu fantasma. Até sua alucinação o intimidava.  

     “[…] se Barrington não o fizesse, parecia uma coisa sem graça” (p. 274).

       A casa em que hospedou era a mesma que Barrington havia ficado. Ali descobriu muita coisa, coisas as quais teria sido melhor se permanecessem escondidas. Fez Edgar tomar rumos que certamente se arrependeria mais tarde. O peso da culpa o encobriria, sem haver a possibilidade de voltar atrás. Péssimo para ele, mas excitante para os moradores de Barba.

     “Edgar saiu forta afora. Vum, o vento esbofetou no rosto, com o conhecimento certeiro de que, ao passar por aquela soleira, ele também havia cruzado um limite para o qual poderia ser difícil voltar” (p. 228).

    “Naquela noite, muitos seriam os barbenses entediados que se alegrariam em segredo por estar finalmente acontecendo alguma coisa naquele lixo de Cinzeiro” (p. 356).

       Agora, o que eu achei? Pelo tamanho da resenha já deu pra perceber que gostei pouco hahah Quando a gente gosta, não tem como mesmo… Mais uma vez Lionel Shriver me intrigou. SEMPRE me descabelo enquanto leio seus livros. Esse foi o que teve a pegada mais leve, apesar do tema parecer “chato” e duvidoso. Sei que o assunto pode aparentar um tanto redundante para os fãs de leitura que preferem levar como hobbie, mas deem uma chance para a autora. Seus livros nos permite pensar. Não é uma escrita simples, mas também não é tão rebuscada. 

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       Imagino aqui comigo como posso convencer vocês de lerem… Ela é a autora de Precisamos Falar Sobre o Kevin, livro aclamado pela crítica. Até foi feito uma adaptação cinematográfica. Seu jeito inteligente de organizar pensamentos na escrita é de deixar a gente de boca aberta. Em todo livro ela faz sacadas geniais e os desfechos SEMPRE impressionam. Podem ter certeza de que o final nunca vai ser algo que vocês esperam.

    Até a próxima!

  • Categorias: Resenhas, Romance e Drama
  • [Resenha]: As Provações de Apolo – O Oráculo Oculto #1, Rick Riordan

    16 maio

    o oraculo ocultoSinopse: Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York. Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus. O problema é que isso não vai ser tão fácil. Apolo tem inimigos para todos os gostos: deuses_Intrínseca, monstros e até mortais. Com a ajuda de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha, e Percy Jackson, ele chega ao Acampamento Meio-Sangue em busca de ajuda, mas acaba se deparando com ainda mais problemas. 

    Fantasia/Aventura   |   320 páginas   |   Avaliação 5 / 5

     

       Essa, sem sombra de dúvidas, foi minha melhor leitura do ano de 2017! (por enquanto hahaha). Espero me impressionar muito ainda com os próximos que estão na minha TBR.

       Bom, para começar, vou logo dizendo que acompanho a saga de Percy desde O Ladrão de Raios, e tenho lido todos os lançamentos que se sucederam dentro desse universo. As Provações de Apolo é a terceira série de livros que diz respeito aos nossos queridos heróis, tanto gregos quanto romanos. O mais legal é que não precisa acompanhar desde o início para compreender o contexto. Imagina ter que ler os 10 (!!!!) livros anteriores para poder ler As Provações de Apolo? Se bem que eu acho que vocês iriam curtir. Sei que a quantidade assusta, mas os livros são tão empolgantes que valem a pena! Além disso, é muito legal a questão das referências entre um livro e outro. Vamos falar sobre Apolo agora porque é isso que interessa hahah Vocês irão entender o porquê dele ter sido uma das melhores leituras. O que merece destaque nesse livro é essa narrativa fluída que o tio Rick, mais uma vez, criou e não decepcionou! O humor, que não vai te deixar na mão, e também a transformação do deus. Tiro o chapéu. Foi incrível!

       Quem acompanha a saga de Percy desde o início conhece a fama do deus Apolo. É um dos mais lindos, mas também o mais irritante, mesquinho, narcisista, fresco , orgulhoso, entre outras características semelhantes. Chega até a parecer inocente diante de tanta cegueira acerca de si mesmo; de que é maravilhoso e todos o devam adorá-lo. Enfim, em O Sangue do Olimpo (o que antecede O Oráculo Oculto, da série Os Heróis do Olimpo), aconteceu uma guerra entre os heróis grego e romanos contra Gaia e seus titãs. Apolo levou culpa por ter ajudado Gaia em seu renascimento, então Zeus, como castigo, transformou o deus na coisa que ele mais abominava, na figura mais imperfeita de todas: o de ser humano. Com isso, Apolo terá que passar por várias provações a fim de demonstrar a Zeus que é digno de ser um deus, para então seu pai conceder-lhe a forma divina novamente. 

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       ” Mas de uma coisa eu tinha certeza: minha punição fora injusta. Zeus precisava botar a culpa em alguém, e claro que escolheria o deus mais bonito, talentoso e popular do Panteão: eu ” (p. 10).

       Com isso, é assim que as coisas começam a ficar engraçadas. Como eu disse, Apolo é um bocado narcisista, o que o fará entrar em contradição com suas condições humanas. Suas reclamações não são chatas (um pouquinho), são hilárias! De tanto que é fresco, ele solta cada pérola que não tem outro jeito a não ser rir dele. O livro ainda quebra a 3º parede (o que faz o narrador se comunica com o leitor). Tinha hora que eu parava e pensava “Menos, Apolo. Beeeem menos” hahaha

    ” Por algum motivo, os biscoitos eram azuis, e o cheiro era divino. Posso dizer isso porque eu sou divino ” (p. 45).

       As citações também com celebridades, filmes ou livros famosos vai te deixar com saudades do Apolo recém transformado em humano porque, inegavelmente, toda livro pede um crescimento, tanto da narrativa quando dos personagens, e isso vai acontecer com Apolo. A transformação dele, lá do início da obra, para quando o deus está sendo provado em sua primeira missão (indo para a conclusão do livro) é incrível! Seu amadurecimento acontece tão naturalmente… Você consegue perceber que não tem um tipo de quebra na narrativa, tudo é bem espontâneo, fluído. Impossível o leitor acompanhar esse desenvolvimento e não ficar de boca aberta. Lester Papadopoulos, nome humano de Apolo, se tornará um garoto incrivelmente astuto e, apesar de todas as pulgas atrás da orelha que eu tinha, ele se mostrará preocupado com o bem do próximo e não medirá esforços para salvar a vida de quem ele ama.

       “ – As coisas nem sempre precisam terminar da mesma maneira, Apolo. Essa é a parte doa de ser humano. Nós só temos uma vida, mas podemos escolher que tipo de história queremos ter” (p. 291).

       Espero que eu tenha conseguido transmitir um pouco do tantão que gostei do livro. É uma fantasia com toques de humor e drama recheado com personagens que adoramos. Se você gosta tanto de Percy como eu e se apaixonou também pela legião de heróis gregos e romanos, essa nova saga de Rick Riordan vai te fazer matar a saudade. Ainda teremos mais quatro lançamentos confirmados pela frente. Neste aqui, por mais que o foco tenha sido em Apolo e as aparições dos outros personagens tenham sido curtas, existem várias deixas que indicarão que haverá interações MUITO em breve com todo esse pessoal que a gente não consegue desapegar <3

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    Até a próxima!

  • Categorias: Ação e Aventura, Resenhas
  • Quero Ler! #AnsiedadeMandouLembranças

    11 maio

    o estranho   Para Anita, mais estranho do que ser vítima de uma crise súbita e psicótica de seu namorado, foi notar que o garoto que a defendeu não havia sido visto por mais ninguém. Somente ela pôde enxergá-lo. Ao perceber o espanto de Anita, o garoto desaparece no ar, deixando um nome para guiar a jovem: Gabriel Garcia. Sem saber o significado daquele nome, nem como poderia usá-lo para encontrar o misterioso garoto, Anita corre atrás de qualquer pista, qualquer teoria, com esperanças de encontrar provas que possam ser usadas. Ela almeja provar para si mesma que não enlouqueceu. Mas o acontecimento não poderia ser inventado, da cabeça dela, ou poderia? E como alguém poderia desaparecer no além daquela maneira? Quem seria aquele garoto e porque a ajudou? Ela não descansaria até descobrir o porquê da inexplicável ligação entre ela e o estranho.

    ***

       Esse livro me chamou atenção pelo fato do garoto misterioso. Assisto AHS e por alguma razão me lembrei do Tate hahah Sei que pode não haver semelhança alguma entre os dois, ou não…. A fórmula é simples, o que impressiona é como o autor conduz a história, e, pelo que tenho lido sobre, O estranho tem uma atmosfera adolescente recheada de mistérios que não decepcionam! De todos, é o que eu mais quero ler *.*

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    o medo de virgília   Dividida entre cuidar da própria vida e ajudar seus familiares que precisam dela financeiramente, muda-se de Cristal e vai morar sozinha em um apartamento herdado pela mãe. Assim, poderá ficar mais perto de Marília, sua irmã mais nova, internada numa clínica depois de tentar matá-la enquanto sofria um surto psicótico.  Virgília começa a trabalhar como gerente de uma joalheria. Lá, conhece Alex, o entregador de joias. Os dois se apaixonam. Além de ser um homem apaixonante, Alex possui um dom incomum que o torna capaz de tirar vidas, ou salvá-las. Uma trama onde o grande mistério é descobrir como Virgília conseguirá lidar com tantas situações difíceis que a cercam, sem enlouquecer.

    ***

       Esse é um romance sobrenatural dramático. Já sabemos que a principal tem alguns problemas familiares, e isso é uma alavanca e TANTO ao que diz respeito ao desenvolvimento da narrativa. Só estou esperando para conferir como foi que a autora misturou isso com a situação dos mistérios que envolvem a vida do namorado da principal.traço

     

    a divina conspiração   Olívia Giacomelli é uma agente de polícia especializada em complexos casos de assassinato. Competente, ela sempre conseguira resolver com êxito cada um deles, nunca encerrando um crime sem solucioná-lo. No entanto, uma sequência de mortes misteriosas vinha ocorrendo desde 2007. Perturbada com a falta de pistas, Olívia começa a investigar os incidentes mais a fundo, até que, em um suposto suicídio na UFMG, ela encontra uma pena negra. Enquanto isso, Sophie, uma jovem universitária, tenta superar a ausência da família, que morrera num trágico acidente de carro no Réveillon de 2008. Numa busca por respostas, os caminhos de Sophie e de Olívia se cruzam, e ambas se deparam com uma realidade aterradora. Elas se veem em meio a uma batalha invisível que desde sempre era travada por seres sobrenaturais: os angellores. Agora, elas estão num terreno obscuro e assustador, e precisarão se arriscar para descobrir a verdade, que mudará suas vidas para sempre.

    ***

       Geeente, esse aqui é parece ter os ingredientes os quais eu me identifico. Tem mistério, um certo ar de puzzle, quando fatos vão se encaixando no outro até encontrarem uma solução, uma verdade. Fiquei um pouquinho receosa por perceber que o romance policial tem traços sobrenaturais, mas eu li várias resenhas e todas foram positivamente críticas!

    traço

    descendentes   Destruída, abalada e quase sozinha… É assim que Kaya se sente após a morte misteriosa do pai, mas descobrir que não está na Terra é ainda pior. Tentando sobreviver em um lugar inóspito, assustador e que esconde monstros atrás de cada árvore, ela descobre que sua vida nunca foi normal, que seu passado é apenas uma ilusão e que tudo pode piorar quando ela encarar a sua verdadeira identidade de Descendente.

    ***

       Descendentes é pra quem curte aquela pegada de Sci-Fi. Sei que vamos encontrar seres de outros mundos e nos deparar com sua cultura diferente. Espero gostar! Lembrei de A Hospedeira. Só sei que quero muuuito conferir hahah

    Até a próxima!

  • Categorias: Destaque
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